Ontem, no comentário de fechamento do dia destacamos a trégua no ambiente político, após final de semana tenso. Segunda-feira é sempre propicia para isso pela ausência de parlamentares em Brasília, quanto mais em período de recesso. Porém, Bolsonaro quebrou esse jejum no início da noite falando que o vice-presidente Mourão, às vezes, atrapalha o governo e o comparou com um cunhado que tem que se tem que aturar. Também deu explicações desinformadas a apoiadores por ter avalizado o fundo eleitoral de R$ 4 bilhões, o dobro do anterior.

Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, com destaque negativo para Xangai com queda de 2,49% e positivo para Tóquio com +0,49%. Na Europa, Bolsas começando o dia no campo negativo, mas já afastando das mínimas alcançadas. O mercado futuro dos EUA também com quedas após novos recordes de pontuação atingidos ontem. Aqui, conseguimos encerrar o dia com alta de 0,76% e índice em 126.003 pontos e não deveríamos perder o patamar de 125.000/124.000 pontos, sob pena de acelerar vendas.

Os investidores no mundo seguem preocupados com a expansão da contaminação pelo covid-19 e sua variante delta, mais infecciosa, e os possíveis reflexos sobre a retomada da economia global. Na China, durante a madrugada foi anunciado o lucro industrial de junho que desacelerou na comparação anual para +20,0%, e vindo de 36,4%, no anterior. Na Coreia do Sul, o PIB do segundo trimestre evoluiu 0,7%, e na comparação anual com expansão de 5,9%.

Nos EUA, o governo ainda espera o acordo bipartidário do pacote de infraestrutura proposto por Biden e também a decisão sobre elevação do teto da dívida para não travar algumas áreas de governo. E a União Europeia diz que vai atingir a meta de imunização de 75% da população da região com pelo menos a primeira dose até o final do mês em curso.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostra estabilidade e virando para positivo, com o barril cotado a US$ 71,92. O euro era transacionado em US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,25% em queda por movimento de proteção dos investidores. O ouro e a prata mostravam quedas na Comex e commodities agrícolas com desempenho misto na Bolsa de Chicago.

No segmento local, a Fipe anunciou o IPC da terceira quadrissemana de julho em alta para 0,90%, vindo de 0,87%, e a FGV, o INCC fechado de julho com desaceleração para +1,24% (anterior em +2,30%), acumulando alta em 2021 de 10,75% e em 12 meses com +17,35%. Também tivemos a confiança do construtor de julho subindo 3,3 pontos para 95,7 pontos. Juros subindo na sessão de ontem com expectativa de taxa Selic mais alta na reunião do Copom da próxima semana, com teto anterior de 1% de aumento indo para 1,25%.

O ministério da Saúde descartou a terceira dose de vacina (reforço) e pelo menos 8 capitais do país tiveram que interromper a imunização por problemas de atraso nas entregas de vacinas. A agenda do dia ainda tem força para mudar a direção dos mercados. Aqui, teremos a nota do setor externo de junho e nos EUA as encomendas de bens duráveis de junho, o índice de atividade de Richmond de julho e a confiança do consumidor do Conference Board de julho. Além disso, resultados do segundo trimestre das big Techs como Alphabet (Google), Apple, Microsoft e Visa.

Expectativa de Bovespa começando fraca, dólar em alta e juros também em nova alta.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais