Na sessão de hoje, mais importante que a expansão da contaminação pela covid-19 foi o endurecimento das relações diplomáticas entre os EUA e a China, com direito a coadjuvantes. Logo cedo, já ficamos sabendo que os EUA exigiram o fechamento do consulado da China em Houston, alegando que era para proteger a propriedade intelectual. Logo em seguida, foi anunciado que houve queima de arquivos. Depois disso, tivemos declarações tempestivas de Mike Pompeo, secretário de Trump e do senador Marco Rubio, dizendo que o consulado era usado como centro de espionagem. Também foi noticiado que os EUA compraram todas as vacinas produzidas pela Pfizer e Biontech em 2020.

As agências de notícias deram a informação de que a China prepara resposta inesperada aos EUA e que causará dor, além disso, estuda exigir que os EUA fechem o consulado existente em Wuhan. Já o presidente Xi Jinping se mostra aberto para política monetária e fiscal mais flexível. Na mesma direção dos EUA e o Reino Unido, a França anunciou que não vai renovar licenças de equipamentos 5G da empresa Huawei, que nega qualquer envolvimento com espionagem.

Nos EUA, as vendas de imóveis usados de junho cresceram 20,7% e os estoques de petróleo na semana passada aumentaram 4,9 milhões de barris, quando o previsto era queda de 1 milhão. O BCE presidido por Lagarde, declarou que a proporção entre subsídios e empréstimos do fundo de recuperação aprovado ontem é razoável. Já o FMI registrou que ajudou 72 países nos últimos três meses.

No mercado internacional, o petróleo WTI voltou a cair assim que foram divulgados os estoques de petróleo nos EUA. O óleo WTI negociado em NY mostrava leve queda de 0,02%, com o barril cotado a US$ 41,91 (esteve pior). O euro era transacionado em alta para US$ 1,157 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,60%. O ouro e a prata operando em alta na Comex e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago.

O minério de ferro cotado na China encerrou em queda de 0,43% com a tonelada em US$ 110,95 e preocupação com a oferta de produto.
Internamente, o presidente do Bacen, Campos Neto, disse que os dados coletados mostram recuperação forte da economia quando desmembrados o crescimento do varejo e produção industrial. Disse que o terceiro trimestre será de menor incerteza e que houve choque abrupto de aversão ao risco em países emergentes.

O Bacen anunciou que em julho até 17/7, o fluxo cambial estava negativo em US$ 2,97 bilhões, deixando o fluxo do ano negativo em US$ 15,55 bilhões, com fluxo financeiro de saída de US$ 42,5 bilhões. Os ganhos com operações de swap cambial montavam a R$ 6,6 bilhões e a posição cambial líquida estava em US$ 300,3 bilhões.

No mercado internacional, o CDS (Credit Default Swap) do Brasil registrava queda para 205 pontos, de anterior em 225 pontos. O dólar por aqui, em mais um dia de forte queda perdia 2,01% e era cotado a R$ 5,105. Na Bovespa, na sessão de 20/7, os investidores estrangeiros voltaram a injetar recursos no montante de R$ 1,31 bilhões, em dia de vencimento de opções, deixando o saldo de julho negativo em R$ 4,1 bilhões e o ano de 2020 com saídas líquidas de R$ 80,6 bilhões.

No mercado acionário, dia de queda de 1% na Bolsa de Londres, Paris com -1,32% e Frankfurt com -0,51%. Madri e Milão com quedas de respectivamente 1,39% e 0,60%. No mercado americano, dia de Dow Jones com +0,62% e Nasdaq com +0,24%. Na Bovespa, dia de oscilações entre positivo e negativo, para fechar com -0,02% e índice em 104.289 pontos. Bancos pressionaram no sentido da queda já que a Febraban confirmou que a tributação apresentada de 5,8% do CBS ontem é maior que a vigente.

Na agenda de amanhã teremos o IPC-S da terceira quadrissemana de julho e nos EUA os pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior o índice de indicadores antecedentes de junho e o índice de atividade industrial de Kansas de julho.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais