Chegamos ao final de mais uma curta semana nos mercados. Como de costume, o baixo fluxo de notícias e indicadores econômicos, somado a liquidez reduzida, transforma a semana entre Natal e Ano Novo em uma semana de poucas novidades.

A diferença este ano fica por conta do COVID-19, que infelizmente não se detém por conta dos feriados. O que destacamos hoje é o avanço no ritmo das vacinações. Pelo último levantamento, temos mais de vinte nações que já iniciaram o processo, ainda que de forma incipiente. O impacto positivo deste movimento será lento e ressaltamos que no curto prazo permanecem os riscos a atividade associados ao aumento das contaminações.
No entanto, há real perspectiva de que alguns países atinjam a marca de 20-25% da população imunizada até o final do primeiro trimestre. A suposição base é de que isso permitirá uma queda no número de hospitalizações, o que por sua vez levará ao relaxamento das restrições a movimentação, terminando por fim as limitações que à atividade econômica. Ou seja, no começo do ano já teremos uma boa indicação se a tese de crescimento de 2021 se comprovará.

Aqui no Brasil o assunto vacinação também permanece em destaque. Neste sentido, o comentário de semana passada segue válido: “a trajetória das contaminações enseja adoção de restrições por parte dos governos municipais e estaduais (a nosso ver, ainda aquém do necessário). Evidentemente, o avanço rápido de um plano de imunização faz-se mais do que necessário. Como o próprio Ministro da Economia e o Presidente do Banco Central tem dito: vacinação em massa é o caminho mais acelerado para sair da crise. […] observa-se que o governo permanece envolto em disputas e que há pouca consistência em torno dos cronogramas apresentados. ”

Para não dizer que tudo foi em torno de COVID, União Europeia e Reino Unido chegaram a um acordo comercial pós-Brexit, que agora terá de ser referendado pelos países signatários. Nos EUA, o Presidente Donald Trump assinou a lei de estímulo fiscal e com isso veremos no começo do ano mais um estímulo ao consumo em consequência do auxílio que será repassado a famílias. Ou seja, no geral, notícias positivas para ativos de risco.
Na próxima semana voltaremos a aquecer os motores. Já no dia cinco de janeiro teremos o segundo turno da eleição do senado na Georgia, o que ainda pode levar a maioria democrata neste braço do legislativo. Posteriormente, o final da semana trará os dados de Payroll nos EUA.

No curto prazo as perspectivas seguem inalteradas (perda de inclinação na curva, fortalecimento marginal do real e avanço da bolsa), mas com viés mais otimista na entrada do ano. O fator de risco a ser monitorado permanece em torno do COVID.

Desejamos a todos os clientes modalmais um feliz 2021!
Felipe Sichel, estrategista modalmais.