O IOF é o Imposto sobre Operações Financeiras. Ele está presente no seu cotidiano, como ao fazer uma compra internacional, solicitar um empréstimo ou um seguro.  

Este tributo também pode influenciar nos rendimentos dos diversos investimentos de renda fixa no curto prazo. 

O Brasil possui vários impostos. Muitas vezes, os pagamos sem nem perceber. Porém, eles deixam rastros ao, por exemplo, levar parte dos seus retornos do Tesouro Direto 

Então, é fundamental conhecer sobre o IOF. Afinal, ele pode aparecer onde você menos espera. 

 

De antemão, saiba que ao investir com foco no médio e longo prazo, é possível evitar a cobrança deste imposto 

 

Neste artigo, você vai aprender tudo sobre o IOF e dicas incríveis de como fazer o seu dinheiro render agora sem precisar pagá-lo. Hoje falaremos sobre:  

 

  • O que é IOF – Imposto sobre Operações Financeiras? 
  • Como funciona o IOF? 
  • Onde se aplica o IOF? 
  • IOF sobre investimentos 
  • Tabela de Alíquota IOF 

 

Boa leitura! 

 

O que é IOF – Imposto sobre Operações Financeiras? 

O acompanhamento das arrecadações é feito pela Receita Federal 

 

Ele consiste em um imposto federal, criado em 1966, através da Lei 4.143. Inicialmente, o IOF era cobrado sobre qualquer transferência financeira nacional ou internacional.  

Na década de 80, esse tributo sofreu alterações e passou a incidir também em operações de crédito, câmbio e seguros.  

Com a extinção da CPMF em 2008, o IOF teve a sua alíquota aumentada de forma a manter as arrecadações federais.  

 

Como funciona o IOF? 

A PEC 110 prevê a substituição deste tributo pelo IBS 

 

Esse imposto é classificado como Regulatório de Competência da União. Isso significa que o IOF serve para arrecadar e conhecer a demanda por crédito no país.  

Geralmente, se há grande arrecadação com o tributo, isso mostra que há maior procura por crédito, que por sua vez, pode significar melhora na economia. 

Desta forma, o governo pode baixar os juros, como a taxa Selic, para baratear e facilitar o acesso da população à esse tipo de operação.  

Mas, é preciso lembrar que o IOF também incide sobre empréstimos e cheque especial.  

Então, avaliar a oferta e demanda apenas por esse tributo, nem sempre significa economia em crescimento.  

 

Quando o IOF é cobrado? 

O IOF é cobrado sobre qualquer operação financeira de crédito, câmbio, seguros e empréstimos realizada por pessoas físicas e jurídicas.  

Ele também pode aparecer quando você decide resgatar um investimento de renda fixa. Ainda neste artigo, vamos mostrar como isso funciona em detalhes. 

Vale lembrar que o IOF é recolhido direto na fonte. Então, não é necessário fazer cálculos ou pagamentos posteriores.  

O valor líquido de uma operação, por exemplo, no pagamento de uma compra internacional, já vem com o acréscimo do imposto.  

 

Como é feito o cálculo do IOF? 

A ideia do IOF é a cobrança proporcional à quantia movimentada na operação. Ou seja, quanto mais dinheiro envolvido, maior será a sua alíquota.  

Ele também depende se a transação foi realizada por pessoa física ou jurídica. Bem como da própria natureza da operação.  

Por ser um imposto regulatório, o IOF ainda pode ser alterado a qualquer momento sem a necessidade de aprovação dos parlamentares.  

Tenha em mente que o tributo é calculado diariamente. Então, se você começou a utilizar o cheque especial hoje, no final do dia, ele será contabilizado.  

Mas, o seu recolhimento só ocorrerá no final do mês de referência.  

Para saber quanto de IOF será cobrado na sua operação, basta conhecer a alíquota. Digamos que ela seja de 0,38% e a sua operação foi de R$ 2 mil.  

Divida 0,38% por 100 e multiplique-o por R$ 2 mil. O resultado será de R$ 7,60 do tributo.

 

Onde se aplica o IOF 

Mantenha as suas contas em dia e use os recursos com consciência 

 

Muitas pessoas esquecem de considerar os impostos ao realizar uma operação financeira, principalmente quando relacionada ao crédito e empréstimos.   

Isso pode levar a gastos desnecessários, bem como à impossibilidade de arcar com o pagamento. Eles são elementos propícios para o endividamento. 

Em janeiro de 2020, o Brasil possuía 61,3 milhões de pessoas inadimplentes. O número corresponde à 39% da população adulta do país.  

Houve o aumento de, aproximadamente, 0,40% em relação à dezembro de 2019.  

Já uma pesquisa do CNC, referente à fevereiro de 2020, mostra que 65,1% das famílias brasileiras estão no vermelho 

As principais causas da inadimplência são: cartão de crédito (78,6%), carnês (15,9%) e financiamento de veículos (10,7%).  

Perceba que entender sobre o IOF pode ajudar a evitar esse tipo de situação. Afinal, estes tipos de operações estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano.  

Cartão de crédito 

O IOF é cobrado quando você usa o rotativo do cartão. Então, ao atrasar a quitação da fatura ou optar pelo pagamento mínimo, haverá o desconto de 0,38% + 0,0082% ao dia.  

Este tributo também está presente em outras operações com o cartão de crédito como: 

 

  • Pagar contas e boletos; 
  • Sacar dinheiro; 
  • Solicitar empréstimos. 

 

A alíquota de IOF sobre compras internacionais com cartão de crédito é de 6,38% do valor da compra.  

Ela vale tanto em transações feitas no exterior quanto em lojas online de outros países que entregam no Brasil, como o Aliexpress e Gearbest. 

Então, a dica é: evite esses tipos de operações. Isso porque todas as operadoras de cartão cobram os mesmos valores do tributo.  

Nas compras internacionais, o ideal é priorizar pagamentos com dinheiro. Assim, você pagará alíquota menor de IOF.  

 

Cheque especial 

Os juros do cheque especial já são altíssimos. E eles ainda têm o acréscimo de 0,38% sobre o total mais 0,0082% ao dia de IOF.  

Para pessoas jurídicas, a alíquota do tributo é de 0,38% mais 0,0041% ao dia.  

O IOF só para de ser cobrado quando você paga o saldo devido. Além disso, ele possui teto máximo de 3% ao dia.  

 

Empréstimos e financiamentos 

O IOF sobre estes tipos de operações funciona como no cheque especial, ou seja, a alíquota é de 0,38% mais 0,0082% a.d. para as pessoas físicas e 0,042% a.d para as jurídicas. 

Nem todos os empréstimos e financiamentos estão sujeito à cobrança deste imposto, por exemplo, os financiamentos residenciais.  

Já para operações, como consignados, imóveis comerciais e veículos, haverá a incidência do IOF.  

Câmbio 

Ao comprar moedas internacionais em espécie, você pagará 1,10% sobre o total.   

Já para operações com cartões pré-pagos no exterior ou em lojas on-line internacionais, a alíquota do tributo sobe para 6,38% do todo.  

Ao enviar dinheiro de outros países para o Brasil, você pagará 0,38% de IOF, independente da titularidade.  

Já ao mandá-lo daqui para o exterior, a alíquota será de 1,1% para você mesmo e 0,38% do total para outras pessoas. 

 

Seguros 

O IOF incide sobre a maioria dos seguros. Ele possui teto máximo de 25% e varia conforme a categoria.   

Para seguros de automóveis, a alíquota é próxima de 7,25% do total. Já os seguros de vida e contra acidentes pessoais têm cobrança de 0,38% do imposto.  

Vale lembrar que os resseguros e seguros relacionados ao financiamento imobiliário residencial são isentos de IOF.  

IOF sobre investimentos 

Esse tributo pode levar até 96% dos seus rendimentos  

 

Ao resgatar um ativo de renda fixa antecipadamente, você poderá pagar o IOF. O mesmo é válido para investimentos de curto prazo.  

Basicamente, este tributo é calculado apenas sobre os rendimentos dos primeiros trinta dias de aplicação. 

Depois deste período, o IOF é devolvido. Então, ao solicitar o resgate no 31º dia, não haverá a sua cobrança. Conheça os investimentos que estão sujeitos à este tributo: 

  • CDB; 
  • LC; 
  • Fundos DI; 
  • Fundos de Investimento de Curto Prazo; 
  • Poupança para pessoa jurídica. 

 

Perceba que o IOF pode atuar como um incentivo para que você deixe o seu dinheiro render por mais tempo.

Geralmente, a melhor opção é manter o investimento na sua carteira até o vencimento.  

Desta forma, você receberá os rendimentos conforme estabelecidos no momento da compra.  

O resgate antecipado pode gerar surpresas além do IOF, principalmente em ativos que variam conforme os juros futuros, como Tesouro IPCA+ e Fundos DI.  

No mercado, há investimentos que são isentos deste imposto. Veja:  

 

  • CRI; 
  • CRA; 
  • LCI; 
  • LCA; 
  • Debêntures; 
  • Fundos de Renda Fixa. 

 

Por outro lado, eles não costumam ser recomendados para objetivos de curto prazo, como a reserva de emergência 

Portanto, antes de investir, é fundamental definir os seus objetivos como investidor. Assim, fica fácil descobrir o prazo ideal para os seus ativos.  

poupança para pessoas físicas tem isenção de IOF. Porém, se você solicitar o resgate dentro dos primeiros trinta dias de aplicação, perderá todo o rendimento do período. 

Sem contar que depois disso, o seu dinheiro continuará a render pouco. Com a taxa Selic em 3,75% a.a, o seu retorno está próximo de 2,97% ao ano.  

Note que a poupança não é uma boa opção para o seu capital. Para fazê-lo render de verdade, você só precisa abrir a sua conta no modalmais agora mesmo.  

Mesmo ao investir em ativos sujeitos ao IOF, é possível driblá-lo ao ter foco no médio e longo prazo. Afinal, trinta dias passam rápido.  

Acredite no poder dos juros compostos e faça o seu dinheiro render muito mais do que esse imposto com investimentos, como Tesouro Direto, CDB e LC. 

 

Tabela de Alíquota IOF 

O IOF sobre os investimentos de renda fixa possui alíquota que varia entre 96% a 0% sobre os rendimentos. Assim, ele segue a tabela abaixo: 

 

Dias IOF (%) Dias  IOF (%) 
 96 16º 46 
 93 17º 43 
 90 18º 40 
 86 19º 36 
 83 20º 33 
 80 21º 30 
 76 22º 26 
 73 23º 23 
 70 24º 20 
10º 66 25º 16 
11º 63 26º 13 
12º 60 27º 10 
13º 56 28º 6 
14º 53 29º 3 
15º 50 30º 0 

Alíquotas de IOF sobre os investimentos – Fonte: Receita Federal  

  

Conclusão 

Investir com foco no longo prazo é uma das formas de economizar com impostos 

 

O IOF pode influenciar diretamente na sua vida financeira, seja ao usar o seu cartão de crédito, solicitar um empréstimo ou investir o seu dinheiro.  

Por isso, é fundamental conhecer formas de como economizar e, até mesmo, evitar o seu pagamento.  

Nos investimentos, o IOF pode ser facilmente driblado, desde que você faça um bom planejamento antes de começar.  

Tenha em mente que este tributo é uma das grandes fontes de arrecadação do governo federal.  

Em 2019, o montante arrecadado de IOF chegou a R$ 41,702 bilhões. Houve aumento de 8,44% em relação à 2018. Portanto, dificilmente esse imposto será extinto no futuro. 

 

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Ao mesmo tempo, perceba que os ativos que sofrem esse tipo de incidência tendem a trazer rendimentos maiores do que a poupança, que por sua vez, é isenta.  

Faça a análise da relação risco x retorno e os seus objetivos antes de adquirir qualquer investimento.  

Para fazer o seu dinheiro render muito além do IOF, você só precisa abrir a sua conta no modalmais agora mesmo. 

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Desta forma, você poderá investir o seu dinheiro, acompanhar as suas finanças e o IOF sobre as suas operações diretamente no nosso aplicativo de forma simples e segura.  

 

Obrigado por ler até aqui!