Os investidores iniciam a terça-feira com cautela, acompanhando a tendência baixista dos mercados internacionais. As bolsas europeias operam em baixa, mesmo sentido dos futuros do Dow Jones e S&P 500. O pacote de estímulos fiscais anunciado no Japão foi recebido com cautela, pois poderia ser insuficiente para reanimar a economia do país. Por aqui o Ibovespa futuro recuava 0,51%, às 9h39. Internamente os destaques são a votação da meta fiscal de 2017, a apresentação à Comissão Especial do Impeachment do parecer do relator Antonio Anastasia, além de alguns balanços corporativos, com destaque para os números do Itauunibanco (veja mais em Temporada de Balanços 2T16).

Foco Gráfico

O Ibovespa-futuro abriu em baixa e poderá atingir as projeções representadas pelos fundos imediatos, formados em 56.650 e 56.325 pontos.

O dólar-futuro tem sua resistência imediata em R$ 3,308 e se conseguir vencê-la poderá atingir a projeção (Fibonacci, representadas pelas retas vermelhas tracejadas) situada em R$ 3,318 (comentários feitos às 09:11 h e baseados nos gráficos intraday de 60’).

Assista ao vídeo da Análise Gráfica

Temporada de Balanços 2T16

BANCO PAN
Fechou o 2T16 com prejuízo de R$ 128,4 milhões, contra prejuízo de R$ 96,1 milhões no 1T16 e lucro de R$ 3,6 milhões no 2T15. Tal prejuízo refletiu o maior pressionamento na margem financeira. A carteira de crédito somou R$ 18,2 bilhões, estável em doze meses findos em junho de 2016. No segmento de veículos houve queda de 19%, em empresas queda de 29% e no consignado alta de 32%.

CIELO
Registrou lucro de R$ 989 milhões, 14% superior ao obtido no 2T15. Este aumento foi motivado pelo crescimento de 21% na receita com antecipação de recebiveis e pelo acréscimo de 10% no volume financeiro com cartões de crédito e débito. Por outro lado, a margem EBITDA recuou 4,5 p.p. devido à mortalidade de pequenos lojistas e também devido ao aumento dos custos, explicado pelo maior volume de operações.

Considerando o resultado do 2T16, a Cielo revisou a estimativa de crescimento para o faturamento, da faixa de 5,5% a 7,5%, para a faixa de 7% a 9%. Também revisou a estimativa de aumento dos custos, da faixa de 4% a 6%, para a faixa de 6% a 8%, e a estimativa de investimento em 2016, de R$ 450 milhões, para R$ 400 milhões.

DURATEX
Registrou prejuízo de R$ 117 mil, bem abaixo do resultado do mesmo trimestre de 2015, quando registrou lucro de R$ 36,6 milhões. A receita líquida totalizou R$ 1 bilhão, R$ 116,7 milhões referentes à participação da controlada colombiana, Tablemac, o que representa um aumento de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado externo manteve bom desempenho e registrou crescimento de 50,5% quando comparado ao 2T15. Já o mercado interno, apresentou queda de 2,8%. A geração de caixa medida pelo Ebitda caiu 13,5% no segundo trimestre, para R$ 210,45 milhões.

ITAUUNIBANCO
Fechou o 2T16 com lucro líquido recorrente de R$ 5,575 bilhões e queda de 9,1% contra o 2T15. O lucro líquido contábil foi de R$ 5,518 bilhões e queda de 7,8%. O ROAE recorrente atingiu 20,6%, inferior aos 24,8% do 2T15, mas acima dos 19,6% do 1T16, em boa medida por conta da reprecificação dos empréstimos. A carteira de crédito ampliada (que inclui avais e fianças) atingiu R$ 573,003 bilhões em junho de 2016, queda de 4,6% em relação a março e de 5,8% em relação a junho de 2015. O índice de inadimplência acima de 90 dias perfez 3,6%, contra 3,5% e 3,0%, respectivamente. O Itaú reduziu de forma significativa as projeções para o desempenho de sua carteira de crédito em 2016. A expectativa do Banco agora é que a carteira expandida registre queda de 5,5% a 10,5%, levando em conta também as operações do recém consolidado CorpBanca. Anteriormente, a previsão era de queda de 0,5% a alta de 4,5%. Caso se exclua o CorpBanca, a carteira de crédito do Itaú no Brasil deve diminuir de 6% a 11%. As projeções anteriores indicavam recuo de 1% a alta de 3%.

M. DIAS BRANCO
Apresentou bom desempenho operacional no 2T16, registrando aumento de 18% no faturamento e crescimento de 23% na geração de caixa expressa pelo Ebitda. Por outro lado, registrou despesas não recorrentes com reestruturação, um pior resultado financeiro, devido a perdas com hedges cambiais, e aumento de tributos. Estes aspectos corroeram o aumento no Ebitda tendo sido determinantes para a companhia registrar no 2T16 lucro líquido, de R$ 184 milhões, 3% menor ante o 2T15.

PORTO SEGURO
Fechou o 2T16 com lucro de R$ 171,6 milhões, contra R$ 273,3 milhões no 2T15 (-36,2%). O ROAE atingiu 11,9% com queda de 8,7 p.p., respectivamente. O desempenho operacional de seguros piorou devido ao aumento da sinistralidade. No 2T16, os sinistros foram pressionados por alagamentos, chuvas de granizo e vendavais, bem como pelo aumento dos roubos de veículos. Além disso, a elevação da frequência de utilização do seguro saúde impactou as margens. Por outro lado, nas despesas administrativas, os gastos nominais permaneceram estáveis, diante dos investimentos pela busca na eficiência operacional.

QUALICORP
O lucro líquido foi de R$ 66,1 milhões no 2T16, o que representa queda de 1,7% em relação ao mesmo período de 2015. Contudo, no 2T15 o lucro havia sido afetado positivamente pelo ganho de capital incorrido na venda da Potencial, no valor de R$ 45,7 milhões, componente extraordinário, que prejudica a comparação. A receita líquida cresceu 16,5% e atingiu R$ 472,6 milhões, tendo o segmento Afinidades contribuído com R$ 429,1 milhões. O total de beneficiários atingiu 4,7 milhões ao final do trimestre, redução de 10,8% na comparação anual. A queda foi puxada por uma diminuição de 56,3% nos contratos corporativos.

Economia em Foco

Pesquisa Industrial Mensal (PIM): alta de 1,1% em junho, na comparação com maio, e recuo de 6,0% ante jun/2015. Indicou quedas de 9,1% e 9,8% nos acumulados em 2016 e em 12 meses, respectivamente. Com o avanço em 18 dos 24 ramos, os maiores impactos vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (8,4%), perfumarias, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,7%) e metalurgia (4,7%). Entre as grandes categorias econômicas: Bens de capital (2,1%); bens intermediários (0,5%) e; bens de consumo (1,2%). O desempenho da Indústria ainda segue frágil na comparação com o ano anterior, mas o perfil disseminado do crescimento da produção industrial em junho pode ser visto de forma positiva, precisando de mais alguns meses de avanços para se consolidar a tendência de recuperação desse ano para o próximo.

EUA – Gastos com consumo: o índice de preços de gastos dos consumidores avançou 0,1% em junho, abaixo da expectativa de mercado e do aferido no mês anterior (0,2%). A renda pessoal avançou 0,2%, em linha com o mês anterior e abaixo da expectativa (0,3%). Os gastos pessoais avançaram 0,4%, também em linha com maio e acima do esperado pelo mercado (0,3%).

Agenda

Corporativa

Econômica