Estamos vivendo períodos turbulentos na Bolsa em meio a pandemia de coronavírus. Nesse momento, é essencial buscar as soluções e as estratégias necessárias para seus investimentos.

Por isso, trouxemos os melhores especialistas no segmento de Fundos Imobiliários para falar mais sobre o momento e quais ações devemos tomar daqui para frente.

 

Christian Lupinacci, analista CNPI do modalmais, recebe Caio Castro, da RB Capital Asset Management, e Barbara Lombardi, da Rio Bravo Investimentos.

 

Panorama e Performance dos fundos Imobiliários em 2020

Com a boa expectativa do mercado com relação a evolução do crescimento do PIB, o controle a meta de inflação estabelecida pelo Banco Central e o cenário de queda e estabilidade da taxa de Juros, 2019 terminou de forma promissora para os fundos imobiliários.

Porém com a chegada da crise causada pela pandemia do Corona virus, as revisões de recuo do crescimento do Brasil juntamente com as incertezas e aversão ao risco fez com que o segmento imobiliário, sofresse com toda a volatilidade e performance negativa nos 3 primeiros meses de 2020 atingindo uma queda de aproximadamente de 30% do IFIX (índice dos fundos imobiliários).

Com o cenário de alta volatilidade com perdas significativas para o mercado financeiro, vamos discutir quais são os verdadeiros impactos para os fundos imobiliários dado que suas operações não possuem exposição direto ao mercado externo e só seriam impactados caso haja um contágio em grande escala nos diversos setores da economia.

De acordo com o cenário atual, com a permanência da alta volatilidade nos mercados e das incertezas dos impactos do Corona Vírus na economia, segue nossa carteira de recomendação:

 

Fundos atrelados a recebíveis imobililários (CRIs) que tendem a sofrer menos com toda volatilidade do mercado.

  • IRDM11 – Iridium Recebíveis Imobiliários – Lançado em 2017, com uma carteira que busca risco minimizados focada em títulos da dívida imobiliária, renda isenta de imposto de renda e rentabilidade superior a renda fixa são as propostas do fundo, num cenário onde o mercado de renda fixa registra uma queda significativa.

 

  • KNCR11 – Kinea Rendimentos Imobiliários – Alocação de aproximadamente 99% de seu patrimônio em CRIs. Vale destacar que o portfólio do fundo é bastante diversificado, sendo suas alocações em diferentes segmentos da economia. A maioria das operações do fundo contam com garantias reais na forma de Alienação Fiduciária de Imóveis, as quais são usualmente complementadas por outras garantias, sendo CRIs baseados em Edifícios corporativos, Shopping Centers e demais ativos relacionados a ativos de logística e incorporação residencial.

 

Fundos de Fundos Imobiliários (Fofs) cujo objetivo é lucrar através da valorização, compra e venda de cotas de outros fundos imobiliários, visando uma performance atrelada ao IFIX – Índice de fundos imobiliários.

  • RBRF11 – RBR Alpha Multiestratégia Real Estate –Criado em 2017, que desde então vem apresentando crescimento patrimonial e consistência nos resultados, tendo alocação de aproximadamente 21 fundos que contabilizam 80% da carteira do fundo, 15% de CRIs e 5% em ativos de liquidez.

 

  • HGFF11 – CSHG Imobiliário FOF – O fundo possui aproximadamente alocação em 25 fundos imobiliários e 1 CRI. Vale ressaltar que buscam realizar uma gestão fundamentalista de médio / longo prazo.

 

  • BCFF11 – BTG Pactual Fundo de Fundos – O fundo conta com aproximadamente 55 ativos no total do seu portfólio, com fundos de diversos segmentos e portfólio bem pulverizado, além disso vem registrando rentabilidade consistente desde sua oferta pública.

 

 

Fundo “tijolo”, classe de fundos imobiliários composto pela aquisição de imóveis físicos, que gerarão lucros através da valorização do imóvel e de aluguéis.

  • HGLG11 – CSHG Logística – Ativos Logísticos – foi um dos fundos imobiliários que teve expressiva valorização nos últimos anos. Com uma carteira focada em imóveis logísticos e industriais, o HGLG11 obtém lucros através da valorização dos imóveis e de seus aluguéis.

 

  • BRCR11 – BTG Pactual Corporate Office – Lajes – O FII do Banco BTG é um dos maiores do mercado, chegou no mercado em 2010 com a premissa da prática de Gestão Ativa em seu portfólio, que conta hoje com 10 propriedades, 59 contratos de locação localizados no eixo RJ/SP. Investe basicamente em galpões logísticos e imóveis similares além de ter uma gestão ativa e bem atenuante no mercado.

 

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