Moeda é vendida a R$ 3,466; Bovespa tem queda de 1,45%
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RIO – Após a disparada de 5% de ontem, o dólar comercial abriu com forte valorização e encostrou em R$ 3,50 avançou 3,86% às 9h26, vendido a R$ 3,493, com maior aversão a risco e investidores temendo alta de juros nos EUA. Na máxima, a moeda chegou a R$ 3,498. Mas, pouco antes do leilão prometido pelo Banco Central, desacelera a alta: às 10h, a moeda ganha 2,61% e é cotada a R$ 3,45. A autoridade monetária deve vender US$ 750 milhões em contratos de swap cambial tradicionais entre 11h30 e 11h40.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em queda de 1,45%, a 60.318 pontos. Ontem, a Bolsa brasileira fechou com desvalorização de 3,2%, maior recuo em dois meses. Com a depressão que se seguiu à vitória de Trump, o valor de mercado das empresas listadas caiu R$ 71,6 bilhões entre anteontem e ontem.

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe do Home Broker Modalmais, investidores acreditam que a volta de swap tradicional pode retirar parte do estresse.

Ontem, ainda sob o efeito da vitória de Donald Trump na corrida presidencial americana, o dólar teve forte valorização e chegou a avançar 5,6%, a R$ 3,391, para ceder um pouco no fim dos negócios e fechar a R$ 3,360, com alta de 4,64%. Foi a maior alta da moeda desde 22 de outubro de 2008, quando disparou 6,68% no meio da crise financeira global. A última vez que a moeda americana alcançou este patamar foi em 27 de junho, quando encerrou o dia em R$ 3,393. Diante da possibilidade de elevação de juros nos EUA, que significaria fim da linha para o dinheiro barato que vinha ajudando a fortalecer moedas de países emergentes como o real brasileiro, investidores passaram a retirar seus recursos do país. Além disso, houve fluxos de saída para cobrir prejuízos em outras partes do mundo.

No mercado de títulos, a alta dos juros americanos já começou a ocorrer. O rendimento dos Treasuries de 10 anos, título do Tesouro dos EUA, saltou do patamar de 1,8% na segunda-feira, quando o mercado apostava na vitória de Hillary Clinton, para mais de 2%. As taxas estão subindo devido ao aumento das expectativas inflacionárias após a vitória de Trump, disse Georgette Boele, estrategista do ABN Amro Bank, à Bloomberg News.

Na Bovespa, Petrobras opera em queda, depois de anunciar prejuízo. As ações ON (ordinárias, com direito a voto) perdem 1,78%, a R$ 17,03, e as PN (preferenciais, sem direito a voto), 3,03%, a R$ 15,03.