Previdência privada é uma aposentadoria sem vínculo ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Apesar de não ser pública, é fiscalizada por um órgão do governo federal, a Susep.

 

Complementar à previdência pública, direito garantido a todo cidadão que cumpra os requisitos da Previdência (cuja reforma foi recentemente executada pelo atual governo), a previdência privada é uma forma de aumentar o valor a ser recebido quando a pessoa parar de trabalhar.

Assim, permite-se uma velhice mais confortável, com a segurança de cobrir as despesas inevitáveis e fundamentais para uma boa qualidade de vida.

Por outro lado, existem outros meios de garantir uma renda passiva, como investimentos com distribuição de dividendos, por exemplo.

Quer saber o que vale mais a pena e como não depender do INSS para uma vida financeira saudável no futuro? Continue a leitura!

 

Neste artigo, você vai entender:

 

  • O que é e como funciona a previdência privada?
  • Para que serve a previdência privada?
  • Vale a Pena investir em previdência privada?
  • Qual a diferença entre previdência social e privada?
  • Tipos de previdência privada
  • Qual o rendimento da previdência privada?
  • Vantagens e desvantagens da previdência privada
  • Quais os tributos incidentes na previdência privada?
  • Como fazer uma previdência privada?
  • Qual o melhor simulador de previdência privada?
  • Quais as melhores previdências privadas do Brasil?
  • Quais os riscos da previdência privada?

 

Boa leitura!

O que é e como funciona a previdência privada?

A previdência privada é um investimento que garante uma renda passiva a longo prazo.

 

A previdência privada é uma aposentadoria que independe do setor público.

Como você sabe, todo cidadão tem direito à aposentadoria, oferecida pelo INSS, órgão do governo que cuida das assistências sociais. No entanto, o benefício depende de uma série de requisitos.

Em 2019, o governo federal anunciou uma reforma da previdência, alterando, entre outras coisas, a idade mínima e o tempo de trabalho exigido para a solicitação da aposentadoria.

Dessa forma, algumas pessoas que poderiam estar perto de se aposentar, viram o benefício se afastar mais um pouco.

 

Com a previdência privada, o investidor controla quanto deseja receber no futuro e a partir de quando.

 

Ou seja: não depende de idade ou situação empregatícia. Você pode, inclusive, começar a receber sua previdência privada ainda trabalhando, se assim estiver se programado.

A previdência privada funciona, então, como qualquer outro investimento de longo prazo: você investe, periódica e sistematicamente, um valor.

A partir de um tempo estabelecido pelo plano, você passar a receber uma renda passiva, que nada mais é do que o dinheiro investido acrescido de juros preestabelecidos.

 

Para que serve a previdência privada?

A aposentadoria, oferecida pelo governo federal através do INSS, é um direito de todo cidadão. Funciona como uma forma de garantir uma velhice minimamente confortável, sabendo que a maioria das pessoas não têm, como hábito, investir e poupar dinheiro.

Porém, é um tema que gera bastante discussão em função da disparidade de valores.

Enquanto alguns ganham aposentadorias realmente altas e confortáveis, a maior parte da população recebe algo perto de um salário mínimo – o que, sabemos, não garante conforto ou segurança para ninguém.

É aí que entra a previdência privada. Complementar à previdência pública é uma forma de você aumentar os rendimentos futuros, permitindo a manutenção de uma qualidade de vida melhor.

Além do resultado final (o recebimento do valor), a previdência privada também serve para incentivar a pessoa a começar a investir. Assim como a poupança, é uma forma de criar o hábito de, todo mês, depositar uma quantia do seu dinheiro, criando a cultura do investimento.

Daí pra investir em outros produtos potencialmente mais rentáveis, é um pulo.

Vale a pena investir em previdência privada?

A previdência privada é positiva para quem deseja construir o hábito de poupar dinheiro.

 

Depende. A previdência privada tem algumas características que precisam ser analisadas para ver se é a melhor opção para você.

 

Além disso, existem, no mercado, planos de previdência privada que não são bons. Assim, é fundamental que a pessoa pesquise e estude bastante, buscando um plano adequado, confiável e realmente positivo.

Outro ponto é a questão do tempo. Só vale a pena se você estiver disposto a investir mensalmente por, no mínimo, 10 anos.

Por outro lado, é importante lembrar que existem outros produtos de investimentos que podem oferecer uma rentabilidade superior à previdência privada, seja pelas taxas de juros aplicadas, seja pela não cobrança de taxas administrativas.

O segredo é você ter claro o seu objetivo a longo prazo. Dessa forma, poderá avaliar as opções disponíveis no mercado ou na sua corretora, escolhendo os investimentos ideais para você.

Qual a diferença entre previdência social e privada?

A previdência social segue as normas estabelecidas pelo Governo Federal. Assim, tem valor mínimo fixado para recolhimento, bem como prazo mínimo para começar a retirar e valor máximo para recebimentos.

Já na previdência privada, você pode escolher o valor que deseja investir, baseado em quanto de “salário” você deseja receber no futuro.

Outra diferença importante é o resgate do valor total. A previdência social paga mensalmente o valor, até a morte do beneficiário, mas não é possível antecipar a retirada do valor total ao qual tem direito (com base nas contribuições).

Na previdência privada, se o beneficiário desistir do plano, a qualquer momento, ele receberá o valor investido, corrigido de acordo com os juros aplicados e descontado de taxas administrativas e impostos.

Tipos de previdência privada

A escolha do tipo de previdência privada impacta na tributação recolhida, como o imposto de renda.

 

Os planos de previdência privada são regulados pela SUSEP, Superintendência de Seguros Privados. São produtos de seguridade, porém com uma gestão como fundo de investimento.

Existem, independentemente da empresa a oferecer o produto, dois tipos de previdência privada, além de modalidades de tributação e de gestão diferentes entre si. Vamos falar mais sobre cada tipo agora:

PGBL

O Plano Gerador de Benefícios Livres é uma modalidade de previdência privada recomendada para quem faz declaração de Imposto de Renda completa.

Nesse modelo, você deduz da sua declaração todos os depósitos realizados no decorrer do ano, desde que não ultrapassem 12% da sua renda anual, aumentando a sua restituição.

No momento do resgate, o IR incidirá sobre o valor total a ser resgatado.

VGBL

Para quem não declara imposto de renda ou faz a declaração simplificada, o tipo VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) é o mais recomendado.

Apesar de não ser deduzido das declarações anuais, a tributação sobre a previdência privada desse modelo incide somente sobre o rendimento do investimento, e não sobre o valor total resgatado.

Qual o rendimento da previdência privada?

O rendimento depende do produto escolhido, mas geralmente acompanha o CDI.

 

O rendimento da previdência privada depende do produto escolhido e da empresa que você está avaliando.

A maioria das opções acompanham o CDI, Certificado de Depósito Interbancário. O CDI acompanha de perto a taxa Selic, taxa básica de juros nacional.

Poucos produtos de previdência privada conseguem rentabilidade superior ao CDI, o que deixa o alerta: existem oportunidades de investimento, mesmo em renda fixa, com rentabilidade superior à previdência privada.

No modalmais você encontra CDB’s, por exemplo, com rentabilidade que ultrapassam os 100% do CDI. Portanto, vale a pena ficar de olho nas oportunidades e avaliar investimentos mais rentáveis para sua segurança financeira futura.

Vantagens e desvantagens da previdência privada

Existem especialistas em finanças e economia com opiniões divergentes. Alguns afirmam que a previdência privada não compensa, já que as taxas são, normalmente, bastante superiores às taxas cobradas em produtos de investimento em renda fixa, por exemplo.

No entanto, tudo depende do produto escolhido. Como você sabe, as ofertas do seu banco tradicional não são vantajosas para você – nenhuma delas.

Mas existem outras empresas, como as corretoras, oferecendo bons planos de previdência privada. Confira a opinião da Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe!

 

 

Para esclarecer os principais pontos, trouxemos algumas vantagens e desvantagens desse modelo de investimento. A partir destes pontos, você poderá avaliar se a previdência privada é o produto ideal para você, ou não.

Vantagens

A previdência privada oferece vantagens, sem dúvida, especialmente para quem não tem a cultura do investimento. É uma forma de “obrigar” a pessoa a poupar dinheiro, sem a possibilidade de resgatar antes do tempo contratado.

 

Além disso:

 

  • Você personaliza o plano de acordo com suas necessidades, seja em valores dos aportes, seja em prazo;
  • Gera uma renda passiva, a partir de um tempo pré-determinado, complementando sua receita para uma velhice mais confortável;
  • Permite portabilidade, ou seja: você pode trocar de empresa, caso esteja insatisfeito com a gestão do seu produto;
  • Um gestor profissional fará a alocação de capital, buscando oportunidades de maior rentabilidade, da mesma forma que acontece em fundos de investimentos;
  • É uma forma de incentivar à pessoa a construir o hábito de poupar dinheiro, construindo uma cultura de investimentos importante para a independência financeira.

Desvantagens

Agora, vamos olhar para as desvantagens desse modelo de investimento. Com isso em mente, você poderá decidir se a previdência privada é a melhor opção para você, ou se vale mais a pena investir em produtos de renda fixa.

 

Leia também: Qual investimento rende mais? Investimentos em LCI, LCA ou CDB?

 

Ou, ainda, você pode decidir investir em fundos, como o multimercado, por exemplo, que pode oferecer uma rentabilidade muito superior aos planos de previdência privada.

 

Confira:

 

  • Independentemente de onde for contratado, você deverá pagar uma taxa administrativa. Informe-se sobre as taxas, pois existem empresas que cobram valores bastante altos, inviabilizando o produto;
  • A tributação poderá ser bastante alta, caso você deseje uma previdência privada de curto ou médio prazo;
  • A rentabilidade da previdência privada depende da composição do fundo e do gestor. Por isso, conhecer o nível de risco e a competência do gestor é importante para não se frustrar;
  • A previdência privada não conta com a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Assim, se a empresa emissora do produto acabar quebrando, você perde o dinheiro investido;
  • Para resgate antecipado, você deve aguardar o período de carência e, na maioria dos casos, pagar uma multa.

Quais os tributos incidentes na previdência privada?

Existem duas modalidades de tributação nos planos de previdência privada. Conhecer o modelo aplicado ao produto escolhido é importante para você entender o impacto de suas decisões.

No caso da tributação progressiva, a alíquota vai de 0 a 27,5%, conforme os valores de resgate mensal.

Já na tributação regressiva, a alíquota depende do tempo de permanência do investimento, indo de 35 a 10%, a menor alíquota dentre todos os produtos de investimento (no caso da renda fixa, por exemplo, a menor alíquota é de 15%).

Além do IR, existem outras taxas que devem ser consideradas na avaliação:

 

  • Taxa de carregamento: cobrada sobre cada aplicação. Existem empresas que não cobram a taxa de carregamento, ou cobram taxas reduzidas. Considere essas opções para não reduzir a rentabilidade do seu plano;
  • Taxa de administração: assim como acontece em fundos de investimento, você paga uma taxa de administração para a gestão do seu plano.

Como fazer uma previdência privada?

Para fazer uma previdência privada, busque uma empresa de confiança.

O seu banco poderá oferecer alguns produtos, mas avalie com cuidado as taxas administrativas, taxas de carregamento, histórico de rentabilidade e possíveis limitações para retirada do valor investido.

Geralmente, essas instituições não oferecem produtos de qualidade. Portanto, é fundamental conhecer todas as particularidades do plano antes de optar por algum.

Considere, também, outros modelos de investimentos. Compare rentabilidade, taxas e tributações.

Você pode investir em produtos rentáveis e seguros, com funcionamento diferente da previdência, mas que também garantem uma tranquilidade financeira.

No modalmais, por exemplo, você tem investimentos do Tesouro Direto com taxa zero de custódia, além de outros produtos de renda fixa com rendimentos superiores à poupança. Abra sua conta gratuita!

Quais os riscos da previdência privada?

A previdência privada funciona como um fundo de investimento. Assim, o gestor pode comprar ações e outros papéis de renda variável, buscando aumentar o rendimento do produto.

Dessa forma, é um investimento de risco. Se o gestor executar uma estratégia falha, a rentabilidade poderá acabar negativa.

Além disso, a pessoa tem riscos relacionados à solidez da empresa contratada para gerir o produto. Como não é um investimento coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito, caso a empresa acabe na falência, os investidores perdem todo o dinheiro.

Já falamos anteriormente, mas vale repetir: é fundamental que você pesquise bem antes de contratar um plano de previdência privada, justamente para conhecer taxas, limites, multas, requisitos e estratégias do gestor.

Com isso, você também conhecerá o nível de risco de cada produto, contratando aquele que melhor atenda às suas expectativas, seja de rentabilidade, seja de segurança.

Conclusão

A previdência privada é uma forma de complementar a aposentadoria pública, benefício garantido pelo governo federal.

Apesar de ser necessário algum tipo de complemento – já que a aposentadoria pública, geralmente, não é suficiente para garantir uma velhice confortável e independente financeiramente –, é preciso ter cuidado na hora de escolher o produto a ser contratado.

Isso porque podem existir alternativas mais rentáveis e, até, mais seguras do que um plano de previdência privada.

Importante é você estar ciente de que o hábito de investir e de poupar é parte fundamental de um futuro mais tranquilo.

Quer conhecer mais sobre oportunidades de investimentos mais rentáveis do que a previdência privada? Confira os artigos que separamos para você:

 

 

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