O apetite global para risco permanece forte entre os investidores em todo o mundo e também no Brasil, com destaque para os estrangeiros que estão voltando forte. Ontem a Bovespa teve o terceiro pregão seguido de alta de 0,37%, com índice encerrando em 112.291 pontos, mais no intraday atingiu na máxima 113.377 pontos.

Hoje mercados da Ásia terminaram o dia com altas, exceto a Bolsa de Tóquio com perda de 0,22% por covid-19, Europa operando em alta e conseguindo manter tendência e futuros do mercado americano também no campo positivo. Aqui, seguimos mirando no objetivo de 115 mil/116 mil pontos, com realizações de lucros sendo absorvidas por recursos entrantes e rotação de ativos.

Investidores seguem botando fé em vacinas para debelar a nova onda global de covid-19, e a consequente retomada das economias. Também acreditam em novos estímulos monetários e fiscais, notadamente em países desenvolvidos. O presidente eleito Joe Biden, disse que pacote de estímulo de US$ 900 bilhões é certamente um bom começo, mas insuficiente para a economia americana.

A farmacêutica Moderna disse que pretende distribuir 20 milhões de doses de vacinas ainda em 2020, e outras empresas caminham na mesma direção. Mas a Itália, por conta do recorde de óbitos, acaba de proibir viagens no Natal e também no Ano Novo.

Na Alemanha, as encomendas à indústria de outubro surpreenderam positivamente com expansão de 2,9%, quando o previsto era +1,1%. Já o BOE (BC inglês), estuda redução de juros e ampliação da flexibilização monetária. Também existem expectativas de que um acordo entre a União Europeia e o Reino Unido possa ser anunciado ainda no final de semana, mas a França diz que pode vetar, caso avalie que não é do interesse da região.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,29%, com o barril cotado a US$ 46,23. O euro era transacionado em ala para US$ 1,216 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,92%. O ouro e a prata operavam em altas na Comex e commodities agrícolas com viés de alta na Bolsa de Chicago.

Aqui, o ministro Paulo Guedes acredita em desenlace rápido para destravar a pauta do Congresso e deslanchar medidas. Fala em quatro ou cinco anos de crescimento forte. Mas a reforma tributária está sendo tratada como instrumento de barganha para a eleição da Câmara, que já tem os votos dos ministros Gilmar e Toffoli favoráveis à reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre.

Na agenda do dia, teremos o Payroll americano de novembro com a criação de vagas na economia e taxa de desemprego e correlatos, o saldo da balança comercial de outubro e as encomendas à indústria e discursos de dirigentes de bancos centrais. A expectativa é de Bovespa em alta, dólar fraco e juros em queda.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais