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Um grupo de bancos de médio e pequeno porte decidiu pagar retornos de encher os olhos para conquistar a preferência do público de varejo. Uma consulta às plataformas online de investimentos mostra os bancos Modal, BMG, Fibra e Pine como os emissores de certificados de depósitos bancários (CDB) com as taxas mais vitaminadas para captar por prazo de até cinco anos.

Para o investidor, a iniciativa representa uma oportunidade de maior remuneração numa modalidade em que o risco fica mitigado pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que cobre investimentos de até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira.

Já para os bancos médios, a estratégia marca a mudança de captações mais concentradas no atacado para o varejo. Mesmo com as altas taxas oferecidas, executivos dessas instituições argumentam que o custo final é menor do que captar via letra financeira ou cessão de carteiras de crédito para fundos de recebíveis – instrumentos tradicionalmente voltados para investidores institucionais.

O Modal é um dos que chamam mais atenção. Para quem pode abrir mão de liquidez por cinco anos, por exemplo, o banco assegura até 120% do CDI, o juro interbancário, cuja trajetória se aproxima à taxa básica da economia, a Selic.

Rodrigo Puga, sócio da plataforma modalmais, ligado ao Banco Modal, diz que com a oferta dentro da própria instituição consegue garantir ao público de varejo, com aplicações a partir de R$ 1 mil, as mesmas taxas compactuadas com cliente de alta renda, de 120% do CDI.

Ele ressalva que, se o investidor acredita na continuidade do ciclo de queda da Selic, a opção prefixada com remuneração próxima de 12% ao ano por cinco anos, pode ser mais frutífera. Se passado esse prazo e a taxa básica estiver 8% a 9% haveria diferencial de rentabilidade considerável. A corretora ainda distribui CDB de outros 14 emissores para valores acima de R$ 100 mil. Nenhuma das alternativa disponível supera, porém, as taxas do próprio Modal.

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