Analistas veem ações como positivas, mas aguardam plano efetivo e desenrolar da tramitação no Congresso

O anúncio das primeiras medidas econômicas do presidente interino, Michel Temer (PMDB), levou o mercado do otimismo à cautela. A Bolsa chegou a subir mais de 1%, mas fechou o dia perto da estabilidade, descolado exterior. O dólar caiu pouco. No final da manhã, Temer anunciou crescimento real zero dos gastos do governo e a devolução de R$ 100 bilhões do BNDES para o Tesouro Nacional como principais ações para melhorar as contas públicas. A primeira medida foi vista com receio por analistas do mercado financeiro—traz risco de indexação da economia e depende da aprovação do
Congresso— enquanto a capitalização do Tesouro via BNDES ainda passará por análise jurídica, sob o risco de ser considerada uma “pedalada fiscal”, base do processo de impeachment de Dilma
Rousseff (PT).

“As medidas anunciadas estão na direção correta, mas a questão é como elas serão coloca das em prática e como será a tramitação no Congresso”, afirma Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. “Limitar despesas ao crescimento real zero é estruturalmente mais correto, mas
háo risco de nova indexação da economia”

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