Hoje, estamos vivendo uma crise financeira mundial em decorrência de uma pandemia. No passado, o mercado já teve crises causadas pelo excedente produtivo e por diversas anomalias no sistema econômico. O fato é que o impacto causado por uma crise pode refletir durante anos e, ainda, ser potencializado pela chegada de uma nova onda de recessão.

Como prever esses cenários e atuar de maneira preditiva para reduzir os seus efeitos econômicos? Um estudo divulgado no início de 2020 afirma que o Cisne Verde é a próxima crise no mercado financeiro.

Neste artigo, você vai descobrir o que é o Cisne Verde e quais são as ações que podem ser implementadas para driblar os seus impactos. Aproveite a leitura!

 

Afinal, o que significa Cisne Verde?

O conceito Cisne Verde é muito recente, afinal, o estudo, realizado por quatro economistas – incluindo um brasileiro –, foi publicado em janeiro de 2020 pelo suíço Bank for International Settlements (BIS). Essa expressão conceitua um processo de crise financeira impulsionada pelas mudanças climáticas. É a primeira vez que as questões de clima são relacionadas com a forma que o mercado financeiro se comporta.

Desse modo, as mudanças climáticas são o próximo desafio para a economia mundial. O clima, agora, é um risco à estabilidade financeira. A incidência de tsunamis, terremotos e, principalmente, ciclones está crescendo e refletindo negativamente no desempenho econômico da região e do país afetado.

O Cisne Verde trata sobre essa questão, mostrando como os mercados estão interligados e como um evento isolado, ou não, pode impactar o mercado financeiro. A ideia é tentar prepará-lo para atuar de forma proativa, mesmo lidando com algo que não havia sido mapeado nos cenários anteriores.

 

Qual é a lógica por trás desse conceito?

O Cisne Verde afirma que o mundo está vivendo uma emergência climática, que ainda pode ser potencializada a ponto de causar uma nova crise financeira mundial. Os desdobramentos causados por impactos climáticos estão relacionados ao efeito cascata da economia e aos seus riscos. A seguir, saiba mais sobre eles.

 

Efeito cascata

Todos os segmentos econômicos estão conectados, seja direta ou indiretamente. Para você ter uma noção, vamos pensar no contexto da crise atual que estamos vivenciando, uma crise de saúde mundial.

A necessidade do isolamento social, no primeiro momento, freou o desempenho da maioria dos setores produtivos. No entanto, com a nova rotina, outras atividades acabaram conquistando posição de destaque, como o serviço de delivery e o uso de tecnologias cloud computing (computação em nuvem).

Outro exemplo, tendo em vista o Brasil, é uma tendência de crescimento na taxa de divórcios. De acordo com o Google Trends, a procura pela palavra-chave “divórcio gratuito online” apresentou um crescimento de 400% durante a pandemia.

Esses são apenas exemplos de como uma crise em determinado setor – nesse caso, na saúde – pode desencadear outros processos e outras crises, o que pode, facilmente, gerar pânico na população investidora, e assim, um forte impacto no mercado financeiro.

conseguiu ver como o sistema econômico funciona como um organismo vivo? Todos os segmentos estão correlacionados e geram reflexos uns nos outros.

 

As crises impactam negativamente o sistema macroeconômico, mas impulsionam o surgimento de novas formas de trabalho. O problema é: até isso acontecer, os danos financeiros podem ser incalculáveis. A ideia é que possamos aprender a nos preparar de uma forma geral, de modo que se diminua a intensidade do efeito cascata de danos climáticos.

 

Riscos relacionados

Uma das formas para se evitar os impactos negativos de algo é conhecer quais são eles, ou seja, quais são os riscos relacionados. Nesse estudo, os autores apresentam os riscos físicos e de transição – relacionados, respectivamente, às incertezas nas mudanças nos padrões climáticos da Terra, e nos ambientes políticos e socioeconômicos –, que podem se materializar como risco financeiro, das seguintes formas:

 

Operacional

O risco operacional, nesse caso, é aquele em que a produtividade do negócio fica comprometida em função de danos climáticos – ou seja, um claro exemplo de risco físico.

Um exemplo prático pensando em um cenário microeconômico, e de certa forma comum, é uma queda de energia. Se a empresa não tem um gerador, consequentemente, as suas rotinas produtivas são prejudicadas. Isso resulta em perdas financeiras para o negócio. Tal fato pode se dar, também, em decorrência de uma abrupta mudança climática.

 

De Liquidez

Se o mercado já está vivenciando uma crise, a liquidez dos ativos financeiros é impactada negativamente, sendo reduzida.

No estudo que conceitua o cisne verde, o risco de liquidez é evidenciado como uma possível consequência sobre instituições afetados pelo risco de crédito e de mercado, quando, por exemplo, essas se tornam incapazes de se refinanciarem no curto prazo, o que pode reduzir, consequentemente, os empréstimos interbancários e, dessa forma, a liquidez de recursos de tais instituições.

 

De mercado

As finanças comportamentais explicam bem os impactos das crises nos mercados. Os investidores tendem a vender os seus ativos por valores mais baixos. Quando isso acontece em massa, a consequência é o desencadeamento de uma nova crise.

Imagine vários incidentes climáticos, simultâneos, em diversos países? É difícil até mensurar os danos à economia, mas muitos mercados em recessão é sinônimo de crise mundial.

 

De Crédito

O risco de crédito é uma das principais preocupação nos negócios. Tanto que, hoje, as ferramentas para análise de concessão de crédito estão muito mais precisas e são recursos essenciais para o desenvolvimento sustentável das empresas.

Em um cenário de risco de crédito relacionado ao clima, seu aumento pode ser potencializado devido à diminuição na capacidade do pagamento de dívidas por parte de recebedores de empréstimos, bem como pela possível depreciação nos ativos utilizados para garantias de tais empréstimos. Por consequência, o seu grau de endividamento é intensificado, e os credores são prejudicados pela inadimplência.

 

Cobertura

Muitas pessoas contratam seguros e apólices para se protegerem financeiramente de situações prováveis, porém não previstas. Em um contexto em que ocorrem desastres naturais (risco físico), o acionamento da cobertura desses serviços é estimulado. As empresas desse segmento podem ser postas em perigo financeiro, caso as mudanças climáticas resultem em cada vez mais desastres do tipo.

 

Quais são as diferenças para o Cisne Negro e Branco?

Além do Cisne Verde, existem outras conceitualizações de crises financeiras que você precisa conhecer. O Cisne Negro é um evento imprevisível, raro e aleatório, do qual não se sabe quando terminará. Tal evento muda o curso de um ou mais conceitos e atitudes da população mundial e tem grandes efeitos na economia global. A crise do subprime em 2008 é um exemplo de Cisne Negro.

O Cisne Branco diz respeito a eventos comuns e previsíveis. Devido à sua recorrência, a resposta do mercado é mais rápida e eficiente. Logo, os seus impactos negativos ao equilíbrio econômico são menores e facilmente contornados.

 

O que é possível fazer para evitar o Cisne Verde?

O primeiro passo – e uma das frentes mencionadas no estudo – em que devemos atuar para evitar o Cisne Verde, é a adoção de novas tecnologias e mudanças sociais que visem retardar o aceleramento do aquecimento global.

No entanto, evitar que o próximo evento de grande escala, principalmente envolvendo o clima da Terra, afete economicamente a sociedade como um todo, pode estar fora de nosso alcance individual. Mas para que você possa minimizar os impactos desse e de qualquer cenário de crise financeira, deve fazer a gestão financeira inteligente. Ter uma carteira de investimentos diversificada, um fundo de reserva e fazer um constante acompanhamento dos mercados, são as boas práticas indicadas.

É preciso saber fazer o seu dinheiro render. Por isso, esses três pontos devem ser aplicados de maneira conjunta. O mesmo vale para as empresas. Elas devem equilibrar as suas contas e criar um caixa robusto, além do seu capital de giro, para continuar se mantendo em um cenário de recessão econômica.

Somente com investimentos inteligentes é possível aumentar o patrimônio e ter uma reserva sólida que ajude você a sair de situações de recessão econômica, seja ela um Cisne Verde, Negro ou Branco, sem sofrer grandes e irreversíveis impactos.

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