Moeda americana é cotada a R$ 3,198, e Bovespa fica estável. Papéis da Petrobras caem até 2,1%
Com o anúncio da emissão da Petrobras e o mercado externo, o dólar comercial recuou 0,77%, ontem, a R$ 3,198, menor cotação desde 8 de novembro. Na mínima do dia, a divisa tocou R$ 3,191. Um fluxo moderado de investimentos estrangeiros também influiu, e a moeda americana acumula queda de 2,5% neste ano. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ficou quase estável, com variação positiva de apenas 0,05%, aos 61.700 pontos. O Ibovespa, índice de referência do mercado, chegou a subir quase 1% durante o dia, puxado pelo setor de mineração.

– Hoje é um dia de agenda vazia e pouca volatilidade. O dólar chegou a se apreciar, mas o anúncio da Petrobras mudou a tendência – explicou Jaime Ferreira Rocha Junior, diretor de câmbio da corretora Intercam. – Como a emissão terá um volume expressivo, trazendo dólares para o país, o dólar é pressionado para baixo.

As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Petrobras chegaram a subir após o anúncio da emissão- que somou US$ 4 bilhões, valor que só foi revelado após o fechamento do mercado – , mas a tendência mudou, com a desvalorização do petróleo, e os papéis fecharam em queda de 0,97%, a R$ 17,32. As preferências (PN, sem voto) caíram 2,10%, a R$ 15,33.0 barril do Brent, referência internacional, perdia 4%, a US$ 54,76, por volta das 20h.

– A emissão de bônus teve um efeito curto no mercado. Não houve fôlego suficiente para compensar a queda do petróleo no mercado externo – disse Alison Correia, da XP Investimentos.

PROJEÇÃO DE JURO MENOR

Favorecida pela alta de 1,94% do minério de ferro, a mineradora Vale subiu 2,11% nos papéis PN, a R$ 24,62, e 2,04% nos ON, a R$ 26,50.

Os investidores também estão de olho na reunião do Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central, que começa hoje e anuncia amanhã a taxa básica de juros (Selic) atualmente em 13,75% ao ano. Espera-se um corte de 0,50 ponto, mas, segundo Álvaro Bandeira, economista-chefe do home broker Modal Mais.

Os contratos de juros futuros para janeiro de 2018 ficaram estáveis, a 11,36%. Já para janeiro de 2019, houve recuo de 10,91% para 10,88%. Para janeiro de 2021, a taxa cai de 11,23% para 11,16%.

Veja íntegra em jornal O Globo de 10/01/2017 por Juliana Garçon e Lucas Moretzsohn