Perguntamos aos gestores qual o candidato que vencerá as eleições norte-americanas, quais os possíveis impactos no mercado e como os fundos estão posicionados para esses movimentos. Como sugestão, encaminhamos uma pesquisa feita com alguns clientes institucionais e pessoas físicas. O resultado da pesquisa mostra uma discrepância de expectativas e, nesse sentido, perguntamos como enxergam suas posições em relação ao consenso de mercado: uma posição consensual ou contra senso? Os preços já refletem de alguma forma esta posição?

As respostas mostram uma leve incerteza sobre o vencedor presidencial, mas a maior dúvida é se teremos um congresso democrata ou dividido, que é o resultado mais difícil de se prever no momento. Sobre o novo presidente, a maioria das respostas apontam a possível vitória do Biden, e que essa vitória não seria ruim, pois esse cenário levaria a uma intensificação dos estímulos fiscais e de infraestrutura, dólar, enfraquecendo globalmente e emergentes perfomando melhor devido à diminuição das tensões comerciais com a Europa, Ásia e Oriente Médio. No cenário americano, as expectativas, segundo as respostas, serão para as empresas do setor cíclico, small caps, industrial e ESG.

As gestoras não têm posições relevantes para o evento, mas acreditam que qualquer candidato vencedor representa uma desvalorização (forte ou fraca) da moeda e, por isso, podem apresentar alguma estratégia vendida em dólar.

Fundos com foco em BRICs se beneficiariam com uma vitória democrata que provavelmente abriria caminho para uma trégua ou mais suavidade na relação entre China e EUA, o que seria benéfico para retomada da atividade econômica nos países emergentes e aumento das exportações de commodities no mercado global.

Eventos como as eleições trazem aumento da volatilidade dos mercados e esse ambiente tende a beneficiar as estratégias quantitativas presentes em alguns fundos, que utilizam algoritmos independentes de opiniões políticas e/ou econômicas. Ainda sobre volatilidade, as gestoras aproveitaram para especificar um aumento de posições compradas em Bolsa nacional, citando sobretudo setores  de transportes, energia, bancos e saúde.

Gestoras:
  1. Mapfre Investimentos
  2. Gauss Capital
  3. Chess Capital
  4. FCL Capital
  5. Set Investimentos
  6. Kadima Asset Management
  7. Indie Capital
  8. AC2 Investimentos
  9. Novus Capital
  10. Safra Asset Management
  11. HIX CAPITAL
  12. BV Asset
  13. JGP
  14. Grou Capital
  15. AZ Quest Investimentos
  16. BlueLine Asset Management
  17. Asset1 Investimentos
  18. Butiá Investimentos
  19. Garde Asset Management
  20. Bresser Asset Management
  21. ARX Investimentos
  22. Forpus Capital
  23. NEO Investimentos
  24. GEO Capital
  25. Fundamenta Investimentos
  26. BB Gestão de Recursos DTVM
  27. Octante Capital
  28. Quantitas Asset Management
  29. Bradesco Asset
  30. Vokin
  31. Inter Asset
  1. Mapfre Investimentos

Em nossa visão Joe Biden será o vencedor. Caso o cenário “Blue Wave” prevaleça, a tendência é de uma maior volatilidade em renda variável no mercado americano até que haja uma perspectiva mais clara das medidas tributárias que poderão ser adotadas pelos democratas. Por outro lado, esse cenário pode vir a favorecer o fluxo de capitais para mercados emergentes, com a possibilidade de um maior alívio nas tensões comerciais. Um exemplo disso seria a possível suavização do movimento sofrido pelo setor siderúrgico brasileiro, devido à postura mais dura dos EUA em relação a outros países.

A posição dos nossos fundos está mais inclinada ao consenso de mercado e, nos atuais fatores de risco que estamos posicionados, estaria com uma visão neutra. No entanto, acreditamos que esse cenário não está totalmente precificado e, caso se concretize, a tendência do movimento será positiva.

 

  1. Gauss Capital

Biden é o favorito. Nossa visão é que os impactos no mercado dependem do resultado no Senado.

Acreditamos que o melhor resultado (que levaria a alta das Bolsas, dólar fraco e emergentes performando melhor) é uma vitória do Biden com Senado Republicano.

Caso o Senado seja Democrata, vemos juros americanos subindo, especialmente o juros mais longos, num cenário ainda benigno para apetite a risco, dado que ainda existe uma preocupação de que o resultado seja contestado.

No entanto, um “blue sweep” (democratas assumindo inclusive o Senado) deve causar dólar mais forte globalmente por conta de juros mais altos e impulso de crescimento via fiscal expansionista.

Nossa leitura é de que, em setembro, os mercados passaram por um deleverage (redução de risco) e o posicionamento técnico para o evento eleitoral é menor.

O fundo adota um posicionamento cautelosamente otimista (25/25/25/25) há meses, independente das eleições. Em nossos cenários, acreditamos que o Gauss terá melhor resultado caso Biden vença com um Senado seguindo Republicano.

A vitória do Biden está muito bem precificada, mas ainda não há consenso com relação à disputa pelo Senado.

 

  1. Chess Capital

Candidato vencedor: Trump

Senado: GOP

Câmara: DEM

Não achamos que vá haver contestação judicial. Resultado será conhecido na madrugada do dia da eleição mesmo.

Mercado terá tendência de continuidade. Índices acionários seguirão tendência de alta (sem grandes movimentos). Juros da mesma forma, devem se manter baixos, sem grandes oscilações, devido, principalmente, à política continuada do FED.

Dólar pode se desvalorizar um pouco, principalmente pelo deficit (gêmeo) grande dos EUA. Acreditamos que se Biden ganhar, o dólar pode desvalorizar muito mais.

Como vislumbramos uma continuidade do movimento atual, não temos posições específicas para o evento. Seguimos vendidos em dólar, acreditando que qualquer um dos candidatos como vencedor representa uma força para a desvalorização (de certa forma, o short USDBRL é contra o consenso).

 

  1. FCL Capital

Acreditamos que o candidato Biden tem pouco mais de 50% de chances de chegar à vitória e acreditamos que tal acontecimento seria positivo para nossos fundos, uma vez que somos especializados em BRICs e como posições em empresas chinesas são parte importante de nosso FCL Opportunities e uma vitória democrata provavelmente abrirá caminho para uma trégua na relação entre os dois países, tal evento seria positivo.

No geral, continuamos com portfólio underweight em EUA, abaixo do histórico do fundo e overweight em Europa (especialmente empresas de luxo e consumo), China e Brasil.

 

  1. Set Investimentos

A eleição presidencial dos Estados Unidos, em novembro, é fator de grande volatilidade para os mercados. A principal economia mundial e de maior relevância política e militar é capaz de influenciar as Bolsas mundiais. Acreditamos em um resultado apertado nas urnas. Nossa visão, como uma gestora de Value Investing, é que não conseguimos prever o futuro no curto prazo, mas sim entender os fundamentos das empresas no longo prazo. Buscamos nos posicionar em ativos que possam prosperar em cenários independentes ao partido eleito. Enxergamos o país como uma democracia madura e instituições sólidas e resilientes a efeitos catastróficos nos mercados com a eleição de Biden ou de Trump.

Nossa posição é neutra em relação às oscilações de curto prazo. Buscamos manter uma carteira diversificada e que não seja dependente de política específica de governo. Acreditamos que os preços atuais não refletem o potencial de geração de caixa de médio e longo prazos de nossos ativos.

 

  1. Kadima Asset Management

A equipe de gestão da Kadima não possui como especialidade traçar cenários econômicos e políticos. Em função disso, durante o processo de desenvolvimento e seleção dos algoritmos que utilizamos na gestão de nossos fundos, buscamos aqueles que consigam gerar retorno de longo prazo consistente com o risco assumido. Faz parte desse processo a busca pela minimização de perdas em períodos de menor aderência dos modelos, isto é, durante os cenários de mercado desfavoráveis em relação aos drivers de performance das estratégias que compõem o portfólio dos fundos. Isso significa que buscamos depender o mínimo possível de cenários diversos nos mercados operados, ainda que evidentemente existam momentos melhores e piores para cada uma das estratégias.

Independente do candidato vencedor, eventos dessa natureza costumam ser responsáveis pelo aumento da volatilidade dos mercados. Do ponto de vista histórico, esse ambiente tende a beneficiar as estratégias quantitativas, como a presentes em nossos fundos.

As posições dos fundos geridos pela Kadima são determinadas por meio de algoritmos. Essa tecnologia pode fazer alocações compradas e vendidas, que mudam dinamicamente conforme as condições de mercado e de forma independente às opiniões políticas e/ou econômicas da equipe de gestão. Conforme destacamos, historicamente nossos fundos apresentaram melhor desempenho em cenários de elevada volatilidade.

 

  1. Indie Capital

Setembro foi marcado pelo aumento da aversão a risco nos mercados em função de uma possível segunda onda de casos de covid-19 no mundo e da aproximação da eleição norte-americana. No âmbito local, as incertezas sobre o cenário fiscal se agravaram, especialmente sobre o cumprimento do teto de gastos em 2021, após o governo sugerir medidas heterodoxas para financiar seu novo programa de transferência de renda.

Aproveitamos algumas oportunidades de investimento que a alta volatilidade da Bolsa nos abriu e aumentamos nossa posição comprada, sobretudo nos setores de transportes, energia, bancos e saúde.

Diante de tantas incertezas de ordem política local e nos EUA e sobre a pandemia, seguimos com uma carteira mais diversificada do que o habitual. Apesar da volatilidade de curto prazo, enxergamos retornos assimétricos e boas oportunidades de investimentos dentro do nosso horizonte de investimento de 24 a 36 meses.

Como já mencionamos anteriormente, somos investidores de empresas de locação de veículos desde 2018. Enxergamos grande potencial de geração de valor no setor em função de: (i) mudança cultural catalisada por maior acessibilidade dos valores de locação e pela redução na fricção no uso de serviços de aluguel; (ii) consolidação do setor pelas empresas líderes; (iii) aplicativos de mobilidade (Uber, Cabify, 99 etc.); e (iv) baixa penetração de frotas no Brasil. Nossa posição em Unidas foi o destaque no mês por conta do anúncio de uma potencial fusão com a Localiza. Seguimos confiantes no potencial de valorização da Unidas. Atualmente, estamos analisando as sinergias potenciais da operação e como será o comportamento do regulador. As maiores contribuições negativas no mês vieram dos setores de logística, e-commerce e saúde.

Aprofundamos os estudos sobre ESG, avançando com a discussão e análise dos aspectos ambientais e sociais em nossas investidas. O processo é complexo pela escassez de informações e falta de uniformidade. Estamos avançando de forma estruturada nessa frente e o resultado preliminar é encorajador. Percebemos que essa visão mais ampla das empresas nos ajuda a compreender melhor seus modelos de negócios e as matrizes de risco de cada companhia.

Nosso portfólio continua com alta exposição a empresas com modelos de negócios e estratégia empresarial capaz de: (i) aproveitar a aceleração da digitalização para criar e consolidar novas vantagens competitivas, como são os casos dos investimentos em Via Varejo, Banco BTG Pactual, Natura e Locaweb; e (ii) aproveitar da crise econômica para se posicionar como player consolidador em seu setor de atuação, casos de Unidas e Intermédica, por exemplo.

 

  1. AC2 Investimentos

Pesquisas e demais indicadores indicam uma vantagem razoável para o candidato democrata, mas uma lição que aprendemos ao longo das últimas eleições é que o resultado das urnas pode surpreender. A eleição ainda está aberta, mas traçamos cenários do que podemos esperar no mandato do próximo presidente.

Se a vitória for de Donald Trump, já sabemos que podemos esperar a continuação da política de incentivo tributário às empresas e a continuação da guerra fria com a China, trazendo volatilidade aos mercados.

No entanto, se a vitória for do candidato democrata Joe Biden, são incertas as medidas a serem tomadas, principalmente o quanto o aumento de impostos pode afetar o lucro das empresas, que, no longo prazo, é o grande driver de crescimento das Bolsas.

Por tudo isso, atualmente, estamos neutros em Estados Unidos no curto prazo. Porém, no longo prazo, somos otimistas com o desempenho da Bolsa americana.

 

  1. Novus Capital

No nosso cenário base que norteia a construção das nossas teses de investimento, acreditamos que o Joe Biden vencerá a eleição, o que, na nossa visão, favorecerá o comportamento dos ativos de risco.

Estamos comprados em Bolsa por entendemos que o candidato democrata irá intensificar os estímulos fiscais, o que aumenta consideravelmente o tamanho do socorro, caso o partido vença também as eleições legislativas. Além disso, outro ponto importante é a diminuição das tensões comerciais com a Europa, Ásia e Oriente Médio, o que acreditamos ser benéfico para retomada da atividade econômica nos países emergentes. Possuímos também uma posição vendida em dólar contra uma cesta de moedas, por entendermos que caso esse cenário se confirme, caminharemos para um ambiente de dólar fraco globalmente.

A possibilidade de vitória do candidato democrata começou a fazer preço desde o primeiro debate entre Trump e Biden, no qual o candidato democrata saiu vitorioso.

Entendemos que nossas posições ainda têm upside. Apenas complementando, estamos carregando uma proteção comprado em call de USD / CNH.

 

  1. Safra Asset Management

Nosso cenário-base é de vitória do Joe Biden nas eleições nos EUA.

As posições dos fundos são consensuais, sendo que, atualmente, o fundo quantitativo possui uma exposição um pouco maior em ativos internacionais. Acreditamos que os preços dos ativos no mercado já refletem a posição.

 

  1. HIX CAPITAL

Nós somos uma gestora de ações com análise fundamentalista. Portanto, não somos especialistas em opiniões macroeconômicas.

Sobre as posições do nosso fundo, elas são todas CONSENSUAIS.

 

  1. BV Asset

Na nossa visão, o candidato democrata Joe Biden vencerá as eleições americanas.

Sobre o impacto nos mercados, acreditamos que será positivo, principalmente para os países emergentes em função da distensão da guerra comercial iniciada durante o governo Trump. Além disso, também achamos possível que os democratas assumam o controle das duas casas, o que facilitaria a aprovação de um pacote de investimentos em infraestrutura, o que também seria positivo para emergentes. O pior cenário para o mercado seria, ao nosso ver, uma judicialização do resultado eleitoral.

Nossos fundos estão predominantemente com posições otimistas, porém em pequenos volumes. Com as pesquisas indicando um aumento da probabilidade da eleição de Biden, acreditamos que os preços não mudariam muito no curto prazo.

 

  1. JGP

Hoje, as probabilidades apontam para um cenário onde o vencedor será o Biden. Nossos fundos multimercados seguem um modelo multigestor, de modo que o portfólio como um todo não possui posicionamento relevante para o cenário. Há alguns setores da economia (energia limpa, por exemplo) que devem obter uma performance melhor caso haja a troca de presidente. Porém, vale notar que a eleição do Senado é quase tão importante quanto a da presidência.

Atualmente, já há um consenso que o Biden será o ganhador. Dessa maneira, os preços já deveriam refletir em boa medida isso.

 

  1. Grou Capital

Acreditamos que o resultado da eleição presidencial americana será muito apertado e possivelmente decidido de acordo com os resultados em quatro estados, Pensilvânia, Michigan, Wisconsin e Flórida. Adicionalmente, notamos que o posicionamento recente do mercado é favorável à candidatura Joe Biden, primordialmente pela sinalização de um pacote fiscal robusto comparado ao proposto pela administração Donald Trump. Outro aspecto a ser levado em consideração será o domínio Democrata ou Republicano nas duas casas do Congresso americano. Recentemente, aumentarão as chances de domínio amplo dos democratas, controlando a presidência, Câmara e Senado. Esse cenário possibilita a aprovação rápida de pacotes emergenciais, porém impõe dúvidas razoáveis sobre os futuros aumentos de impostos. O cenário mais adverso seria um resultado contestado, algo que se arraste até o início do próximo ano, provavelmente devido à quantidade de votos enviados pelo correio.

Temos dificuldade em acreditar que as pesquisas atuais conseguiram corrigir todas as distorções vistas na eleição de 2016 e, por esse motivo, acreditamos que a reeleição de Donald Trump segue como o cenário mais provável. Embora nosso cenário considere que o mercado atribui maior probabilidade de eleição a Joe Biden, e tem performado positivamente em função disso, não acreditamos que uma eventual reeleição de Donald Trump motive correções significativas nos mercados. Essa opinião se baseia em um cenário de possível encaminhamento de um novo pacote emergencial, cuja negociação tem sido dificultada na câmara. Nossos fundos não possuem posições baseadas em fatores macroeconômicos, portanto não temos posições específicas para esse evento.

Acreditamos que nossa opinião (e não posição) é contrassenso no mercado, uma vez que os preços refletem maior probabilidade de eleição de Joe Bidden.

 

  1. AZ Quest Investimentos

Hoje o cenário mais provável é de vitória do democrata Joe Biden. Ele tem mostrado vantagem firme em relação ao presidente Trump nas pesquisas abertas e, mesmo quando considera-se o erro das pesquisas nas vésperas da eleição de 2016 nos estados-chaves, chega-se à vitória de Biden no cômputo dos colégios eleitorais.

A agenda de Joe Biden contempla um forte estímulo fiscal, que deve ser a prioridade do governo na entrada do próximo ano. O programa também antecipa aumento de impostos PJ e PF de faixas elevadas de renda, mas entendemos que é mais provável que a expansão dos gastos anteceda a tentativa de aprovação de reversão de parte dos cortes de impostos do governo Trump. Dessa forma, o impulso para o horizonte relevante deve ser positivo para crescimento econômico, o que combina com um ambiente ainda favorável para ativos de risco e, em especial, para o S&P 500.

O presidente Trump tem declarado que não aceitará uma eleição decidida por votos por correio e, como devemos observar aumento substancial do percentual de votos por correio, existe o risco de contestação do resultado da eleição em estados com resultado por margem apertada. O possível período de contestação é de maior incerteza e deve combinar com elevada volatilidade dos preços dos ativos de risco.

Considerando o cenário descrito, nosso posicionamento segue comprado em Bolsa americana, que ainda pode subir.

 

 

  1. BlueLine Asset Management

Acreditamos que as eleições nos EUA se encaminham para uma vitória democrata, e que não necessariamente teremos um resultado dúbio, como ocorreu no ano 2000 entre Bush e Gore. As últimas pesquisas mostram o candidato democrata com uma vantagem significativa e que vem se ampliando na margem. No mercado americano, esse cenário favorece empresas do setor cíclico, tais como infraestrutura, home building, small caps, industrials, ESG. Além desse fator local nos EUA, a Ásia também se coloca como região beneficiária de uma eventual vitória de Biden, tanto do ponto de vista de moedas como em ações. Isto é derivado de uma leitura que o fator geopolítico estará em uma situação bem mais razoável com Biden do que com Trump. Os efeitos nocivos do Trade War observados desde 2018, com o governo americano em intenso e constante embate contra a China, tendem a diminuir, e isso trará benefícios para o comercio internacional, com impactos positivos para mercados emergentes, especialmente para países que estejam bem posicionados em termos macroeconômicos, notadamente aqueles mais ligados à China. Nosso portfólio, portanto, continua com essa orientação mais global, tendo em vista as dificuldades enfrentadas no Brasil, principalmente no campo fiscal.

Com o aumento de Biden nas pesquisas, nosso posicionamento mais alinhado com a vitória democrata tem se tornado mais consensual e isso tem se refletido nos preços de alguns setores da economia americana, mas também em ativos asiáticos, principalmente nas taxas de câmbio de moedas daquela região contra o dólar americano.

 

  1. Asset1 Investimentos

Acreditamos que o Joe Biden será o vencedor da eleição, obtendo também a maioria no congresso. Na nossa opinião, esse cenário será positivo no curto prazo para os mercados, uma vez que será mais fácil a aprovação de um novo pacote fiscal de estímulo para a economia norte-americana, além de uma redução das tensões com a China. No entanto, vemos ainda bastante incerteza no horizonte, como o risco de uma contestação na justiça, caso o resultado da eleição seja muito apertado pelos eleitores e pelo partido Republicano ou então uma vitória mais ampla por parte dos Democratas abriria espaço para que eles implementarem amplamente sua plataforma de governo que inclui, entre outros pontos, um aumento de impostos.

O nosso Fundo A1 Hedge tem posições táticas para operar nesse cenário com suas incertezas e assimetrias por meio de moedas emergentes principalmente.

 

  1. Butiá Investimentos

Em nossa visão, dadas as pesquisas já realizadas e a larga vantagem democrata, acreditamos que Joe Biden ganhará a eleição. Também com base nas pesquisas, acreditamos que os Democratas consigam maioria no Senado, embora esse resultado seja o mais difícil de se prever até o momento. Caso não haja acordo para um novo pacote de estímulos até a eleição, acreditamos que o cenário no qual Joe Biden obtém a maioria e o Partido Democrata consegue vantagem na Câmara e no Senado será entendido pelo mercado como a possibilidade de aprovação de pacote ainda maior de sustentação do emprego e da renda, o que será negativo para DXY e positivo para S&P 500. No geral, a dinâmica deveria favorecer USDBRL e IBOV, no entanto, o Brasil estará em meio ao resultado eleitoral e com foco no PLOA 2021, o que deve potencializar esse resultado.

Isso deverá ser conhecido em poucos dias, embora deva ocorrer judicialização do processo, o que levaria mais algumas semanas para a definição. Contudo, mesmo um governo Biden deverá manter políticas protecionistas e a constante divergência com a China, algo que se assemelharia à política de Trump, porém com mais suavidade no tratamento institucional.

Nossos fundos estão com menor exposição ao risco externo do que tiveram nos últimos dois meses, visto que a possível valorização no pós-eleição pode ter vida curta, dadas as incertezas que permeiam o processo e as dificuldades que serão enfrentadas adiante. Assim, buscaremos captar um possível efeito positivo através de posições mais táticas.

 

  1. Garde Asset Management

Tradicionalmente é muito difícil fazer previsões sobre as eleições nos EUA, pois o processo eleitoral é bem diferente do Brasil, não é a maioria simples de eleitores quem irá eleger o candidato, mas sim os distritos eleitorais e isso dificulta relacionarmos as pesquisas eleitorais de âmbito nacional de intenção de votos e o resultado final.

As pesquisas de média nacional indicam uma tendência favorável para o Joe Biden com uma vantagem relevante em favor do candidato Donald Trump.

Olhamos com mais detalhes os swings states (Flórida, Pensilvânia, Wisconsin, Michigan e Carolina do Norte – estados com grande chance de setem tipping points, em geral com numerosos Colégios Eleitorais) e também vemos um favoritismo com Biden.

Portanto, acreditamos que Joe Biden deve ser o vencedor e isso já está parcialmente precificado pelo mercado.

A questão que se coloca é se teremos um Congresso Democrata (Blue Wave) ou dividido (House Democrata e Senado Republicano).

Agenda democrata não é uma agenda pró-mercado, pois traria aumento de tributação em empresas e indivíduos de alta renda, aumento de regulação, expansão de gastos com saúde e políticas anti-trust com relação as grandes empresas de tecnologia. Tudo isso tem sido balanceado por uma política menos conflituosa em comercio exterior e forte expansão fiscal.

No curto prazo, o mercado parece favorecer a postura de expansão fiscal como apoio a recuperação econômica, e relevando os déficits fiscais explosivos e o forte crescimento da dívida pública.

Nesse sentido, temos posições que se beneficiam deste cenário:

– Enfraquecimento do USD, principalmente em relação a moedas asiáticas;

– Fortalecimento de Bolsas emergentes (foco na Bolsa brasileira);

– Posição comprada em commodites metálicas (levando em consideração um maior investimento em Infraestrutura; aumento da liquidez global via expansão fiscal);

– Posição tomada em Treasury de 30 anos em função do forte aumento da dívida pública americana e consequente maior necessidade de financiamento do Governo americano.

Há certo consenso sobre a vitória Biden, as dúvidas persistem sobre composição do Congresso e eventual contestação do resultado das eleições.

Em caso de vitória Trump, deve haver fortalecimento do USD e não descartamos alta na Bolsa americana.

 

  1. Bresser Asset Management

Na nossa visão, acreditamos ser mais provável a vitória do Biden e entendemos que será bom para os Estados Unidos e positivo para o Brasil.

Um presidente com liderança e equilíbrio e que percebe a importância do Brasil. Avaliamos que será positivo para os mercados.

 

  1. ARX Investimentos

Por ora, acreditamos que Biden vencerá as eleições e o Senado terminará democrata. No entanto, na margem, a diferença entre os candidatos nos principais swing states tem diminuído.

A despeito de propostas de taxação e regulação, o mercado deve focar no efeito estimulativo do aumento de gastos no próximo ano, uma outra agenda democrata. Esse fator parece resultar num “net” positivo para o mercado. Além disso, a política externa deve ser mais linear, o que também tende a beneficiar os ativos de risco.

Acreditamos que o pior cenário para a eleição americana é a possibilidade de uma vitória apertada, o que levaria a judicialização. Em nossa opinião, esse risco não está preficiado adequadamente, o que recomenda posições mais defensivas no período.

 

  1. Forpus Capital

Trump vencerá.

Acreditamos que o mercado sofrerá inicialmente, pois os estímulos que Biden prometeu estão ajudando muito o mercado. Estamos com baixa exposição pois apesar de acreditarmos na vitória de Trump o cenário está 50/50.

Ademais a apuração e resultado tendem a ser extremamente conturbados, inclusive podendo haver demora para anúncio do vencedor.

Estamos, na verdade, com baixíssima exposição. Nosso maior receio é que há uma chance muito grande do Senado se tornar Democrata, isso seria o grande problema, pois se Trump ganha, nada passa e, se Biden ganha, tudo passa. A está nosso maior receio.

 

23.NEO Investimentos

Acreditamos que, diferentemente de 2016, as pesquisas e principais previsões baseadas em modelos estatísticos (FiveThirtyEight, The Economist com pesquisadores de Columbia) irão se confirmar e o candidato Democrata será eleito. Tanto essas pesquisas e modelos “aprenderam” com os erros de 2016, quanto a vantagem que Biden tem sobre Trump nos estados que definirão o Colégio Eleitoral é, nesse ponto, maior que a que havia sido conquistada por Clinton em 2016.

 

Quanto aos impactos no mercado, de imediato desaparecerá uma fonte de incerteza, que é a própria eleição. Com a definição da presidência e do congresso, o mercado pode se concentrar em um cenário central e reprecificar os ativos de acordo, eliminando o peso do cenário alternativo e a eventual necessidade de compra de proteção. A presidência de Biden, caso materializada, também deve diminuir o nível geral de ruído diário – provavelmente não haverá o risco, por exemplo, do mercado despertar com uma mensagem do presidente no Twitter sinalizando mudança de política ou ameaçando países, setores e companhias. Passada a eleição, também é provável que Executivo e Congresso voltem a trabalhar em um acordo para um novo pacote fiscal. O tamanho desse pacote e a probabilidade de outras mudanças em política econômica (taxação, investimento em infraestrutura, transição para economia verde, etc.) dependerá do resultado das eleições no Congresso: no cenário mais provável de “onda azul”, com Democratas controlando Senado e Câmara, além da presidência, essa agenda pode ser implementada mais rapidamente e deverá ser incorporada nos preços de mercado.

Por fim, talvez a implicação mais importante para mercados emergentes seja sobre o que as eleições representarão para o valor do dólar americano. Entre departamentos de pesquisa econômica de grandes bancos, há um certo consenso de que o dólar deve se enfraquecer qualquer que seja o resultado – mais com Biden e política fiscal mais frouxa, menos com Trump e dificuldade de avançar com mudanças no Congresso. Previsões de enfraquecimento geral do dólar, porém, têm sido frustradas há alguns anos, e é possível também imaginar um cenário em que uma nova administração consiga retomar o diferencial de crescimento do PIB a favor dos EUA contra o resto do mundo desenvolvido, atraindo mais capitais e mantendo o dólar relativamente forte. Essa parece que será uma história contada de trás pra frente, adequando o movimento do mercado pós-fato a uma dessas narrativas.

Os nossos fundos não possuem neste momento posições relevantes que dependam especificamente do resultado da eleição americana.

As posições que temos não estão no dólar americano em taxas de juros, mas compradas em moedas de países desenvolvidos cujas economias tenham maior dependência da exportação de commodities e vendidas em moedas de países desenvolvidos que não têm essa dependência. Essas posições terão melhor resultado quanto mais ampla for a vitória democrata. O preço das mesmas pouco refletiu a maior expectativa de uma vitória democrata que vem sendo observada nas últimas semanas.

 

  1. GEO Capital

As pesquisas apontam uma vantagem de Biden sobre Trump em função da vantagem que o candidato democrata tem nos swing states. Por outro lado, tal vantagem em alguns dos estados é relativamente pequena e, como o candidato que vencer o estado ganha todos os votos da região, existe uma probabilidade considerável de que Trump ganhe a eleição. Vale lembrar que, em 2016, o então candidato também estava atrás nas intenções de voto, mas acabou vencendo em estados-chaves e revertendo o resultado.

O impacto no mercado não depende apenas do resultado da corrida presidencial, mas também da composição do legislativo, que também tem um cenário incerto principalmente no Senado, que atualmente tem maioria republicana. Na House of Represenatives, existe uma probabilidade maior da maioria democrata se manter.

A composição do Legislativo é um componente importante porque influencia na probabilidade de as propostas do Executivo serem implementadas. Em um cenário onde ocorre um full sweep democrata (o presidente é democrata e ambas as casas têm maioria democrata), a probabilidade das propostas apresentadas pelo Biden serem implementadas aumentam consideravelmente. Dentre elas, algumas têm impactos mais abrangentes, como uma potencial alteração da tributação das empresas e outras são mais especificas como o direcionamento de investimentos para infraestrutura e energia limpa. Por esse motivo, avaliamos os potenciais impactos para cada uma das empresas que cobrimos, pois entendemos que os impactos são diferentes para cada uma delas.

Não temos um call direcional no resultado das eleições. Entendemos que diversos cenários podem se materializar e procuramos refletir o impacto desses diversos cenários na nossa visão de longo prazo de cada uma das empresas. Além disso, trabalhamos com probabilidades de diversos cenários se materializarem e ponderamos os impactos pelas probabilidades para então tomarmos as decisões de alocação de capital.

 

  1. Fundamenta Investimentos

Biden deverá ganhar a eleição americana. Os mercados já estão precificando parte desse favoritismo. O dólar está se depreciando em relação às principais moedas e as Bolsas andaram subindo, pois, a maior preocupação é se a eleição será questionada. Como Biden está com boa vantagem, esse risco diminuiu.

O Fundamenta Seleção Multimercado está preparado para eleição com uma carteira bem diversificada e com o que consideramos os melhores fundos do Brasil.

O perfil do nosso fundo sempre tem uma maioria consensual, porém com estratégias diferentes e descorrelacionadas, preparada para qualquer cenário.

 

  1. BB Gestão de Recursos DTVM

Cenário base é vitória de J. Biden. Esperamos impacto positivo nos mercados, favorecendo ativos emergentes, especialmente asiáticos. Fundos estão moderadamente pró-risco, esperando alguma rotação de ativos defensivos/growth para ciclicos/value.

Acreditamos que um consenso está em formação: que uma onda democrata não será ruim para os mercados acionários americanos, apesar da expectativa de aumento dos impostos sobre as empresas. Um grande pacote fiscal e a queda da incerteza das relações comerciais ao redor do mundo devem favorecer o apetite ao risco.

Por seu turno, a expectativa de rotação entre ativos/estilos de investimento parece menos consensual.

  1. Octante Capital

Segundo as pesquisas mais recentes, vemos uma provável vitória de Biden nas eleições de novembro. O novo governo deve ter propensão a implementar políticas fiscais mais flexíveis, sobretudo caso o partido conquiste também uma maioria no Senado. Esperamos ver um aumento de gastos do governo em saúde e em infraestrutura no geral, financiado por maiores impostos em empresas e grandes fortunas. É possível que em um primeiro momento o mercado acionário tenha um pequeno ajuste de preços, mas, no longo prazo, uma política fiscal mais expansionista deve colaborar para uma retomada mais vigorosa da economia real, favorecer um dólar mais fraco globalmente e uma curva de juro americano mais alta e inclinada.

A posição dos nossos fundos é consensual, apostando em uma vitória mais provável de Biden e possivelmente com maioria Democrata no Senado. Vemos que esse cenário seria favorável à recuperação mais vigorosa da atividade econômica americana no médio e longo prazos, implicando em um ambiente mais favorável aos mercados emergentes.

Uma vez que a vitória do Biden virou consenso de mercado, os preços dos ativos financeiros já refletem, de certa forma, esse cenário. Entretanto, sua vitória está mais bem precificada principalmente no mercado acionário americano, e relativamente menos no mercado de renda fixa internacional de emissores da América Latina.

 

  1. Quantitas Asset Management

Acreditamos que o candidato democrata, Joe Biden, vencerá as eleições. A probabilidade que estamos trabalhando é de vitória democrata em 80%. Os fatores que dão lastro ao call são muito consistentes:

(i)                As pesquisas desse ano dão bastante vantagem ao candidato. Mesmo quando você exclui os swing states, ainda assim, Biden já possui mais de 270 delegados a seu favor. Quando você incorpora todo o erro cometido pelas pesquisas em 2016 aos números desse ano, ainda assim, Joe Biden se mantém bastante à frente, precisando apenas confirmar vitória na Pensilvânia ou Flórida para vencer o pleito com folga;

(ii)                O número de eleitores que vão às urnas é muito maior esse ano do que o normal. A demografia dos eleitores mostra que dois grupos tipicamente democratas (jovens e negros) devem participar muito mais das eleições, o que deve melhorar a performance do candidato do partido;

(iii)               Financeiramente, Biden possui muito mais recursos para lhe manter em evidência na reta final das eleições, em particular nos swing states;

(iv)               Pesquisa da Gallup sugere que a importância de temas econômicos nessas eleições será muito menor do que usualmente é. Como Trump é visto pela maioria dos americanos como o mais indicado para as questões econômicas, a perda de relevância nessa questão enfraquece o discurso do atual presidente;

(v)                A recessão do primeiro semestre, embora exógena às decisões do governo federal, coloca um vetor negativo à campanha do candidato Republicano.

 

IMPACTOS DE MERCADO

Moedas: a provável deterioração das contas públicas derivada do aumento de gastos de Biden, aliada ao déficit em conta-corrente americano, deve favorecer a desvalorização da moeda americana perante o resto do mundo. Juntando o arcabouço macroeconômico com a postura mais multilateral e previsível na política externa de Biden vis-à-vis Trump, acreditamos que o fluxo de recursos deve aumentar sobretudo para países emergentes e/ou com superávit com conta-corrente. Essa postura mais pró-comércio e uma política externa menos beligerante devem impulsionar o crescimento global, o que seria positivo para commodities e, consequentemente, para moedas dos países exportadores de commodities.

Juros: o aumento do gasto público e uma suposta adoção de um framework macro mais próximo ao que hoje se chama MMT (Modern monetary theory) deve pressionar para cima a taxa de juros longa, enquanto que a parte curta sofre mais influência da política monetária extremamente dove do FED. Isso deve aumentar bastante a inclinação da curva de juros americana.

Bolsa: os impactos são mais dúbios. Por um lado, você tem na plataforma de Biden uma reversão de parte dos impostos reduzidos por Trump, o que deveria reduzir o EPS das empresas e, consequentemente, gerar um ajuste para baixo da Bolsa de aproximadamente entre 5% e 7%. Por outro lado, as promessas de investimento em infraestrutura e economia verde devem impulsionar o crescimento de alguns setores da economia, o que favoreceria uma parte da Bolsa. Por isso, acreditamos ser o mercado com respostas menos diretas derivados do resultado eleitoral.

POSICIONAMENTO DOS FUNDOS

– Dólar: Posição pequena vendida em Dólar vs Real;

– Ouro: posição pequena comprada;

– Tx 10 anos EUA: posição pequena comprada;

– Bolsa Brasil: Posição moderada comprada;

– Juros Brasil: sem posições direcionais, porém com posições de valor relativo ao longo da curva;

– Inflação Implícita: posição moderada comprada.

Entendemos que nosso posicionamento está equilibrado, mas mais próximo ao consenso do que contra o consenso. Acreditamos que os preços já refletem em grande medida esta posição.

29.Bradesco Asset

O cenário é muito incerto para se fazer qualquer prognóstico sobre o resultado da eleição presidencial americana, principalmente quando relembramos a diferença entre as pesquisas e o resultado das últimas eleições nos Estados Unidos, em 2016. Naquela ocasião, a maioria das pesquisas apresentava uma vitória de Hillary Clinton, porém foi o candidato Donald Trump que entrou na Casa Branca.

Pesquisas indicam uma vantagem para o Biden, entretanto, é importante lembrar que desta vez ambos os candidatos são bastante conhecidos no mercado: o atual presidente e o último vice-presidente. Isso traz mais tranquilidade quanto às políticas públicas e econômicas que serão adotadas independentemente de quem sairá vitorioso.

Na nossa visão, o resultado das eleições terá um impacto significativo para o mercado brasileiro. Um grande ponto de atenção após as eleições será sobre a possibilidade de um novo pacote fiscal e em qual montante. A sinalização atual é de possiblidade de um pacote de cerca de US$ 2 trilhões.

Temos uma preferência por alguns setores da economia americana sobre outros dependendo de qual partido ganhe as eleições presidenciais. Por exemplo, achamos que os setores de petróleo e bancário devem ter melhor performance no caso de uma vitória republicana, enquanto os setores de saúde e energia limpa podem se sobressair no caso de uma vitória dos democratas.

Dito isso, ainda não estamos posicionados para nenhuma das possibilidades nos nossos fundos. Acreditamos que haverá tempo suficiente para estruturar nossas posições após a divulgação dos resultados sem um comprometimento significativo da rentabilidade dos fundos.

 

  1. Vokin

Vencerá Trump, com mercados tendendo a refletir menos risco (dada a certeza da eleição) e maior probabilidade de passar novo pacote de ajuda devido ao covid-19.

Nossos Fundos não possuem exposição direta ao mercado americano, entretanto, em função de correlação entre mercados, acreditamos que a carteira do Fundo VOKIN GBV ACONCAGUA tende a performar positivamente com vitória de Trump.

 

  1. Inter Asset

Nós vemos Joe Biden como favorito para vencer as eleições norte-americanas.

Os impactos no mercado dependerão de como será essa vitória no Senado: enquanto os republicanos tendem a manter os impostos num patamar mais baixo com um pacote fiscal menos agressivo, os democratas devem propor mais gastos e uma elevação de impostos, revertendo parcialmente os cortes de tributos feitos pelo presidente Trump.

Não esperamos no curto prazo grandes mudanças dado o perfil moderado do Joe Biden, mas se a vitória dos democratas for com uma grande margem, no médio prazo, eles podem fazer políticas fiscais mais agressivas, o que pode elevar as taxas de juros longas.

Nossos fundos de crédito são menos dinâmicos que os de outras classes, como ações ou macro, portanto o impacto das eleições norte-americanas também é menor.

Os fundos de crédito podem ser afetados apenas numa segunda derivada, caso a curva de juros brasileira tenha grandes mudanças em consequência às mudanças da curva de juros norte-americana.

Nesse sentido, estamos com os fundos com uma posição equilibrada em diferentes indexadores, posicionados para proteger contra o risco fiscal no médio longo prazo.