SÃO PAULO (Reuters) – O índice de referência da bolsa paulista fechou em alta nesta segunda-feira, acumulando avanço de quase 5 por cento no mês, com o tom positivo desta sessão amparado principalmente nos ganhos da Vale, em dia de alta dos contratos futuros de minério de ferro na China.

O pregão também foi marcado pela estreia das empresas IRB Brasil e Omega Geração na bolsa.

O Ibovespa fechou em alta de 0,65 por cento, a 65.920 pontos, maior patamar de fechamento desde o dia 17 de maio, quando foram divulgados os áudios de conversas entre o empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS e o presidente Michel Temer, que desencadearam uma grave crise política e derrubaram os mercados.

Na máxima desta sessão, o índice subiu 0,84 por cento, atingindo o patamar dos 66 mil pontos.

No mês de julho, o índice acumulou alta de 4,8 por cento, após subir 0,3 por cento em junho e cair 4 por cento em maio.

O volume financeiro do pregão somou 7 bilhões de reais, sendo que a quarta ação com o maior giro financeiro foi a estreante IRB Brasil, que não faz parte do Ibovespa, ficando atrás apenas de Vale PNA , Petrobras PN e Itaú Unibanco.

Julho marcou a segunda maior alta mensal do Ibovespa este ano, atrás somente de janeiro, quando subiu 7,4 por cento. O noticiário político foi mais favorável aos mercados em julho, principalmente na primeira quinzena, com a aprovação da reforma trabalhista e a condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Se acontecer alguma coisa mais positiva, os mercados… provavelmente vão buscar o patamar que estavam antes do episódio Joesley”, disse o economista-chefe da corretora Modalmais, Alvaro Bandeira. Antes do agravamento da crise política, o índice vinha oscilando entre 67 mil e 68 mil pontos.

Alvaro Bandeira, contudo, acrescentando que se o noticiário político for mais negativo, o índice também pode ceder, mas de forma moderada, uma vez que o atual patamar já contempla alguma piora.

Fonte: UOL Noticias, em 31/07/2017