Os melhores e piores investimentos de abril

São Paulo – O Ibovespa, principal índice de referência da bolsa, apresentou o maior rendimento do balanço de investimentos de abril, com alta de 7,70%.

Em seguida, na segunda posição do ranking, ficaram os fundos de ações indexados, que subiram 5,75% (até o dia 26 de abril, data do fechamento do relatório da Anbima). Apenas na terceira posição aparece uma aplicação de renda fixa: o título público Tesouro Prefixado 2021, que registrou valorização de 4,89% no mês.

Os rendimentos de todos os fundos da tabela são referentes ao fechamento do dia 26 de abril. A expectativa do IPCA para o mês de abril foi fechada no dia 22. A rentabilidade do CDI é referente ao dia 28. E os dados sobre poupança, dólar, fundos imobiliários, Selic e títulos públicos são relativos ao dia 29.

(**) Expectativa de inflação para o mês de abril de 2016, segundo o Boletim Focus do Banco Central.

(*) O desempenho mensal se refere aos últimos 30 dias até a data de fechamento.

Fontes: Anbima, Banco Central, BM&FBovespa e Tesouro Nacional

As rentabilidades apresentadas pelos títulos públicos da tabela são referentes ao mês de abril. Elas refletem, portanto, o retorno que o investidor teria ao comprar os títulos no início de abril e vendê-los no final do mês. Caso sejam mantidos até o prazo de vencimento, porém, eles apresentarão exatamente a rentabilidade indicada no momento da compra do título.

Prefixados brilham entre investimentos de renda fixa

Com alta de quase 5% no mês, o Tesouro Prefixado com vencimento em 2021,título público que paga ao investidor uma taxa definida no momento da aplicação, apresentou o melhor resultado do balanço dentre os investimentos de renda fixa, que são aqueles cuja forma de remuneração é conhecida no início do investimento.

Rodrigo Puga, sócio responsável pelo Home Broker Modalmais, explica que a rentabilidade dos títulos que possuem taxas prefixadas é influenciada pelas expectativas sobre o comportamento dos juros básicos da economia no futuro.

“Como o mercado espera que haja alternância no poder e acredita que o novo governo será mais preocupado com o equilíbrio fiscal, a perspectiva é que ainflação caia, levando os juros futuros a caírem também”, diz Puga.

Com a perspectiva de queda nos juros, títulos prefixados, que foram comprados no começo do mês a uma taxa mais alta, aparecem como uma opção mais vantajosa do que novos títulos emitidos no fim do mês, que oferecem taxas menores, em linha com a expectativa de queda nos juros.

Assim, o Tesouro Prefixado apresentou alta rentabilidade no mês como efeito da chamada marcação a mercado, que mostra o rendimento que o título teria se fosse vendido antes do vencimento.

A mesma explicação pode ser usada para justificar a alta dos títulos Tesouro IPCA. Como esses títulos pagam a variação da inflação medida pelo IPCA e também uma taxa de juro prefixada, a porção prefixada do título faz com que ele sofra o mesmo efeito de marcação a mercado do Tesouro Prefixado.

Já o título Tesouro Selic apresenta uma rentabilidade um pouco menor por não ter nenhum componente prefixado: ele é um título puramente pós-fixado, já que sua remuneração é atrelada à variação da taxa Selic. Como seu retorno é definido pelos juros básicos da economia, ele está sempre em linha com o retorno médio do mercado e não sofre grandes altas ou baixas em função dos juros futuros.

Por essas características, o Tesouro Selic é a opção mais indicada para quem não quer correr riscos de prejuízo com os títulos do Tesouro Nacional, que são negociados pelo Tesouro Direto, plataforma online de compra e venda dos títulos públicos.

Vale destacar que, com a taxa Selic nos atuais 14,25% ao ano, o Tesouro Selic está oferecendo uma remuneração atrativa, bem superior à da poupança, que pelo fato de não acompanhar a taxa básica tem apresentado rendimentos bem inferiores à média dos investimentos de renda fixa, que acompanham as flutuações da Selic.

Bolsa é destaque novamente

Depois de fechar março com valorização expressiva de 16,97%, o Ibovespa novamente encerrou o mês em alta, desta vez um pouco menos acentuada, mas suficiente para deixar a bolsa no topo do ranking de investimentos de abril.

“O aumento da expectativa de impeachment foi o que mais influenciou a alta. Mas na última semana do mês a bolsa também subiu por causa da valorização do minério de ferro e do petróleo, que beneficiam as ações da Vale e da Petrobras”, analisa Rodrigo Puga, do Modalmais.

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