Ontem foi dia de recuperação nos principais mercados acionários do mundo, com a Bovespa registrando alta de 1,73% e fechando aos 127.593 pontos. O dólar oscilou bastante, não teve intervenção do Bacen e encerrou com queda de 1,25% e cotado a R$ 5,17. O Dow Jones e o Nasdaq (também o S&P) mostraram altas e recordes de pontuação. Aqui, a recuperação pode ser atribuída a calmaria no segmento político, depois de uma semana de enorme tensão.

Bolsonaro esteve com o ministro Fux, do STF, e pode ter acertado atuação mais tranquila e com menos ataques, muito embora as divergências persistam. Bolsonaro se recusou a relatar para apoiadores o teor da conversa com Fux.

Durante a madrugada as Bolsas asiáticas encerraram com boas altas, com destaque para Hong Kong com +1,63%, absorvendo novos recordes de pontos dos índices americanos. Os mercados da Europa ainda indefinidos nesse início de manhã, mas com viés de baixa e futuros do mercado americano com comportamento misto. Aqui, seria bom rumarmos na direção de 129.000/130.000 pontos do Ibovespa garantindo recuperação.

No exterior, os investidores vão aguardar a divulgação da inflação americana pelo CPI (consumidor) de junho e também o início de divulgação da safra de resultados do segundo trimestre, com Pepsico surpreendendo positivamente com lucro de US$ 2,3 bilhões e JP Morgan com lucro de US$ 11,9 bilhões (Pepsico em alta e Morgan em queda no pré mercado). Aqui, é de se esperar menor tensão política, mas é pouco previsível a atuação do presidente e parlamentares de volta a Brasília.

Na China, durante a madrugada, foi anunciado o superávit na balança comercial de junho com US$ 51,5 bilhões, fruto de exportações em alta de 32,2% e importações com +36,7%. Isso ajudou no desempenho dos mercados por lá. Na Alemanha, a inflação medida pelo CPI de junho expandiu 0,4% e a taxa anual em +2,3%. O presidente Biden disse apoiar os protestos cubanos contra o regime e o pleito de vacinas para os cubanos pode ser atendido, apesar de não estarem inscrito no regime do Covax da OMS.

A AIE (Agência Internacional de Energia) manteve a projeção de expansão da demanda por petróleo em alta de 5,5 milhões de barris/dia, e isso puxa o preço no mercado internacional na sessão de hoje, mesmo com o impasse entre os membros da OPEP+. Acrescento que a meta de produção de junho ficou em 114%.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava alta de 0,39%, com o barril cotado a US$ 74,39), o euro mostrava leve queda para US$ 1,185 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,36%, em queda. O ouro operava em alta e a prata permanecia estável na Comex e commodities agrícolas com viés de queda na Bolsa de Chicago.

Aqui, o DOU (diário oficial) trouxe a indicação de Bolsonaro para o STF com André Mendonça, considerado por ele como ótimo quadro. Já o relator do ajuste no imposto de renda disse que vai propor redução da carga em R$ 20 bilhões. Na agenda do dia, teremos o volume de serviços prestados em maio coletado pelo IBGE. Nos EUA, a inflação pelo CPI de junho, a confiança do pequeno empresário e o resultado fiscal também de junho. Ainda teremos o resultado do segundo trimestre do Goldman Sachs.

Expectativa para o dia sinalizando Bovespa em alta, dólar ainda forte no exterior e afetando por aqui e juros com viés de queda.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais