Fechamos o mês de julho com o Ibovespa construindo valorização de 8,26%, semelhante ao ocorrido em junho de 8,75%. No ano, o índice ainda perde 11%, diferente do comportamento do mercado americano, principalmente do Nasdaq que bateu sucessivos recordes.

Começamos agosto sempre meio complicado por ser de férias de verão no hemisfério norte e, agora, com nova aceleração pela covid-19 que parece não dar trégua com recordes de contágio nos EUA, Índia, Filipinas e Japão; por exemplo.

Além disso, o clima diplomático é tenso entre os EUA e China e ocorre pressões americanas sobre os aliados, principalmente no que tange à tecnologia 5G e a gigante Huawei, acusada de espionagem. Podemos incluir ainda a reta final das eleições americanas, confirmada pela Casa Branca para o dia 3 de novembro.

Começamos agosto com Bolsas da Ásia fechando em alta durante a madrugada, com destaque para Tóquio com +2,24% e Xangai com +1,75%, Europa passando para o campo positivo e futuros do mercado americano também mostrando valorizações neste início de manhã. Aqui, ficamos no meio do caminho entre manter o patamar de 100 mil pontos e ultrapassar a faixa de 105 mil pontos e buscar objetivos mais altos, já que encerramos em 102.912 pontos.

O dia está sendo de divulgação de indicadores PMI da atividade industrial em diferentes países para o mês de julho, todo acima dos 50 pontos, o que significa expansão da atividade. Na China, o PMI industrial Caixin subiu para 52,8 pontos, vindo de 51,2 pontos. Na Alemanha, o PMI industrial subiu para 51 pontos e na zona do euro, alta para 51,8 pontos, quando o previsto era 51,1 pontos. No Reino Unido, alta do PMI industrial para 53,3 pontos.

No mercado internacional, o petróleo WTI negociado em NY mostrava queda de 1,02%, com o barril cotado a US$ 39,86. O euro era transacionado em queda para US$ 1,172 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,55%. O ouro e a prata tinham altas na Comex e commodities agrícolas com leve viés de alta na Bolsa de Chicago.

Os investidores terão que absorver agenda importante durante a semana, que inclui safra de balanços do segundo trimestre e o resultado do Itaú, a decisão do BOE (BC inglês) sobre política monetária e no final da semana o Payroll americano com a criação de vagas na economia em julho.

Aqui, discussões sobre reforma tributária, nova CPMF que Bolsonaro autorizou Paulo Guedes a discutir esse balão de ensaio junto com discussões de tributação de fortunas. Hoje teremos a nova pesquisa semanal Focus do Bacen e o saldo da balança comercial de julho. Nos EUA, os gastos (investimentos) em construção de junho, as vendas de veículos de julho e discursos do FED de St. Louis e Chicago.

Expectativa para o dia é de Bovespa em alta, dólar mais forte e juros absorvendo possível queda da Selic na reunião do Copom.

Bom dia, bons negócios e boa semana!

Alvaro Bandeira
Economista-Chefe do banco digital modalmais