crise-2017

Nova deterioração das expectativas da economia, a sombra da desaceleração da China e a sinalização de novo aumento de juros nos Estados Unidos fizeram o Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) romper o piso dos 40 mil pontos. Isso não ocorria desde 17 de março de 2009, no auge da crise mundial. No pregão de ontem, o índice recuou 1,63%, aos 39.950 pontos, na quarta queda consecutiva. No ano que mal começou, a bolsa já acumula perda de 7,8%. O dólar subiu 0,28% cotado a R$ 4,052.
Na avaliação do economista-chefe do Home Broker Modalmais, Álvaro Bandeira, a segunda semana de 2016 mostra que os mesmos problemas do início do ano continuam afetando o mercado. “A China segue sendo a maior preocupação pela possibilidade de desaceleração maior do segmento industrial, o que tem arrastado os preços das commodities e outros ativos de países emergentes”, disse ele. A Bolsa da Xangai teve perda de 5,33% e provocou um dia de volatilidade e queda nas principais praças da Europa: Londres caiu 0,69%, Paris recuou 0,49% e Frankfurt teve desvalorização de 0,25%.

No Brasil, o derretimento dos preços das commodities derrubou os papéis de Petrobras e Vale. O petróleo caiu quase 6% ontem, com o barril cotado a US$ 31,22, o menor patamar em 12 anos, e o minério de ferro foi negociado no mercado spot da China com queda de 1,4%, a US$ 40,90 a tonelada. Com isso, as ações preferenciais (PN) da petroleira caíram 2,87%, para R$ 6,09 e as ordinárias (ON) recuaram 3,56%, precificadas em R$ 7,58. Os papéis da mineradora Vale, que vive seu pior momento, caíram 3,41%, a R$ 7,92 (PN), e 2,85% a R$ 10,24 (ON).

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