O dia trouxe algumas boas notícias, mas os investidores hoje focaram em resultados trimestrais não tão positivos (e expectativa com outros que serão divulgados), e ainda com a expansão da covid-19 em diferentes países. Assim tivemos um dia de menor exposição ao risco e realizações de lucros de curto prazo.

Os EUA seguiram pressionando a China. O assessor de comércio Navarro disse querer uma lei que obrigue a China indenizar os EUA por conta da pandemia. Já o secretário Mike Pompeo, disse que a disputa não é entre os EUA e a China, e sim entre democracia e autoritarismo e o comportamento coercitivo da China.

Ainda nos EUA, tivemos a divulgação da confiança do consumidor do Conference Board que surpreendeu negativamente com queda em julho para 92,6 pontos vindo de 98,3 pontos, e com previsão de ficar em 94,3 pontos. Já o FED anunciou que estenderá até 31/12 e programa de crédito que acabaria no final de setembro. Mnuchin, secretário do Tesouro, anunciou que o programa de compras de commercial papers vai até 17/3/2021. Enquanto isso, Fauci que cuida da pandemia nos EUA, se disse otimista em dispor de vacina até o final do outono.

O FMI aprovou US$ 4,3 bilhões para a África do Sul para combate a covid-19 e faz operações com mais de 72 países. A Alemanha desaconselhou viagens para a Espanha e a Flórida que apresentam novos recordes de óbitos. O CDS do Brasil de 5 anos voltou a subir para o patamar de 225 pontos. No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 11,18%, com o barril cotado a US$ 41,11. O euro era transacionado em queda para US$ 1,172 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,59%. O ouro em alta e a prata em queda na Comex e commodities agrícolas com quedas na Bolsa de Chicago. O minério e ferro também teve madrugada de queda na China com -0,95% e tonelada fechando em US$ 106,66.

No segmento local, a FGV anunciou que a confiança do setor de construção cresceu 6,6 pontos para 83,7 pontos e a inflação pelo INCC (construção civil) subiu para 0,84% em julho, vindo de 0,32%. O Caged também divulgou que no mês de junho foram fechados 10,9 mil postos de trabalho formais e desde março já soma 1,54 milhões. De qualquer forma veio melhor do que estava sendo esperado, demonstrando alguma retomada da atividade, garantida principalmente pelos setores agropecuário e construção civil.

O Bacen divulgou que o fluxo cambial até 23/7 estava negativo em US$ 3,73 bilhões e investimentos diretos no país (IDP) surpreendendo com ingresso de US$ 2 bilhões. O superávit em conta-corrente atingiu US$ 2,2 bilhões, sendo o quarto mês positivo. Mas o Brasil teve saída recorde de recursos em ações e títulos no primeiro semestre de US$ 31,2 bilhões e empresas repatriando recursos no volume de US$ 19,9 bilhões.

No mercado, dia de dólar operando estável e fechando cotado a R$ 5,15. Na Bovespa, na sessão de 24/7, os investidores estrangeiros sacaram recursos no montante de R$ 425 milhões, deixando o saldo negativo de julho em R$ 4,9 bilhões e o ano de 2020 com saídas líquidas de R$ 81,4 bilhões.

No mercado acionário, dia de alta para a Bolsa de Londres de 0,40%, Paris com -0,22% e Frankfurt com -0,03%. Madri em alta de 1,06% e Milão com queda de 0,59%. No mercado americano, o Dow Jones com -0,77% e Nasdaq com -1,27%, com pressão no final por resposta da China de que vai tomar decisões racionais sobre ataques. Na Bovespa, dia de -0,35% e índice em 104.109 pontos com Petrobras e Vale pesando em função da divulgação de resultados na semana.

Na agenda de amanhã o Bacen divulga a nota de política monetária e mercado aberto de junho e o fluxo cambial da semana anterior. O Tesouro o relatório da dívida pública. Nos EUA, o saldo da balança comercial de junho, as vendas pendentes de imóveis e estoques de petróleo e derivados pelo DOE.

No meio da tarde, o FED anuncia sua decisão sobre política monetária seguida de coletiva do presidente Jerome Powell.

Boa noite.