São Paulo, 26 de setembro de 2016 – Rumores sobre um possível pedido de ajuda ao governo por parte do Deutsche Bank e a espera pelos resultados da reunião informal dos países da Opep infectaram o mercado brasileiro que caiu 1,09%, a 58.053,53 pontos, no pregão de hoje, seguindo as bolsas externas.

“O problema do Deutsche Bank derrubou todas as cotações de banco, aqui não foi diferente, somada à perspectiva negativa dada aos bancos brasileiros pela Moodys pela baixa recuperação da economia, pesou no índice”, comentou o economista-chefe da Home Broker Modalmais, Álvaro Bandeira.

Os papéis do Itaú Unibanco caíram 0,77%, enquanto as ações do Bradesco caíram 1,24%, e as do Banco do Brasil perderam 1,13%. “Foi um dia de aversão ao risco extrema”, comentou o economista da SulAmerica Investimentos, Newton

Rosa. De acordo com Rosa, nem mesmo a alta do petróleo conseguiu diminuir a aversão ao risco.

“A alta do petróleo em si veio na expectativa de que a reunião de quarta-feira (dos países da Opep) resulte num acordo de redução de produção, mas o mercado não é unânime em acreditar nisso, ainda há dúvidas”, disse Rosa. Para Bandeira, o congelamento de produção de petróleo não deve acontecer, o que pode pressionar o Ibovespa para baixo nessa semana.

Para amanhã, o principal dado a ser publicado será o relatório trimestral de inflação brasileiro, que deve mostrar se o Banco Central (BC) tem ou não espaço para cortar a Selic. “O relatório deve sinalizar redução da inflação, sinalizando corte da Selic aqui, com isso, o Ibovespa pode tentar recuperar alguma coisa e subir”, disse Bandeira.

Camila de Lira / Agência CMA – Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)