A semana que está começando, traz a divulgação de indicadores importantes aqui, no exterior e certamente deixa os mercados de risco mais voláteis. Antes disso, na semana passada o segmento Bovespa terminou o período com queda de 0,72% aos 125.052 pontos, enquanto os índices do mercado americano bateram seguidos recordes de pontuação histórica. O dólar fechou a semana com alta de 1,95% e cotado a R$ 5,21.

Hoje os mercados globais se ressentem de medidas restritivas adotadas na China, indicador fraco divulgado na Alemanha, e claro, do covid-19 e variante delta se espalhando pela Europa. As Bolsas da Ásia terminaram o dia com fortes quedas, com a de Xangai perdendo 2,34% (Tóquio voltando de ferido com +1,04%). Na Europa, os mercados começaram o dia com quedas, mas já operam acima das mínimas do dia. Nos EUA, os índices futuros trabalham no campo negativo. Aqui não pegamos carona na melhora do exterior e periga perder o patamar entre 124.000 e 125.000 pontos do Ibovespa.
Durante a madrugada o Japão anunciou o PMI composto (indústria e serviços) de julho em queda para 47,7 pontos, de anterior em 48,9 pontos. Na China, o governo ampliou a regulação de empresas do segmento de educação (após ter feito igual para o setor de tecnologia) e isso assustou os investidores no mundo.

Na Alemanha, o índice IFO de sentimento empresarial também mostrou contração para 100,8 pontos, de anterior em 101,7 pontos e previsão de alta para 102,5. Além disso, a semana embute a divulgação de resultados do segundo trimestre de Apple, Facebook, Alphabet (Google), o PIB americano e a decisão do FED sobre política monetária.

No mercado internacional, o petróleo WTI, negociado em NY, mostrava queda de 0,57%, com o barril cotado a US$ 71,66. O euro era transacionado em alta para US$ 1,18 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 1,24%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com quedas na Bolsa de Chicago.

Aqui, os mercados vão seguir repercutindo nova investida de Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas e voto impresso, repetida exaustivamente, e postagem de Queiroz (aquele da rachadinha da família Bolsonaro) dizendo estar abandonado e ter munição em sua metralhadora. Além disso, teremos a covid-19 que assusta e safra de balanços na semana com bancos, Vale, Ambev e Tim, dentre outras.

Na agenda do dia, teremos a nova pesquisa semanal Focus do Bacen, o saldo da balança comercial da semana anterior, a confiança do consumidor de julho pela FGV. Nos EUA, as vendas de casas novas de junho e o índice de atividade industrial de Dallas. Expectativa para o dia de Bovespa começando fraca e seguindo exterior, dólar também fraco e juros podendo reagir em alta.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais