Nas últimas duas semanas, o noticiário foi dominado por informações sobre avanços nas vacinas contra a Covid-19 – com reflexos positivos nos mercados. Algumas farmacêuticas têm registrado ganhos expressivos, como a americana Moderna, que acumula valorização de 354% no ano. Já a Pfizer, também dos EUA, cuja vacina também mostra resultados promissores, recua em torno de 2%.

Segundo levantamento feito pelo banco digital modalmais, a pedido do GLOBO, entre as 16 maiores farmacêuticas do mundo, seis acumulam ganhos no ano, enquanto dez têm perdas.

– São muitas empresas concorrendo entre si. Algumas são voltadas unicamente para o segmento de vacinas, outras têm atuações diferentes, e há aquelas que não estão na disputa pelo imunizante. A briga pela vacina está muito grande, as empresas no páreo são líderes do setor, mas têm diferenças estruturais significativas – diz Álvaro Bandeira, economista-chefe do modalmais.

A Moderna, fundada em 2010, tem como principal foco a biotecnologia, principalmente o desenvolvimento de vacinas. Outra empresa de biotecnologia na corrida, em parceria com a Pfizer, é a alemã BioNtech, cujas ações acumulam alta de 141,6% no ano.

Também na briga está a centenária Johnson&Johnson, mais conhecida no segmento de higiene pessoal, embora também atue em pesquisa na área biomédica. Ela sobe 1,03% no ano.

 

Fonte: O Globo | Economia | BR – GABRIEL MARTINS