Na semana passada, a Bovespa observou queda acumulada de 3,10%, com o índice fechando em 116.933 pontos e queda também acumulada em 2021 de 1,75%. O dólar teve ligeira queda de 0,13%, com a moeda americana cotada em R$ 5,18.

A nova semana começando complicada pelos feriados de hoje nos EUA (Dia do Trabalho) e amanhã no Brasil (Independência). Nessa situação, os mercados perdem muito da liquidez e da boa precificação dos ativos. Mas o dia terminou bem positivo nos mercados da Ásia e está começando forte na Europa e nos futuros do mercado americano. Aqui, enquanto não conseguimos ultrapassar a faixa de 120.500 pontos ou perdermos a casa de 115.000 pontos do Ibovespa, não teremos definição maior de tendência.

A saída do primeiro-ministro Suga, do Japão, abre espaço para mais estímulos de compras de ativos, que se junta à postura já declarada de incentivar por parte do governo chinês. Na Europa, tivemos logo cedo bom indicador na Alemanha, que garante a alta.

Na Alemanha, as encomendas à indústria expandiram em julho 3,4% (recorde para um mês), quando o previsto era alta de somente 0,2%. As encomendas externas cresceram 8%, enquanto as domésticas encolheram 2,5%. Contra igual mês de 2020, a expansão foi de 24,4%, mas a base de comparação é bastante fraca.

No petróleo, a gigante saudita Aramco reduziu seus preços para a Ásia, mas manteve estável para Europa e EUA. Isso ajudou no comportamento dos mercados asiáticos. Já no Golfo do México, o oleoduto danificado pelo furacão Ida pode ser a causa do vazamento encontrado.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,63%, com o barril cotado a US$ 68,85. O euro era transacionado em queda para US$ 1,186 e notes americanos com a última taxa de juros em 1,32%. O ouro em queda e a prata em alta na Comex e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago.

No cenário doméstico, um fim de semana bastante tumultuado e de grande expectativa com as manifestações de amanhã, 7 de setembro. Bolsonaro se esmerou ao longo de toda semana em conclamar os apoiadores para as manifestações e em manter viva a agenda de pleitos e questionamentos, primordialmente direcionados para STF e TSE, com ultimatos e também contra governadores que fecharam suas economias e não querem mexer no ICMS de combustíveis.

Bolsonaro recebeu ontem, no Alvorada, um representante de Donald Trump, o que certamente não ajuda em nada nossas relações com os EUA, principalmente com Biden agora pressionado pela saída do Afeganistão.

Na agenda do dia, a nova pesquisa semanal Focus do Bacen, leilão excepcional de NTN-B e o saldo da balança comercial da semana anterior. Na zona do euro, a confiança do consumidor Sentix de setembro. A expectativa para o início do dia é de Bovespa podendo repetir alta (mas está complicado pelo feriado), dólar ainda forte e juros também.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais
Fonte: https://www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado