O dia está começando com os mercados mostrando indefinição, tentando avaliar agenda pesada.

Ontem mercados terminaram com comportamento de queda, acelerando perdas na parte da tarde. A B3 terminou com queda de 0,84%, em 122.987 pontos, perdendo de uma só vez a zona dos 124 mil pontos e 123 mil pontos. O dólar encerrou com alta 0,23%, com a moeda americana cotada em R$ 5,34. O Dow Jones em leve queda de 0,24% e Nasdaq praticamente estável com -0,03%.

Hoje, os mercados da Ásia terminaram o dia com altas e destaque para Hong Kong com +0,88%, Europa começando no positivo, mas já tendendo para negativo e futuros do mercado americano operando com pequena alta. Aqui, temos que voltar ao trabalho de reaproximação dos 124 mil pontos do Ibovespa, para abrir novamente o objetivo de ultrapassagem do recorde de pontuação pouco acima de 125.300 pontos.

Porém, a agenda do dia e cheia de eventos que podem mexer com os mercados e também de declarações de formadores de opinião. No exterior, a boa notícia é que o Irã está retomando negociações com potências globais sobre o acordo nuclear. Positivo também é a queda dos juros dos treasuries americanos, agora no patamar de 18 dias passados, quando começou maior aceleração e temor com escalada da inflação.

Na China, cumprindo o prometido de monitorar os preços de commodities, o governo proibiu os bancos de venderem produtos atrelados as commodities, para o mercado de varejo. Já nos EUA, os republicanos preparam contraproposta para o pacote de infraestrutura pleiteado pelo presidente Biden, que segundo consta estaria em US$ 1 trilhão.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava leve queda de 0,29%, mesmo com os estoques em queda na semana anterior, divulgado pela API. O barril estava sendo cotado em US$ 65,88. O euro era transacionado em queda para US$ 1,22 e notes americanos de 10 nos com taxa de juros comportada em 1,56%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas operando em queda na Bolsa de Chicago.

Aqui, o ministro Paulo Guedes falou ontem, em live, que farão reforma tributária simples, que é a que dá para fazer, e que a extensão do auxílio-emergencial depende do comportamento da pandemia (que começa a crescer novamente na Ásia). Mas também disse que estão revendo o déficit público em função da melhor arrecadação pela Receita Federal. Antes estava em R$ 280 bilhões e a revisão pode ir para R$ 180 bilhões.

A FGV anunciou que a confiança do setor de construção subiu 2,2 pontos para 87,2 pontos em maio e o INCC (inflação da construção civil) acelerou para 1,80%, vindo de 0,95%. No ano a inflação está em 6,92% e em 12 meses com 14,6%.

Na agenda do dia teremos as notas do setor externo e de mercado aberto em abril, dados do Caged e o fluxo cambial da semana anterior. Nos EUA, sairá o relatório da dívida pública de abril, os estoques de petróleo e derivados da semana anterior pelo departamento de energia e discursos de dirigentes do FED.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais