Por Jose de Castro – Jornal Valor Econômico em 27/01/2017

SÃO PAULO – As taxas de DI caíram nesta sexta-feira, movimento sustentado por dados mais fracos da economia americana, que amenizaram preocupações com um ritmo mais forte de aperto monetário nos EUA.

Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro de 2018 cedia a 10,935% ao ano, frente a 10,960% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 recuava a 10,410%, contra 10,470% no último ajuste. Entre os vértices mais longos, o DI janeiro de 2021 cedia a 10,640%, ante 10,730% no ajuste da véspera. E o DI janeiro de 2025 tinha taxa de 10,950%, comparado a 11,050% no ajuste anterior.

Os números mais fracos dos EUA ditaram alívio nos juros dos Treasuries, o que ajudou no movimento local. Mas esse movimento conta apenas uma parte da história. O mercado de forma geral segue confiante na continuação da trajetória de baixa da inflação, o que daria mais espaço para o Banco Central seguir cortando os juros. Isso explica as quedas também nos DIs de prazos mais curtos, mais sensíveis às expectativas para a política monetária.

Ontem, a Petrobras anunciou redução nos preços do diesel e da gasolina nas refinarias. Alvaro Bandeira, economista-chefe do Home Broker Modalmais, diz que a medida não terá impacto na inflação, mas destaca a sinalização “positiva”.

No mercado, não se descarta a possibilidade de quedas adicionais do juro nominal, mas o “trade” mais citado tem sido o de juro real. Nessa linha, a Renascença recomenda compra de NTNB 2021 com taxa de 5,68% ao ano, alvo de 5,00% e “stop” em 6,05%. No mercado secundário, a NTNB 2021 é negociada nesta sexta-feira a 5,71%.

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