O dia foi de mercados em alta desde a madrugada, começando pelas Bolsas asiáticas, passando pela Europa e terminando o dia no mercado americano e B3. O principal motivo disso foi a divulgação pela Moderna de que sua vacina tinha eficiência de 94,5% no combate, depois de anúncios na semana passada de Pfizer e vacina da Rússia.

A leitura dos investidores é de que quando a vacina começar a ser aplicada nas populações, a retomada das economias será mais consistente e tendendo ao retorno da normalidade. Isso trará também maior consistência à precificação dos ativos, menor esforço de países nas políticas tanto fiscal, quanto monetária. Porém, tudo isso ainda será mais à frente, mas é o que importa para os investidores.

O dia também foi de anúncios positivos para as economias do Japão e da China, essa última uma das únicas que não terá queda do PIB em 2020. Comentamos esses dados em nosso texto de abertura de hoje. Na Alemanha, o governo diz ter espaço para manobras fiscais de apoio, mas o quarto trimestre não parece ser bom para o país. Já Boris Johnson, do Reino Unido, declarou que prosperará, mesmo sem acordo com a União Europeia.

Nos EUA, o índice de atividade industrial do FED de NY de novembro mostrou queda para 6,3 pontos, vindo de 10,5 pontos e com previsão de alta para 12,1 pontos. Já Fauci, que cuida da pandemia nos EUA, disse que a notícia da Moderna sobre a vacina contra a covid-19 é passo sólido para combate ao vírus. No mercado internacional, o dia foi de alta 3,01% do petróleo WTI em NY, com o barril cotado a US$ 41,34. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,184 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,90%. O ouro e a prata em altas na Comex e commodities agrícolas negociadas na Bolsa de Chicago com valorizações. O minério de ferro negociado na China também registrou alta de 1,39%, com a tonelada em US$ 124,07.

No ambiente doméstico, dia de vencimento de opções para o prazo de novembro na B3, com volume de exercício de R$ 14 bilhões, com opções de compras com R$ 11,4 bilhões e opções de vendas com R$ 2,6 bilhões. Maior volume exercido ficou com as ações de Vale em dois vencimentos. Aliás, o BNDES também vendeu hoje block trade de Vale de 40 milhões de ações, embolsando R$ 2,5 bilhões, em operação provada pelo comprador Morgan Stanley.

A pesquisa semanal Focus do Bacen veio com números melhores. A inflação subiu para 3,39% na previsão de 2020 (de 3,27% anterior), PIB melhorando para -4,66% (anterior em -4,80%) e produção industrial em -5,34% (de -5,49%). O dólar de final de ano caiu para R$ 5,41, vindo de R$ 5,45 e o saldo da balança comercial previsto para 2020 caiu para US$ 57,73 bilhões, de anterior em US$ 57,90 bilhões. Aliás, até a segunda semana de novembro, o saldo acumulado do ano estava em US$ 49,48 bilhões.

No mercado, dia de dólar encerrando em queda de 0,62% e cotado a R$ 5,426. Na Bovespa, na sessão de 12/11, os investidores estrangeiros voltaram a alocar recursos no montante de R$ 1,67 bilhão, e com isso, o saldo acumulado no mês de novembro passou a ser positivo em R$ 16,68 bilhões. Porém, no ano, ainda mostra saídas líquidas de R$ 68,21 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta da Bolsa de Londres de 1,66%, Paris com +1,70% e Frankfurt com +0,47%. Madri e Milão registraram altas de respectivamente 2,60% e 1,98%. No mercado americano, o Dow Jones com alta de 1,60% e Nasdaq com +0,80%. Na Bovespa, alta de 1,63% e índice em 106.429 pontos. Na máxima do dia o índice atingiu 106.518 pontos e o Dow Jones bateu novo recorde de pontuação intraday.

Na agenda de amanhã teremos o IPC da Fipe da segunda quadrissemana de novembro e o Tesouro faz leilão de NTNs-B. Nos EUA, teremos as vendas no varejo e a produção industrial de outubro, a confiança do construtor NAHB de novembro e discurso de Jerome Powell, presidente do FED.

Boa noite.

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais