Ontem a Bovespa lutou muito para encerrar com o terceiro pregão consecutivo de alta, mesmo considerando a volatilidade produzida pelo vencimento de derivativos de índice. Na verdade, uma alta pequena de 0,19%, com índice em 128.406 pontos, mas na máxima do dia atingiu acima de 129.600 pontos. O dólar terminou o dia fraco, aqui e no exterior, mostrando queda de 1,87% e cotado a R$5,08. Mercados nos EUA com comportamento misto. Hoje, teremos agenda importante no exterior, que deve mexer com os mercados.

Durante a madrugada as Bolsas asiáticas terminaram o dia com viés mais para positivo, mas com Tóquio perdendo 1,15%. Mercados absorvendo dados de conjuntura apresentados pela China mostrando desaceleração, mas melhores do que estavam sendo previstos. Europa começando o dia no campo negativo e aprofundando perdas e futuros do mercado americano com comportamento misto. Aqui, seria bom consolidar a passagem pelo patamar de 129.000/130.000 pontos, quando mostraria fortalecimento. Mas investidores devem aguardar notícias sobre a saúde de Bolsonaro e votação da LDO, adiada para hoje. Sobre Bolsonaro, a última notícia que tivemos é que se descartou uma cirurgia de emergência, por enquanto e vai ficar em observação sobre suboclusão intestinal.

No Chile, o banco central elevou a taxa de juros básica para 0,75%, de anterior em 0,50%, mas a Coreia do Sul manteve inalterada em 0,50%. Já na China, foram divulgados dados de conjuntura referentes ao mês de junho. O PIB no comparativo do segundo trimestre evoluiu 7,9% (igual ao previsto) e no semestre com expansão de 12,7%. Já a produção industrial cresceu no mês, 0,56% e a taxa anual em 8,3%, de previsão de +7,8%. As vendas no varejo na mesma base de comparação com +12,1% e os investimentos em ativos fixos entre janeiro e junho com expansão de 12,6%, quando o projetado era 12,1%.

O BOE (BC inglês) disse estar começando a avaliar a retirada de estímulos mais para a frente em função da atividade melhor que o previsto. Deve começar reduzindo a compra de ativos. Os Emirados Árabes negaram que tenham chegado a um acordo na OPEP sobre aumento da oferta de petróleo, e isso derruba os preços na sessão de hoje.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 1,50%, com o barril cotado a US$ 72,03, aguardando ainda o relatório que será divulgado pela OPEP. O euro era transacionado em queda para US$ 1,182 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,323%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento misto na Bolsa de Chicago.

No cenário local, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, prorrogou a CPI do covid-19 por mais 90 dias, o que vai alongar os ruídos políticos. Já o ministro Fux, do STF, e Arthur Lira, da Câmara, fazem reunião para discutir os supersalários. Também vamos ficar no aguardo sobre a votação da LDO-lei de diretrizes orçamentária, em dia de agenda econômica esvaziada.

Expectativa de Bovespa podendo tentar o quarto pregão de alta, mas exterior atrapalhando bastante, dólar pode recuperar e juros fracos.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais