Ontem os mercados locais reagiram melhor no comparativo com outros mercados no exterior. Motivos para tal foram encontrados nos dados do CAGED com a criação de 120 mil vagas em abril e arranhando 1 milhão no quadrimestre, dados sobre o setor externo que permanece positivo com o superávit da balança comercial tomando impulso e dívida pública encolhendo em abril, 2,9%.

A B3 registrou alta de 0,84%, com o índice esbarrando em 124 mil pontos (123.989), dólar fechando em queda de 0,45%, em R$ 5,31 (bateu R$ 5,28 alto) e Dow Jones praticamente estável com +0,03% e Nasdaq com +0,59%, por conta da recuperação das ações de tecnologia.

Aqui, a Câmara aprovou ontem o texto-base da MP sobre salário mínimo em R$ 1100,00 e o projeto segue para discussão no Senado. Baleia Rossi, presidente do MDB diz que o governo sabotou a reforma tributária e a ideia geral é que o fatiamento pretendido por Arthur Lira, da Câmara, pode tornar o projeto ineficaz.

Hoje, mercados da Ásia terminaram o dia com viés de queda, mas citamos Xangai com alta de 0,43%. Europa operando com viés positivo, querendo melhorar das aberturas e futuros do mercado americano operando no campo negativo nesse início de manhã, mas acima das mínimas.

Aqui, seria oportuno superar o patamar de 124 mil novamente, para voltar a abrir objetivo no recorde conquistado lá em janeiro de 125.300 pontos. Porém, os investidores vão aguardar indicadores que serão anunciados nos EUA, inclusive nova leitura do PIB do primeiro trimestre e a presença de Janet Yellen, secretária do Tesouro, no Congresso americano.

Na Alemanha, o índice GFK de confiança do consumidor subiu para -7 pontos em junho, vindo de 8,6 pontos no mês anterior. Já o BCE (BC europeu) diz que fortalecer a integração financeira da União Europeia é vital para proteger a economia e a união dos mercados pode promover finanças verdes, o tema central de discussão atualmente. Na Coreia do Sul, o banco central manteve a taxa de juros básica estabilizada em 0,50%, nível mínimo.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,77% (ponto para Petrobras aqui), com o barril cotado a US$ 65,70. O euro era transacionado em alta para US$ 1,22 e notes americanos de 10 anos também em alta da taxa de juros para 1,59%. O ouro e a prata tinham quedas na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago. A China está assustando o segmento com a possibilidade de intervenção em preços.

A agenda do dia tem capacidade de mudar a direção dos mercados no mundo. Aqui teremos dados da PNAD contínua do trimestre encerrado em março. Nos EUA, sairá as encomendas de bens duráveis de abril, a nova leitura do PIB e dados correlatos, os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior e o índice de atividade de Kansas, além da presença de Yellen no Congresso.

Expectativa de B3 em nova alta, mas vai precisar de ajuda externa, dólar ainda fraco e juros em queda.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais