IGP-M sobe mais que o previsto, mas inflação para o consumidor recua

RIO O IGPM, índice de inflação geralmente associado ao reajuste de aluguéis, avançou 0,54% em dezembro, acima das previsões, e levou o indicador a fechar o ano em 7,17%. Ao consumidor, contudo, os reajustes de preços foram menores: 0,20%, conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ante 0,26%, em novembro.
Habitação foi o grupo que mais contribui para o recuo: caiu de 0,26% em novembro para deflação de 0,62% em dezembro. Por sua vez, neste subgrupo, a tarifa de eletricidade residencial foi o item que teve maior queda: passou de 0,81% para deflação 5,42%. Em novembro, IGPM teve leve recuo de 0,03%. Em dezembro de 2015, a variação do IGPM de dezembro ficou em 0,49%, e no acumulado do ano, 10,54%.

“O resultado confirma a trajetória de queda da inflação, mesmo que de forma lenta dado o grau de indexação da economia. A conjuntura de atividade fraca e desemprego em patamares elevados parecem ter atingido o curso do movimento de preços”, aponta a Eleven Research, em boletim.

As projeções indicavam alta de 0,45% no mês, fechando 2016 em 7,09%, conforme economistas consultados pela Bloomberg. O economista Alvaro Bandeira, do Home Broker Modalmais relativiza a importância do indicador:
— Deixou de ser importante, pois os proprietários não conseguem repassar o ajuste.

Também apresentaram decréscimo os grupos Transportes (0,53% para 0,45%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,63% para 0,60%) e Comunicação (0,40% para 0,12%). Nestas classes de despesa, os destaques foram etanol (4,55% para 1,16%), medicamentos em geral (0,08% para 0,06%) e tarifa de telefone móvel (0,75% para 0,00%)

Veja matéria na íntegra em oglobo.com de 29/12/2016 – por Juliana Garçon