O último dia útil da semana traz agenda vazia aqui e no exterior, mas também o início da reunião de cúpula do G-7, as sete maiores economias do planeta.

Ontem, o segmento Bovespa da B3 e o mercado americano ainda conseguiram fechar com leves altas, desacelerando no final, mas cravando novo recorde de pontuação para o S&P. A Bovespa terminou o dia com leve alta de 0.13% e índice fechando novamente na casa dos 130.000 pontos, em 130.076 pontos. O dólar com leve queda de 0,07% e cotado a R$ 5,06. O Dow Jones com +0,06% e Nasdaq com +0,78%.

Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, com Xangai e Tóquio com quedas, mercados da Europa começando o dia com altas e até acelerando na sequência e futuros do mercado americano com pequenas altas. Aqui há espaços para irmos na direção do recorde obtido no último 07/06 em 131.190 pontos, em dia de agenda vazia e reunião do G-7 começando.

Os olhos dos investidores estarão pregados na reunião do G-7 com discussões sobre problemas climáticos e possibilidade de comprometimento com doações de 1 bilhão de doses de vacinas contra o covid-19.

Nos EUA, grupo bipartidário de senadores selou acordo sobre pacote de infraestrutura, mas sem elevação de impostos. No Reino Unido a produção industrial surpreendeu negativamente em abril com queda de 1,3%, enquanto a previsão era de +1,0%. Já a AIE (Agência Internacional de Energia) cortou a previsão de alta da demanda por petróleo em 50 mil barris dia e oferta crescendo. Mas o petróleo mantinha alta no mercado internacional.

O Banco Central do Peru manteve a taxa de juros básica estabilizada em 0,25%. No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,20%, com o barril cotado a US$ 70,43. O euro era transacionado em queda para US$ 1,21 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros em queda para 1,44%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com desempenho de queda na Bolsa de Chicago.

Aqui, a Anbima vai propor medidas de flexibilização para ingresso de investidores estrangeiros, aproveitando o projeto de lei do câmbio. Isso vai permitir melhor sintonia com o exterior e desburocratizar o sistema.

Já o presidente Bolsonaro, disparou sua metralhadora giratória falando em flexibilizar o uso de máscaras para vacinados e os que já contraíram covid-19, voltou ao tratamento precoce, os estudos não-oficiais do TCU que ele tinha dito ter errado, voto impresso e carga contra o governador de São Paulo.

A agenda do dia traz o volume de serviços prestados em abril e nos EUA a confiança do consumidor de Michigan de junho, além da reunião de cúpula do G-7. A expectativa para o dia é de alta da Bovespa, dólar em alta e juros também.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais