Acreditar que você não é bom o suficiente. Entender que tudo o que conquistou não é por mérito, mas por conta de uma série de questões superiores às suas habilidades. Você já sentiu isso?

É bastante alto o número de pessoas que se sentem incapazes de acreditar em suas próprias capacidades e confiar em si mesmas. De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Dominicana da Califórnia, 70% das pessoas consideram-se “uma fraude”.

Esse sentimento passou a ser chamado de síndrome do impostor a partir de 1978. Inúmeros indivíduos de sucesso, reconhecidos internacionalmente, afirmam ter passado por essa situação.

A síndrome prejudica seriamente muitos profissionais, impedindo-os de alcançar suas metas e objetivos. Por isso, neste artigo, explicamos como funciona essa condição e como superá-la. Confira!

 

O que é a síndrome do impostor?

De forma simples, a síndrome do impostor pode ser compreendida como a crença interior de que você não é bom o suficiente, de que não merece o lugar que ocupa ou que não tem capacidade de alcançar os seus objetivos.

Como aponta a psicóloga Rachel Buchan, é comum que esse tipo de sentimento seja vivenciado em locais de trabalho e estudo.

Mas também é possível que ocorra em diversos outros ambientes de convívio social, como entre um determinado grupo de amigos ao qual a pessoa, embora presente, não sinta que pertence.

Embora não seja catalogada na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), essa é uma condição considerada como uma desordem de autopercepção. Ou seja, quem sofre com a síndrome do impostor compreende equivocadamente a sua autoimagem.

A pessoa constrói, dentro de sua própria mente, uma concepção de si mesma como alguém incompetente ou insuficiente. Essa é uma capacidade natural do cérebro, contudo, dependendo do modelo mental e do meio em que a pessoa se encontra, essa percepção pode diminuir ou aumentar.

 

Quais os efeitos dessa síndrome no trabalho?

Existe uma série de consequências dessa autopercepção equivocada. A seguir, pontuamos algumas delas e como podem interferir no desempenho das atividades de trabalho.

 

Autossabotagem

Isso ocorre quando a pessoa apresenta todas as condições necessárias para assumir determinado cargo e exercer com excelência a sua função, mas por ter uma autoimagem distorcida, passa, inconscientemente, a tomar atitudes que prejudicam o seu desempenho, procrastinando, por exemplo.

 

Perda de oportunidades

Quem sofre com a síndrome do impostor, na maior parte das vezes vai pensar que não tem a qualificação suficiente para aproveitar determinadas oportunidades. Um bom exemplo é o caso da britânica Sophie Montagne, que quase desistiu de sua candidatura para a expedição Ice Maiden, na Antártida, por pensar que não era qualificada para a atividade.

Nesse sentido, a síndrome, muitas vezes, faz com que as pessoas desistam de suas intenções mesmo antes de tentá-las. Acreditando que o resultado será necessariamente negativo, quem sofre com essa condição pensa não fazer sentido se candidatar a uma vaga ou tentar um processo seletivo, por exemplo.

 

Nunca ficar satisfeito com o resultado alcançado

Ninguém gosta de entregar trabalho mal feito, isso é fato. Mas no caso daqueles que se sentem como um impostor, essa situação foge ao controle da realidade. Não importa o quão primoroso esteja o trabalho, ele nunca será percebido como algo bem-feito.

Essa situação gera efeitos muito problemáticos, pois sem ficar satisfeito com o trabalho, a autodepreciação tende a ser cada vez maior. Dessa forma, a pessoa sente-se cada vez pior por, supostamente, não atingir o nível de excelência que gostaria.

 

Não acreditar em elogios

Outra característica bastante comum é que, quem sofre com a síndrome, não aceita ou não acredita em elogios. Mesmo que pessoas falem bem do trabalho ou atividade realizada, essas palavras serão aceitas com desconfiança.

Na maior parte das vezes, por causa da percepção equivocada de sua própria imagem, a compreensão é de que os enaltecimentos não são merecidos ou estão sendo feitos apenas para agradar, sem fundamento.

Por isso, quem tem a síndrome do impostor acaba tendo sérios prejuízos, seja em relação às questões de trabalho, aos planejamentos financeiros ou demais questões da vida pessoal. Além disso, também sofre com uma baixa autoestima.

Dessa forma, é importante prestar atenção em certos sinais para notar se você está sofrendo com a síndrome, bem como procurar formas para lidar com esse problema e voltar a acreditar em sua capacidade.

 

Como saber se você tem essa síndrome?

Nem sempre é fácil perceber se você tem a síndrome e se está agravando os efeitos dela. Isso ocorre pois é comum do próprio ser humano se comparar com os demais e buscar melhorar seu desempenho e produtividade.

Por isso, é importante fazer alguns exercícios mentais para perceber se a sua análise da realidade não está distorcida e fazendo com que você se autodeprecie. Algumas dicas podem ser úteis, como:

  • analisar se, de fato, os pensamentos negativos que você tem sobre sua performance e méritos realmente fazem sentido;
  • procurar avaliar o seu trabalho por meio de um olhar técnico externo, como se ele fosse feito por outra pessoa;
  • fazer uma pesquisa de satisfação com terceiros;
  • pedir feedback para as pessoas em quem você confia e que têm contato com o seu trabalho;
  • contar com o apoio de mentores ou alguém mais experiente e que possa fornecer conselhos e opiniões sinceras.

É possível se libertar da síndrome do impostor?

É provável que não aconteça de uma hora para outra, mas é possível, sim, ficar livre do mal-estar causado por essas distorções de autoimagem. Algumas atitudes podem ser tomadas com frequência para, aos poucos, você conseguir se livrar dessa situação incômoda. Nesse sentido:

  • compartilhe com um amigo a sua situação. Isso ajudará você a compreender corretamente a realidade;
  • aceite suas imperfeições e limites, mas, também aceite elogios às suas qualidades;
  • procure não fazer comparações com outras pessoas;
  • não estabeleça metas inalcançáveis, procure trabalhar com pequenos objetivos cotidianos mais do que com grandes conquistas a longo prazo;
  • procure trabalhar com algo que gosta e que proporcione motivação. Não é saudável que a competição com outras pessoas seja o seu combustível.

A síndrome do impostor é uma condição que atinge muitos indivíduos, principalmente quando cada vez mais pessoas expõem as suas vidas. Como você pode perceber, quem se sente como impostor acaba se depreciando e sendo prejudicado em vários sentidos da vida.

Por isso, é importante cuidar da sua saúde mental e seguir as dicas que demos para perceber se você sofre com essa síndrome — e, caso sofra, procure formas de se libertar dela. Lembre-se, caso não se sinta bem, procure ajuda profissional.

Você conhecia estas informações sobre a síndrome do impostor? Compartilhe nas redes sociais para que mais pessoas possam aprender e cuidar melhor da própria saúde mental!

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