SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Bolsa brasileira conseguiu sustentar a segunda alta seguida nesta quarta-feira (24), apesar do cenário político ainda indefinido e em meio a manifestações em Brasília contra as reformas e a favor da saída do presidente Michel Temer do cargo. Os investidores também analisaram informações de que o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, estaria negociando uma delação premiada, conforme noticiado pelo site “O Antagonista”. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas do mercado brasileiro, fechou em alta de 0,95%, para 63.257 pontos. A Bolsa chegou a subir 2,16%, mas acabou perdendo força à tarde. O dólar operou em baixa na maior parte do pregão, em linha com o comportamento da moeda americana no exterior, enquanto os investidores aguardavam a minuta da última reunião do banco central americano, em maio. Na mínima do dia, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 3,25.

Instável, a moeda americana acabou fechando em alta nesta quarta. O dólar comercial subiu 0,39%, para R$ 3,281. O dólar à vista teve alta de 0,01%, para R$ 3,280. Para Luis Gustavo Pereira, analista da Guide Investimentos, o mercado tenta acomodar o panorama indefinido na política nacional. “Os cenários são muitos. Você tem essa notícia sobre a delação do André Esteves, o dólar reagindo a essa instabilidade. Cria-se o caos”, resume. Após a publicação da informação pelo site “vO Antagonista”, as ações do BTG Pactual, foi fundado por Esteves, desabaram 9,94% e entraram em leilão. Os papéis conseguiram se recuperar um pouco e fecharam com queda de 4,88%. “As delações mais importantes são as da Odebrecht e da JBS. A de Esteves seria mais secundária”, avalia Alvaro Bandeira, economista-chefe do home broker Modalmais. Para ele, o mercado confia que a própria incerteza polítvica no país será resolvida em pouco tempo.

“As mudanças políticas não vão demorar muito. As reformas são absolutamente essenciais. São uma agenda do Brasil, não uma agenda do governo Temer”, ressalta.

Fonte: Bem Paraná Online, 24/05/2017.