A divulgação do PIB da China, no primeiro trimestre e outros indicadores referentes ao mês de março embalaram os mercados desde o início do dia. Bolsas asiáticas em alta, Europa com boas valorizações, mercado americano também (exceto Nasdaq realizando lucros recentes) e a Bovespa igualmente. Claro que a base de comparação com o primeiro trimestre da China é fraca, por conta da pandemia e o PIB crescendo 18,3% na comparação anual vai desacelerar. Mas ainda assim, as previsões oscilam próximas de 8,5% para o ano em curso. Juntos, China e EUA (previsão para 2021 próxima de 6,5%), vão ajudar na recuperação global, como locomotivas que são.

Não é por outra razão que as commodities metálicas e alimentícias estão mostrando boas altas no mercado internacional, junto com papel e a celulose. Mas aqui, por conta dos problemas políticos, orçamento e deficit fiscal (dentre outros problemas), não estamos conseguindo acompanhar o desempenho externo, apesar dos investidores estrangeiros estarem reposicionando recursos no mercado.

No segmento externo, os EUA anunciaram que as construções de novas residências cresceram 19,4% em março, de previsão de expansão de 14%. O importante índice de confiança do consumir de Michigan também mostrou alta para 86,5 pontos em abril, vindo de anterior em 84,9 pontos. Já a China acusou os EUA e o Japão de concluiu contra Pequim, antes da reunião na Casa Branca. No mesmo tom, a Rússia expulsou 10 americanos do país, em retaliação às sanções impostas pelos EUA, por conta das movimentações na fronteira com a Ucrânia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse que a taxa de infecção no mundo se aproxima novamente do recorde da pandemia, em função das novas variantes do covid-19. Nos EUA, mesmo considerando a vacinação massiva, a taxa média de infecção semanal voltou a subir e de mortes também.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,50%, com o barril cotado a US$ 63,14. O euro era transacionado em leve alta para US$ 1,198 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,57%. O ouro e a prata com altas na Comex e commodities agrícolas com viés positivo na Bolsa de Chicago. O minério de ferro negociado em Qingdao, na China, encerrou o dia praticamente estável com a tonelada cotada em US$ 178,43.

No segmento local, Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, disse que vai instalar a CPI do covid-19 em 22/04 ou no mais tardar 27/04 e que a partir daí não interferirá nos trabalhos da comissão. Já Bolsonaro, voltou a duvidar das estatísticas da pandemia, dizendo de forma sarcástica que “o vírus matou o mosquito da dengue”, enquanto mundo critica abertamente a postura do presidente.

Na Petrobras, nenhuma surpresa. Joaquim Silva e Luna foi alçado à presidência da companhia e foram trocados quatro diretores. A pergunta que cabe é se os planos da companhia que vinham sendo bem geridos serão mantidos e, principalmente, se a estrutura de reajustes de preços de derivados prosseguirá. Cabe dizer que a empresa hoje já está bem blindada, mas há sempre o risco de mudanças não tão positivas, voltando, ainda que parcialmente, ao passado nefasto.

No mercado, dia de dólar novamente em queda, mostrando no fechamento -0,77% e cotado a R$ 5,585. Na Bovespa, na sessão de 14/04, os investidores estrangeiros aceleraram compras de ocasião, no montante líquido de ingresso de R$ 2,37 bilhões, deixando o saldo positivo de abril em R$ 4,33 bilhões e o ano de 2021 com fluxo também positivo de R$ 16,5 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta da Bolsa de Londres de 0,52%, Paris com +0,85% e Frankfurt com +1,34%. Madri e Milão também com altas de respectivamente 0,48% e 0,88%. No mercado americano, o Dow Jones fechando com +0,48% e Nasdaq com +0,10%. Na Bovespa, dia de alta de 0,34%, com o índice em 121.113 pontos. Na Prévia do Ibovespa para o quadrimestre, as ações da Vale devem ter ponderação de 12,4% no índice e Petrobras com 8,5% na soma das duas classes.

RESUMO DA SEMANA:

BOVESPA +2,92%

DOW JONES +1,18%

NASDAQ +1,09%

DÓLAR -1,50%

PETRÓLEO WTI +6,44%

Bom final de semana e cuidem-se!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais