Em uma sexta-feira com agenda mais esvaziada em termos de indicadores econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior, o foco dos investidores por aqui deve ficar mesmo na reta final de balanços referentes ao primeiro trimestre de 2021, inclusive de gigantes como Petrobras e Magazine Luiza, que anunciaram seus resultados ontem.

A petroleira fechou o trimestre com lucro de R$ 1,16 bilhão. O resultado reverte o prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda ficou em R$ 48,94 bilhões, avanço de 30,5% sobre igual período do ano passado e de 4,1% em relação ao quarto trimestre de 2020.

Outro indicador importante no balanço da Petrobras diz respeito ao endividamento. A companhia reduziu em 6% a sua dívida bruta, para US$ 71 bilhões, com o prazo médio passando de 11,71 anos para 11,84 anos. Com isso, a relação entre a dívida bruta e o Ebitda ajustado caiu de 2,66 vezes, no fim do ano passado, para 2,47 vezes no fim do primeiro trimestre.

O Magazine Luiza apresentou lucro contábil de R$ 258,6 milhões no primeiro trimestre, alta de 739,7% ante o mesmo período de 2020. O número foi impulsionado por reversão de provisões tributárias. O lucro ajustado foi de R$ 81,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 8 milhões um ano antes. O Ebitda foi de R$ 695,6 milhões, alta de 109%, e no critério ajustado, ficou em R$ 427,2, alta de 56%.

Ainda no varejo, a C&A apurou R$ 138,5 milhões entre janeiro e março, 150% superior ao do mesmo período de 2020. O Ebitda ficou negativo em R$ 37,3 milhões, revertendo o resultado positivo de R$ 78,1 milhões registrado um ano antes.

O grupo Soma, dona das marcas Farm e Animale, registrou lucro de R$ 14,9 milhões ante prejuízo de R$ 4,3 milhões um ano antes. O Ebitda somou 23,4 milhões, ante resultado negativo no ano passado.

O Grupo Mateus reportou lucro líquido ajustado do primeiro trimestre no valor de R$ 157 milhões, crescimento de 53,9% sobre igual intervalo de 2020. O Ebitda foi de R$ 210 milhões, 34,9% superior ao primeiro trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 220 milhões, um aumento de 41,6%.

 

Construtoras

A Cyrela apresentou um salto de 588% no lucro líquido, atingindo R$ 192 milhões no primeiro trimestre em comparação com os R$ 28 milhões de 2020. A companhia não divulga a métrica de Ebitda. A receita líquida totalizou R$ 1,004 bilhão, aumento de 89,6% na mesma base de comparação.

A Even teve lucro de R$ 83,628 milhões, alta anual de 130%. O Ebitda somou R$ 111,455 milhões, com crescimento de 87,5% ante o primeiro trimestre de 2020.

A incorporadora Eztec registrou lucro líquido de R$ 72,910 milhões no trimestre, queda de 6% em relação ao mesmo período de 2020. O Ebitda atingiu R$ 38,937 milhões, baixa de 28% no período.

 

Elétricas e Sanepar

Entre as elétricas, a CPFL Energia reportou lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda cresceu 15,9%, ficando em R$ 1,966 bilhão.

A Light teve prejuízo de R$ 41,8 milhões entre janeiro e março, ante lucro de R$ 166,7 milhões reportado um ano antes, resultado de ajustes contábeis feitos pela empresa. O Ebitda ajustado caiu 9,9%, para R$ 419,8 milhões.

A Sanepar apurou lucro de R$ 246,5 milhões, uma queda de 3,7% na comparação anual. O Ebitda ficou praticamente estável em R$ 522,7 milhões, (-0,3%).

O IRB Brasil Re encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 50,8 milhões, com alta de 44,9% ante o lucro de R$ 35,1 milhões visto um ano antes. Os prêmios emitidos somaram R$ 1,930 bilhão, queda de 3,3% em um ano.

A Gol anunciou alguns de seus dados do mês de abril. As vendas diárias cresceram 75% ante março, com a empresa operando voos para 67 destinos, com aproximadamente 200 voos diários em dias de pico. A receita bruta consolidada da aérea foi de aproximadamente R$ 250 milhões em abril e a taxa de ocupação média de 83%.

Atenção ainda para a Vale, depois que o preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, despencou 12,11% nesta sexta-feira, a US$ 208,79 a tonelada. A queda acontece por relatos de que a China estaria se esforçando para conter os preços do insumo.

 

Agenda Econômica

A sexta-feira tem uma agenda mais esvaziada em termos de indicadores macroeconômicos. Destaque para um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontando que a indústria de transformação importou 42,8% mais bens de capital em abril de 2021 ante abril de 2020, com influência das plataformas de petróleo. Se excluídas as plataformas, ainda houve crescimento de 28,9%.

Fonte: Eleven