Relatório reforça expectativa de desaceleração econômica em consequência do aumento de restrições e de aumento da incerteza em torno da pand

Bottom line – De forma geral, o relatório reforça nossa expectativa de desaceleração econômica em consequência do aumento de restrições e de aumento da incerteza em torno da pandemia. A tese central relaciona-se à deterioração da confiança de agentes econômicos e impacto sobre decisões de consumo e investimento. Naturalmente, o avanço acelerado das notícias positivas em torno das vacinas pode suavizar este movimento, mas reforça-se que a pandemia e as restrições por ela impostas são o maior risco para a economia americana no momento.

Comentários – O Livro Bege, compilado de evidências anedóticas do Fed em preparação a reunião do Fomc, relata preocupação das firmas com diversos temas que tem permeado o noticiário. De forma geral, nota-se o aumento dos riscos em torno da atividade por conta da pandemia, com seus efeitos sendo sentidos no mercado de trabalho e também nos preços.

Em termos de atividade, a maioria dos distritos vê avanço modesto em relação a divulgação anterior, mas chama atenção que quatro distritos reportam pouco ou nenhum crescimento. A dinâmica é divergente entre setores, com a indústria relatando crescimento acima da média. O mesmo pode ser dito em termos do mercado imobiliário.

Por outro lado, nota-se também que a pandemia impacta tanto nas cadeias de produção, como nos preços e na capacidade das firmas contratarem (em consequência, por exemplo, de maior receio de contaminação ou fechamento de escolas).

Finalmente, destaca-se uma parte da introdução ao relatório que reporta deterioração do crédito e que há expectativa de aumento de inadimplência no ano que vem.

De forma geral, o relatório reforça nossa expectativa de desaceleração econômica em consequência do aumento de restrições e de aumento da incerteza em torno da pandemia. A tese central relaciona-se a deterioração da confiança de agentes econômicos e impacto sobre decisões de consumo e investimento. Naturalmente, o avanço acelerado das notícias positivas em torno das vacinas pode suavizar este movimento, mas reforça-se que a pandemia e as restrições por ela impostas são o maior risco para a economia americana no momento.

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Felipe Sichel

Estrategista-chefe do Banco Digital Modalmais