A mudança brusca do mercado financeiro brasileiro, com a queda da meta da Taxa Selic a níveis abaixo da inflação, alterou sensivelmente a forma com que as carteiras são alocadas.

Investidores conservadores precisaram aventurar-se com ativos de renda variável. Graças à alta da bolsa neste período, eles ainda não passaram por um susto grande.

Uma certeza que temos, é a de que em algum momento, ativos de renda variável passarão por uma tendência de queda. Por isso, devemos criar carteiras preparadas para aproveitar o momento de bonança e que não sofram muito caso o cenário fique negativo.

 

Como realizar a alocação de forma equilibrada?

Todo trabalho de assessoria financeira deve começar pelo cliente. A sua realidade e objetivos futuros é que devem orientá-lo em suas decisões financeiras. Cabe ao assessor escutá-lo com muita calma para demonstrar quais são as opções que encaixam-se em suas necessidades.

Por esta razão, a carteira “equilibrada” para uma pessoa pode ser completamente diferente de outra que possui a mesma idade e renda.

 

Planejamento utilizando a técnica dos 3 potes

Mesmo com os diversos perfis e realidades financeiras, a estrutura dos 3 potes ajuda a orientar uma carteira para que ela fique equilibrada.

Toda a vida financeira pode ser dividida em 3 potes:

Pote da Segurança:

O planejamento tem que começar pelo pote que tem como objetivo proteger o padrão de vida atual do investidores. Aqui, o cliente deve dimensionar uma reserva de emergência para imprevistos como a perda de um emprego ou algum acidente. O foco será em investimentos de baixo risco e com alta liquidez. Além da reserva de emergência, neste pote entrarão o plano de saúde e seguros de vida quando necessário.

 

Pote da Independência Financeira:

Com a segurança financeira dimensionada, o investidor deve olhar para seu futuro e procurar investimentos para o momento em que ele queira ou precise parar de trabalhar. Esta parte da carteira é a mais indicada para os investimentos de renda variável. Como o horizonte para resgate é longo, ele pode ser mais agressivo e buscar ativos com menos liquidez como previdências privadas.

 

Pote da Qualidade de vida:

Esta será a parte da carteira que pode ter uma flexibilidade maior com relação à liquidez e volatilidade. Ela existe para que o investidor realize objetivos diversos, como a troca de carro, viagens, hobbys e até imóveis. É recomendado que o cliente leve em conta quando ele irá resgatar os investimentos para a escolha do investimento. Sugiro também, que o dinheiro de cada objetivo esteja separado em um ativo ou fundo diferente para que a carteira fique mais organizada.

Esta é uma forma simples de organizar o raciocínio do investidor de forma que ele entenda que volatilidade não é risco, já que o pote de segurança está criando uma proteção caso ele precise resgatar os seus investimentos em um momento de queda no mercado e seus ativos de renda variável terão tempo para recuperar os ganhos.

 

Outra vantagem dos 3 potes é que ele ajuda a diversificar a carteira em investimentos que possuem liquidez, volatilidade e risco diferenciados.

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