PÃO DE AÇUCAR:

o Grupo atacadista/varejista informou hoje vendas líquidas de 2017, exceto as da Via Varejo, com crescimento de 8,2%, para R$ 44,6 bilhões. No 4T17, o faturamento atingiu R$ 12,5 bilhões e, apesar da deflação no período, cresceu 6,8% no total lojas e 3,5% no conceito mesmas lojas. Diz o Pão de Açúcar que obteve contínuos ganhos de market share do Multivarejo e Assaí ao longo do trimestre, e houve também aceleração do ritmo de conversões: 8 lojas Extra convertidas no trimestre, totalizando 15 lojas em 2017. O Assaí representou 43,5% do faturamento do GPA Alimentar no 4T17 (vs 36,2% em 4T16). Bons números.

PETROBRAS:

depois de ter cortado o rating soberano do Brasil de BB (com perspectiva negativa) para BB- (com perspectiva estável), a S&P Global Ratings promoveu múltiplas ações nos ratings de entidades corporativas brasileiras. Os ratings da maioria dessas empresas são diretamente influenciados pelos ratings do Brasil, seja em razão da
limitação de seus ratings ao rating soberano seja em razão das entidades já serem avaliadas no número máximo de degraus acima do rating soberano. No caso da Petrobras, a S&P manteve a classificação de risco da dívida corporativa em BB-, (com perspectiva estável), porque considera que o nível de risco da companhia segue correlacionado com o risco soberano, estando, portanto, limitado à classificação de risco do Brasil. Ter o risco limitado ao risco do Brasil é uma boa notícia para a estatal, que já passou por momentos piores.

PETROBRAS:

a petroleira e a Total finalizaram um marco importante na realização de sua Aliança Estratégica, anunciada em março do ano passado, com a conclusão de duas transações. A primeira, uma cessão de direitos de 35% da Petrobras para a Total, assim como a operação, do campo de Lapa no bloco BM-S-9A, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova composição do consórcio passa a ser Total como operadora (35%), Shell (30%), Repsol-Sinopec (25%) e Petrobras (10%). A segunda, uma cessão de direitos de 22,5% da Petrobras para a Total da área de Iara, que contém os campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, no bloco BM-S-11A, no pré-sal da Bacia de Santos. A nova composição do consórcio passa a ser Petrobras como operadora (42,5%), Shell (25%), Total (22,5%) e Petrogal (10%). O valor pago nessas transações totaliza US$ 1,95 bilhão, incluindo ajustes do fechamento da operação. Esse valor não contempla uma linha de crédito que pode ser acionada pela Petrobras no valor de US$ 400 milhões, representando parte dos investimentos da Petrobras nos campos da área de Iara, além de pagamentos contingentes. Essas operações concretizam a Aliança Estratégica entre a Petrobras e a Total, permitindo que as empresas combinem suas experiências em águas profundas. Para a Petrobras, as transações também ajudarão a mitigar riscos, fortalecer a governança corporativa e melhorar o financiamento da empresa, através de entrada de caixa e desoneração dos investimentos, desempenhando assim um papel importante no Programa de Parcerias e Desinvestimentos da companhia. Mais uma boa notícia para a Petrobras.