Um dos grandes desafios para quem quer sair da caderneta de poupança e começar a investir em opções mais rentáveis é quanto a manter seus recursos em segurança.

No início, os novos investidores buscam optar por investimentos que tragam retornos maiores que os da poupança, no entanto, que garantam risco tão baixo quanto o desse popular produto.

Uma das alternativas mais interessantes para investidores iniciantes são os fundos de capital protegido. Essa vertente dos fundos de investimentos traz maiores possibilidades de retorno, se compararmos com os produtos mais comumente indicados para investidores de perfil conservador, e proporcionam a garantia de que o valor investido será recuperado.

Neste artigo, você vai aprender mais sobre o que são os fundos de capital protegido, como eles funcionam e como começar a aplicar nesse tipo de investimento. Aproveite a leitura!
 

Afinal, o que significa fundo de capital protegido?

Antes de aprofundarmos no conceito de fundos de capital protegido, é interessante que você tenha clareza do que são os fundos de investimentos.

Os fundos de investimentos podem ser conceituados como uma espécie de condomínio, onde os condôminos (denominados cotistas) aplicam seus recursos que são, em conjunto, convertidos em diversas aplicações, nos mais variados tipos de investimentos que estejam de acordo com a política do fundo.

Além disso, todos os recursos dos fundos são divididos em cotas com valores exatamente iguais. Sendo assim, cada investidor do fundo possui a quantidade de cotas equivalente ao valor aplicado no fundo. O destaque dessa opção é a sua versatilidade: existem fundos para qualquer perfil de investidor.

Sendo assim, os fundos de investimentos são formados por diversas categorias de ativos, o que faz com que recebam as mais diversas classificações.

Conheça abaixo, alguns desses fundos de investimentos:

  • Fundos de Renda fixa — essa categoria mantém em maior parte do seu patrimônio investimentos considerados mais conservadores, como títulos públicos e privados, sejam eles pós ou prefixados. Ou seja, esses investimentos tendem a apresentar baixo risco para quem nele investe;
  • Fundos de Ações — os fundos de ações estão indexados a elas, ou seja, o gestor do fundo deve investir, pelo menos, 67% dos recursos financeiros injetados no fundo, em ações ou ativos relacionados, como Brazilian Depositary Receipts (BDR).
    Por isso, eles são mais indicados para aqueles que buscam opções a longo prazo e, principalmente, que tenham um perfil de investidor arrojado, que têm maior aceitação aos riscos que envolvem tais aplicações;
  • Fundos Multimercados — são aqueles que têm uma maior diversificação em sua carteira, sendo que ela pode ser composta por ativos de renda fixarenda variável;
  • Fundos Cambiais — essa opção considera investimentos em ativos que tenham relação com moedas estrangeiras. Por isso, pode ser considerado um instrumento de hedge, servindo de proteção contra possíveis oscilações da moeda nacional.

 

Fundos de capital protegido

Dentre as categorias de fundos de investimentos apresentadas anteriormente, os fundos de capital protegido são da família de multimercados. Essa opção de investimentos – a de fundos de capital protegido – oferece ao investidores, a condição de seguridade parcial ou total do capital inicial aplicado.

Os fundos de capital protegido, portanto, buscam obter rentabilidade de acordo com o ativo ao qual está vinculado, podendo ser ações, ETFs, entre outros.

 

Como funcionam os fundos de capital protegido?

Os fundos de capital protegido funcionam, basicamente, da seguinte maneira: a maior parte do patrimônio do fundo é destinada a aplicação em Títulos Públicos que, em seus vencimentos, garantem – de acordo com os cálculos do gestor – 100% do que havia sido aplicado no fundo, ou seja, essa é a parte garantidora do patrimônio injetado no fundo, pelo investidor.

Nessa modalidade, a rentabilidade está vinculada à performance de uma estrutura criada com opções, que nesse caso é a parte de maior risco dessa aplicação.

Assim, se o indexador – que pode até mesmo ser um índice de ações internacional, como o S&P 500 – que compõe essa estrutura, apresentar o desempenho esperado, ou seja, positivo, a rentabilidade do fundo partirá dessa operação. Ou seja, ela é a responsável por rentabilizar o fundo, caso o ativo indexado apresente uma boa performance.

Agora, quando o ativo indexado à estrutura da operação não apresenta o resultado esperado, a rentabilidade do fundo de capital protegido considera o valor da renda fixa escolhida.

Também é importante deixar claro que, visando diminuir os custos das operações realizadas dentro do fundo, as estruturas utilizadas contam com barreiras de proteção. Essas barreiras limitam não somente os possíveis prejuízos, mas também os ganhos.

É importante destacar que o formato desse fundo, como o prazo de captação e as suas definições de funcionamento, devem estar regulamentados pelo gestor e administrador dele, com o devido registro na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

 

Possibilidades com os fundos de capital protegido

Os cenários de retorno esperado para a modalidade de investimento em fundos de capital protegido dependem das barreiras de proteção definidas na estrutura com derivativos. Para que você possa compreender melhor como funciona essa modalidade de investimentos, vamos exemplificar.

Suponhamos que você investiu R$ 5 mil em Tesouro Direto, no título Prefixado, que oferece uma rentabilidade de 3,83% ao ano, e o seu saque só poderá ser realizado em 2023. Se o investimento fosse feito logo no início de 2020, você teria acumulado R$ 5.589,36, ou seja, o saldo positivo bruto foi de R$ 589,36.

Nos fundos de capital protegido, essa rentabilidade, ou seja, esse valor residual, seria aplicado em outros ativos com maior potencial de retorno, no entanto, com maior risco. Para isso, uma estrutura com opções seria criada e apenas esse valor – no caso do exemplo, R$ 589,36 – seria utilizado para essa finalidade de aplicação.

Vamos supor que essa estrutura contemple ativos futuros do S&P 500. Em um cenário de performance negativa desse derivativo, a rentabilidade do seu fundo consideraria somente o valor aplicado na renda fixa, uma vez que os futuros de S&P 500 teriam, nesse exemplo, performado em queda. Ao final do período de vigência do fundo, você teria o valor inicial de R$ 5 mil, garantido.

 

Qual é o perfil comum do investidor desse segmento?

Os fundos de investimentos pertencem à categoria de produtos de investimento que comportam vários perfis de investidores. Porém, o fundo de capital protegido é mais interessante para investidores que têm um perfil mais conservador.

O investidor conservador é aquele que tem menor aceitação ao risco. Ou seja, é aquela pessoa que não está disposta a perder o que foi aplicado. Por consequência, busca por ativos mais seguros.

Esse perfil de investidor é aquele que, em geral, opta por investimentos de curto prazo, que disponham de uma boa liquidez, desde que proporcionem o máximo de segurança possível, mesmo que para isso seja preciso abrir mão de uma aplicação que apresente mais chances de uma alta performance. Além disso, esse perfil de investidor é comum entre os iniciantes no mercado financeiro.

 

Quais são as vantagens dos fundos de capital protegido?

Todo investidor iniciante tem muito receio, que faz com que precise de um gatilho para se sentir mais confiante para sair, de uma vez por todas, da caderneta de poupança. É por isso que vamos apresentar a você as principais vantagens dos fundos de capital protegido. Confira quais são elas, a seguir.

ACESSIBILIDADE
Os fundos de investimentos, de forma geral, são opções que, devido à sua diversidade, possibilitam a entrada de investidores iniciantes em aplicações que permitem maior possibilidade de ganho, se comparado aos produtos de renda fixa.

Isso é possível por dois principais motivos: há variados tipos de fundos de investimentos e nem todos exigem um alto valor inicial mínimo, bem como os demais aportes. Hoje, você encontra opções que permitem que você comece a investir com apenas R$ 100. Assim, eles são acessíveis para diversos perfis de investidores.

Uma das principais vantagens dos fundos de capital protegido é a facilidade de acesso a investimentos offshore, ou seja, no exterior. Essa categoria de investimento permite que os investidores atuem com ativos da Apple, Google e índices de ações americanas, como o S&P 500.

DIVERSIFICAÇÃO
Por estar na categoria de multimercados, você já tem a consciência de que os fundos de capital protegido são opções que proporcionam uma carteira mais diversificada. A diversificação é uma grande vantagem, pois permite que a carteira proporcione maiores chances de rentabilidade, com certa medida de segurança, uma vez que não há concentração de recursos em uma única classe de ativos.

O critério de diversificar a carteira deve fazer parte de qualquer estratégia de investimento, não importa em qual segmento o investidor opte por atuar, independentemente do seu perfil.

Outra forma de diversificar os investimentos, por meio de fundos, é ao aplicar na modalidade FOFs (Fund of Funds, ou Fundos de Fundos), onde o gestor busca diversificar a carteira ao comprar cotas de outros fundos de investimentos, que estejam de acordo com a política do fundo.

 

Existem desvantagens em investir nessa categoria de fundos?

Sobre investimentos, é fundamental que você saiba que sempre haverá pontos que podem ser considerados negativos, dependendo de alguns fatores particulares, como o seu próprio perfil de investidor. No caso dos fundos de capital protegido, o seu grau de liquidez pode não ser atrativo para muitos investidores.

Você sabe o que significa a liquidez? Um dos pilares principais dos investimentos, a liquidez corresponde à capacidade que determinado investimento tem de ser transformado em dinheiro líquido, ou seja, pronto para ser utilizado para qualquer fim. Isso significa que, quanto mais fácil for negociá-lo, maior é a sua liquidez.

É interessante sempre observar essa qualidade na hora de adquirir um ativo, principalmente se você quer atuar como day trader, o que talvez lhe demande a necessidade de ter facilidade de acesso ao seus recursos que poderão ser utilizados em suas operações dessa modalidade. No entanto, é essencial destacar que não é o único ponto a ser analisado: a segurança e a rentabilidade devem ser consideradas.

De forma geral, muitos fundos de investimentos contam com ativos com alta liquidez em suas carteiras, o que influencia diretamente na política de resgate e liquidez de cada fundo.

A maioria desses fundos oferece liquidez diária, ou seja, pode resgatar o valor no D+0. Porém, é de suma importância que você confira essa informação na hora de investir. Há opções em que o intervalo para resgate pode ser maior, como é o caso dos fundos de capital protegido.

Para esses fundos em questão, isso ocorre porque as operações que compõem a carteira do fundo, envolvem estruturas que têm prazos de conclusão pré-definidos, por isso são considerados investimentos para longo prazo.

 

Como fazer investimentos nos fundos de capital protegido?

O primeiro passo para começar a investir em fundos de capital protegido você já deu: aprender mais sobre como funciona essa categoria de investimento. Agora, o segundo é poder contar com um banco feito para investidores.

No modalmais, você pode investir em diversas opções de fundos de investimentos, como por exemplo, em um fundo quantitativo, que utiliza a inteligência artificial para gerir os ativos que compõem sua carteira.

Mas se você ainda quer diversificar a sua carteira, mas mantendo seus investimentos em categorias de risco mais conservadoras. Baixe o nosso aplicativo e abra a sua conta digital gratuita. Com o modalmais, você pode investir de forma prática, rápida e segura. Faça parte!