Ontem a Bovespa devolveu as perdas da véspera e fechou com valorização de 2,82% e índice em 102.167 pontos, o mesmo acontecendo com o dólar em queda de 2% e cotado a R$ 5,38 e juros em queda. Também ajudou o comportamento de alta forte do mercado americano com o Dow Jones subindo 0,76% e Nasdaq com +1,39%, em mais um recorde histórico de pontuação.

O motivo foi a fé renovada dos investidores nas declarações de Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes em perseguir reformas e encaminhar a reforma administrativa até amanhã para o Congresso Nacional. No exterior, declarações de Fauci, que cuida da pandemia nos EUA, declarando que testes podem terminar antes com vacina para a covid-19, se resultados forem bons.

Hoje mercados da Ásia terminaram o dia com comportamento misto, Europa em alta refletindo a performance da Bolsa americana e futuros do mercado americano novamente com boas altas. Aqui, seguimos na metade do caminho do intervalo de variação dos últimos dois meses, mas agora com maiores chances de conseguir vazar para cima.

Na Austrália, o PIB referente ao segundo trimestre registrou contração de 7%, incorporando a primeira recessão em 29 anos. No Chile, o banco central decidiu manter a taxa básica de juros estabilizada em 0,5%, e na Alemanha as vendas no varejo de julho encolheram 0,9%, mas na comparação anual mostram expansão de 4,2%. Na zona do euro, a inflação medida pelos preços no atacado de julho (PPI) subiu para 0,6%, quando a previsão indicava +0,5%, isso depois de mostrar deflação de 0,2% no CPI (consumidor).
Nos EUA, a API informou queda nos estoques de petróleo da semana de 6,4 milhões de barris e hoje o departamento de energia presta suas informações sobre petróleo e derivados na semana. Já o secretário de Trump, Mike Pompeo, disse em entrevista que pode haver novas mudanças na política dos EUA em relação à China.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 0,23%, com o barril cotado a US$ 42,86. O euro era transacionado em queda para US$ 1,186 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,69%. O ouro e a prata com quedas na Comex e commodities agrícolas também em quedas na Bolsa de Chicago.

Aqui, a Câmara ontem aprovou o texto-base da abertura do mercado de gás, com perspectivas de boa atração de investimentos e agora segue para votação no Senado. Já a reforma administrativa pode tramitar até antes da reforma fiscal, com manutenção de privilégios para os servidores atuais. A Fipe anunciou o IPC do mês de agosto em alta para 0,78%, com o ano mostrando expansão de 1,37%.

A agenda do dia lotada de eventos pode alterar o comportamento dos mercados, mas a ideia inicial é de Bovespa em alta, dólar mais forte e juros também com altas. A agenda inclui o IPP (Preço do Produtor) em julho e fluxo cambial na semana anterior, enquanto nos EUA teremos dados do Livro Bege (síntese da economia), a nova pesquisa ADP sobre criação de vagas no setor privado em agosto (antecede o Payroll que sai na sexta-feira), as encomendas à indústria de julho, PMI de serviços em agosto e discursos de dirigentes do FED.

Bom dia e bons negócios!