Na semana passada, a Bovespa não acompanhou valorização dos mercados americanos e registrou leve queda de 0,13%, com o índice em 102.775 pontos, enquanto o Dow Jones teve valorização de 3,80% e o Nasdaq com +2,46%. Dólar por aqui com alta de 3,83% e moeda americana cotada em R$ 5,42.

A nova semana começando com agenda intensa e capacidade de mexer com os mercados. Hoje, Bolsas asiáticas fecharam com comportamento misto e destaque positivo para o mercado de Seul com alta de 1,48% e Xangai com +0,75%. Europa começando o dia com comportamento positivo e futuros do mercado americano tentando manter valorização. Aqui, o índice Bovespa fechou a semana no meu do caminho entre perder a faixa dos 100 mil pontos e buscar superar 105 mil pontos, quando daria maior consistência ao processo de recuperação.

A decisão do presidente Trump de criar estímulos fiscais por decreto executivo durante o final de semana ajuda os mercados na abertura de hoje, apesar das críticas de governadores como o democrata Andrew M. Cuomo de NY. Mercados também reverberam indicadores divulgados na China durante a madrugada com a deflação pelo PPI (atacado) reduzindo para -2,4%, vindo de -3% anualizada para julho. A inflação medida pelo CPI (consumidor) ficou em 2,7% anualizada para julho, dentro do que estava sendo previsto.

A China também impôs sanções contra 11 pessoas dos EUA, incluindo senadores, em retaliação as sanções impostas contra Hong Kong. As eleições americanas já começam a contagiar o cenário americano. Na sequência dos mercados no exterior, o petróleo WTI negociado em NY mostrava alta de 1,41%, com o barril em US$ 41,80. O euro era transacionado em queda para US$ 1,175 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,56%. O ouro e a prata mostravam altas na Comex e commodities agrícolas com comportamento de queda na Bolsa de Chicago.

Aqui, semana complicada no ambiente político, com o Congresso podendo decidir sobre os vetos do presidente Bolsonaro na desoneração da folha de pagamento e também sobre auxílio emergencial. Pode ser um teste da base de apoio do presidente que parece ter se fragmentado mais. Ruídos políticos também com denúncias e vazamentos de investigações que estão em sigilo sobre as tais rachadinhas que envolvem a família do presidente e a primeira dama.

No ambiente econômico, a FGV anunciou a primeira prévia do IGP-M de agosto em alta para 1,46%, vindo de 1,18% e acumulando inflação em 2020 de 8,27% e em 12 meses de 11,61%. Já o IPC-S da primeira quadrissemana de agosto mostrou alta para 0,54%, de anterior em 0,49%. Segundo estudos, a nova CPMF que o governo deseja emplacar seria a quarta maior fonte de arrecadação.

Na agenda do dia ainda teremos a nova pesquisa semanal Focus do Bacen e o saldo da balança comercial da semana anterior e nos EUA, o índice Jolts de criação de empregos. Expectativa que a Bovespa possa recuperar perdas, dólar ainda forte e juros operando com altas.

Bom dia e bons negócios!

Alvaro Bandeira