O mercado financeiro entra na terceira semana de agosto enfrentando um clima político ainda agitado, agora digerindo a vitória do presidente Michel Temer na Câmara. Já na segunda-feira, as atenções devem estar voltadas ao provável anúncio da revisão da meta fiscal para 2017 e 2018, além das pressões para uma nova reforma ministerial, com o ‘centrão’ querendo cargos e parte do PSDB buscando permanecer no governo.

A necessidade de apresentação do projeto de orçamento para 2018 neste mês, dizem analistas, deve obrigar o governo a rever planos para receitas e despesas. “A dificuldade de emplacar a alta do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) e outros tributos menos visíveis aparentemente levou a equipe econômica a propor mudanças drásticas do lado das despesas”, destaca o Banco Fator.

Também podem surgir propostas para aumentar impostos em algum setor menos sensível. Nesse sentido, podem aparecer novos detalhes do projeto do governo de mudar a tributação das aplicações financeiras. A mudança tem de ser feita este ano, para valer já no ano que vem. Entre elas, a principal deve ser o fim da isenção para papéis emitidos por bancos com lastro em crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA).

Resultados incluem JBS, CCR Sabesp e Banrisul

Na economia, se encerra no dia 15 a temporada de divulgação dos balanços do segundo trimestre das empresas, com a maioria apresentando seus números amanhã, dia 14. Atenção para os resultados dos frigoríficos, em especial a JBS, envolvida em escândalo de pagamento de propina a políticos e pivô da crise política, já que seu sócio Joesley Batista gravou conversa com o presidente Temer sobre assuntos pouco republicanos. Saem também os números dos concorrentes Marfrig e Minerva (…)

Coreia X EUA preocupa

No cenário político internacional, a crise entre a Coreia e os EUA, que ao longo da semana passada só fez piorar, arrefece um pouco, mas ainda preocupa, e os investidores esta semana ainda vão estar muito ligados na tensão geopolítica e seus desdobramentos.

“Segundo os analistas, não são muitas as chances de efetivamente haver conflito entre os dois países, com a adesão do Japão e Coreia do Sul; de qualquer forma, os efeitos já estão aí, com os ajustes dos mercados”, diz o economista-chefe do home broker Modalmais, Alvaro Bandeira.

Fonte: Blog Arena do Pavini, em 13/08/2017