Parece que o ano de 2021 será de mercado movimentado. Apesar das projeções de especialistas apontarem que a taxa Selic deve voltar a subir ao longo do ano, o cenário atual ainda se mostra favorável à migração da renda fixa para a renda variável, como o que vimos ocorrer em 2020.

E esse movimento não deve parar. Isso, possivelmente, é o que tem motivado muitas empresas a registrarem na B3, seus pedidos de abertura de capital na Bolsa de Valores: até o início de fevereiro, cerca de 40 empresas já haviam realizado essa solicitação.

Assim, se você não quiser ficar de fora, deve estar atento à agenda de IPOs. Pensando nisso, trouxemos uma lista e um breve resumo das nove companhias que devem lançar IPOs já na primeira quinzena desse mês, além de dicas com o que você deve observar antes de aderir a um deles.

 

A euforia dos IPOs

Esse deve ser o ano com mais IPOs na Bolsa de Valores brasileira desde 2007, quando ocorreram 64. E os primeiros devem acontecer já na primeira quinzena de fevereiro. Alguns deles já tiveram o período de reserva finalizado, em outros ainda dá tempo reservar. Confira a lista completa e a data prevista para o início das negociações:

  • Intelbras (INTB3);
  • Mosaico (MOSI3);
  • Mobly (MBLY);
  • Focus Energia (POWE3);
  • Jalles Machado (JALL3);
  • Bemobi (BMOB3);
  • Cruzeiro do Sul Educacional (CSED3);
  • Westwing (WEST3);
  • CSN MINERAÇÃO S.A. (CMIN3);
  • Orizon Valorização de Resíduos S.A. (ORVR3);
  • OceanPact (OPCT3).

 

INTB3. A primeira da lista, a Intelbras, é uma velha conhecida no país. A empresa, fundada em 1976, é atualmente a maior fabricante de produtos e soluções de segurança eletrônica do Brasil.

MOSI3. Já a empresa Mosaico é uma plataforma digital, detentora e controladora dos sites de comparação de preços Zoom, Buscapé e Bondfaro.

MBLY3. Fundada em 2011, a Mobly, por sua vez, é uma loja de móveis e artigos de decoração com foco principal no universo digital.

POWE3. A Focus Energia, fundada em 2015, é uma empresa direcionada à comercialização de energia. O objetivo com o levantamento de recursos de investidores por meio de seu IPO é passar a atuar também na geração e gestão ativa do segmento.

JALL3. A companhia Jalles Machado é uma produtora e exportadora de etanol e açúcar que teve início em 1980, na cidade de Goianésia (GO) e que nasceu em um momento que o Brasil enfrentava a Crise do Petróleo, o que fez com que o Governo Federal fosse, na época, um forte incentivador do consumo do combustível de cana.

BMOB3. A Bemobi é uma empresa do ramo tecnológico que atua na distribuição e venda de aplicativos, jogos e serviços digitais móveis em diversos países, sendo seu foco principal as companhias de países emergentes.

CSED3. Fundada em 1965, a Cruzeiro do Sul Educacional é um conglomerado de escolas e universidades espalhadas pelo Brasil que se desenvolve por meio de diversas marcas e posicionamentos de imagem diferentes voltadas para a região em que atua.

WEST3. A Westwing é um clube de compras de decoração online, que atua em 14 países e oferece campanhas diferentes diariamente, que ficam no ar por tempo limitado. As campanhas têm como foco oferecer produtos para ambiente residencial, conteúdos sobre decoração, promoções, entre outros.

CMIN3. A CSN Mineração conta com participação de dois acionistas em seu capital social. Com quase 90% de participação, a CSN (CSNA3) é a controladora da empresa de mineração, enquanto os outros 10% pertencem a um consórcio asiático.

ORVR3. A Orizon atua no tratamento e destinação final de resíduos perigosos e não perigosos; exploração do biogás, energia e créditos de carbono; beneficiamento de resíduos (waste-to-energy); e serviços de engenharia ambiental.

OPCT3. A OceanPact é uma empresa brasileira que desenvolve e implanta soluções por meio de serviços para estudo, proteção, monitoramento e uso sustentável do mar e de recursos marinhos. Dentre seus clientes estão empresas de setores como de óleo e gás, energia, mineração, telecomunicações, portuário, navegação, turismo, pesca e aquicultura.

 

O que levar em consideração

Com tantas ofertas públicas previstas para o ano, fica difícil querer ficar de fora. No entanto, nem só à variedade de empresas você deve estar atento como investidor.

Alguns critérios devem ser cruciais para sua escolha, sendo que muitos deles podem até mesmo ser utilizados como base para sua tomada de decisões de compras de ações de empresas que já são negociadas há mais tempo.

Conhecer o segmento em que atua a empresa é o primeiro desses critérios, visto que, ao se tratar de uma estreante na Bolsa, não é possível conhecer o real desempenho dela nesse mercado. No entanto, é possível comparar qual o desempenho de ações de empresas do mesmo segmento.

É claro que esse ponto não deve ser analisado de forma isolada, mas pode dizer muito sobre as perspectivas para ativo.

Outro ponto importante diz respeito ao histórico da companhia. Conhecer seus resultados passados, porte e o próprio mercado de atuação são informações indispensáveis.

Por isso, não deixe de ler o prospecto preliminar da empresa. Esse é um documento de leitura praticamente obrigatória para o investidor que pretende ingressar em um IPO.

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