Mercado tem dia de forte volatilidade e opera entre perdas e ganhos com investidor estrangeiro cauteloso com chance de “Brexit”
SÃO PAULO – O Ibovespa acelera fortemente as perdas nesta terça-feira (14) com a aversão a risco nos mercados voltando a pesar depois que o tabloide sensacionalista britânico, The Sun, posicionou-se a favor da saída do Reino Unido da União Europeia. Lá fora, os índices Dow Jones e S&P 500 caem 0,52% e 0,44% respectivamente, enquanto as bolsas europeias caminham para fechar o pregão em baixas próximas de 2%.

Às 13h06 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira tinha queda de 1,93%, a 48.700 pontos, fazendo um recuo de mais de 900 pontos desde que bateu a sua máxima no dia. Já o dólar comercial zera perdas com alta de 0,46% a R$ 3,5028 na venda, enquanto o dólar futuro para julho vira para alta de 0,40% a R$ 3,511. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 opera em alta de 2 pontos-base a 13,72%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 sobe 3 pontos-base a 12,61%.

Por aqui, o mercado reage apenas timidamente à entrega das investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de volta para o juiz federal Sérgio Moro. O mercado ainda fica de olho nas discussões sobre a entrega do novo teto de gastos do governo no Congresso. Segundo a Folha de S. Paulo, entre as propostas em estudo pelo presidente interino, Michel Temer, está a de que o teto vinculado à inflação do ano anterior vigore até 2022.

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Segundo o economista-chefe do home broker da Modalmais, Álvaro Bandeira, o que está fazendo mais preço é a saída do Reino Unido da União Europeia, junto com os dados mostrando a desaceleração da economia chinesa. Mas o mercado também repercute o noticiário interno, com destaque para a Lava Jato e os ajustes na economia. “Na hora em que há andamento de processos, os mercados reagem positivamente, uma vez que o Brasil está sendo passado a limpo”.

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