Ontem foi dia de breve recuperação no mercado americano, ajudando também no comportamento da Bovespa e do câmbio por aqui. A Bovespa registrou valorização de 1,33%, com índice em 97.012 pontos, mas durante o pregão quase voltou ao patamar de 98 mil pontos. Dólar encerrou com queda de 1,75% e moeda americana cotada a R$ 5,50. Nos EUA, o Dow Jones teve alta de 0,20% e Nasdaq com +0,37%.

Hoje mercados da Ásia fecharam a semana com comportamento misto, destaque positivo para altas em Tóquio e Seul, Europa operando com quedas e até aprofundando nesse início de manhã e futuro do mercado americano nas mesmas condições. Aqui, mantemos o conceito de que é preciso superar novamente o patamar perdido de 98 mil pontos, mas isso depende do comportamento dos mercados no exterior e de governo endereçar bem como irá tocar a economia no pós-crise.

Ainda prevalece no mundo o temor com o aumento recente de contágio pela covid-19 e, ontem, a França e o Reino Unido voltaram a ter recordes de contágio. Há também relatos de novas reinfecções pelo vírus. Em compensação, há larga expectativa com testes de vacinas e Trump disse ontem que elas podem ser distribuídas até bem antes do final do ano.

Visão positiva também sobre andamento das discussões sobre novo pacote de estímulo fiscal nos EUA. Nancy Pelosi, presidente da Câmara, disse que espera discutir um pacote de US$ 2,4 trilhões (incluindo ajuda para as empresas aéreas), e o secretário da Casa Branca, Kudlow, disse não haver razão para não se ter esse pacote. Hoje mercados repercutem também isso.

Do lado diplomático, distensão entre as Coreias com pedido de desculpas do Norte pela morte de autoridade sul-coreana. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda leve de 0,22%, com o barril cotado a US$ 40,22. O euro era transacionado em queda para US$ 1,164 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,66%. O ouro tinha queda na Comex e a prata em recuperação depois de quedas pesadas. Commodities agrícolas na Bolsa de Chicago com tendência de alta.

No cenário doméstico, Bolsonaro foi bem avaliado em pesquisa Ibope com aprovação de 40% contra anterior de 29%, muito em função do auxílio emergencial produzido nos últimos meses. O IPC da Fipe da terceira quadrissemana de setembro mostrou leve alta para 1,07%, vindo de anterior em 1,05%. Já a AGU — Advocacia da União voltou atrás e suspendeu promoções generalizadas de servidores, acatando pressões.

O dia ainda reserva indicadores com capacidade de influir no comportamento dos mercados, como as encomendas de bens duráveis nos EUA e discurso do presidente do FED de NY, John Williams. O comportamento dos mercados no exterior dificulta prosseguimento de recuperação no mercado acionário local, o dólar pode seguir forte e juros em alta.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais