A segunda semana de setembro será recheada por divulgações de termômetros de inflação e da atividade econômica, além dos reflexos da prisão do empresário Joesley Batista e do Furacão Irma nos Estados Unidos. O destaque, no Brasil, vai para a primeira prévia do IGP-M de setembro, que a Fundação Getulio Vargas (FGV) anuncia nesta segunda-feira. Também na segunda-feira, é preciso fica atento ao relatório Focus, do Banco Central (BC), que trará as previsões do mercado no fim da semana passada, depois da decisão de baixar os juros em 1 ponto percentual e indicar mais dois cortes pelo menos. Muitos bancos revisaram suas projeções para a Selic nos próximos meses por conta dessa indicação.

Na a terça, o IBGE divulga o comportamento das vendas no varejo e o volume do setor de serviços relativos a julho, e na quinta, o Banco Central anuncia seu índice de atividade econômica (IBC-Br) do mesmo mês. Elaborado mensalmente pelo BC, o indicador antecipa a trajetória de três setores essenciais da economia: agropecuária, indústria e serviços e serve de prévia para o Produto Interno Bruto (PIB) oficial do IBGE.

No exterior, também com ampla agenda de divulgações econômicas na semana, o banco Itaú avalia que as atenções estarão voltadas para os dados de produção industrial da China (quarta-feira) e para a inflação do consumidor dos EUA (quinta-feira), ambos relativos ao mês de agosto, assim como para decisão de política monetária do BC da Inglaterra, também na quinta-feira

Na avaliação de Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da Modalmais, a B3 (antiga Bovespa), ainda que sujeita a realizações de lucro, deve manter a tendência primária de alta, mesmo considerando a proximidade do recorde histórico alcançado no final de maio de 2008.

“Qualquer melhora da situação política e/ou econômica vai conseguir manter essa tendência de alta por mais tempo, extrapolando o recorde por força da atração maior de recursos para o segmento e ainda sem muitas emissões de ações”, analisa o economista. ” Assim, depois de superar o recorde histórico, podemos traçar como novo objetivo a ser alcançado o patamar de 77.000 pontos do Ibovespa”, estima, afirmando que o cenário “é válido dentro da perspectiva de melhora do quadro local e sequencia de melhora do panorama internacional”.

Fonte: ADVFN Brasil – Agência Interativa – Seguros em 10/09/2017