Diversificar os investimentos vai muito além de apenas aplicar recursos em qualquer tipo de ativo, sem um objetivo específico para ele. Diversificar envolve também compreender os riscos envolvidos em cada investimento e segmento do mercado.

Nesse sentido, são inúmeras as oportunidades no mercado financeiro. Dentro desse leque de diversidade é verdade a velha premissa: o risco tende a ser proporcional ao retorno ofertado.

Nesse sentido, para que um investidor aceite correr certo risco, é importante que, em contrapartida, sejam oferecidas boas vantagens. Dentro dessa realidade, uma boa oportunidade de investimento pode ser encontrada no crédito privado.

Continue a leitura deste texto para compreender melhor como funciona essa modalidade, quais suas características e quando vale a pena aplicar.

O que é crédito privado?

Antes de mais nada, é importante compreender o que é crédito privado. Essa é uma modalidade de investimento existente no mercado financeiro que pode ser útil tanto para investidores quanto para emissores, em diversas situações.

Imagine, por exemplo, que determinada empresa precisa fazer investimentos para conseguir ampliar sua capacidade produtiva, tendo acesso a novas tecnologias ou apostando em uma campanha de marketing estratégica.

Para tornar esse projeto realidade, é necessário despender de certo valor em capital. Nesse sentido, a empresa pode pegar um empréstimo com um banco tradicional, ou então fazer uma operação no mercado de capitais.

Quando ela opta pela segunda opção, quem fornece o capital para ela serão investidores comuns que, em contrapartida, contam com o pagamento de juros sobre o valor, que será equivalente à valorização desse montante ao longo dos anos.

Para que o título, quando emitido, possa chegar até o investidor, é necessário que haja um intermediador para concluir a operação, como bancos de investimentos, corretoras de investimentos, etc.

Dessa forma, em termos práticos, o crédito privado possibilita a emissão de títulos de renda fixa que beneficiam investidores – que buscam rentabilizar capital – e empresas – que buscam capital para tornar possível inovações e projetos em seus empreendimentos.

Isso ocorre por meio da emissão de papéis, que, por sua vez, são ofertados pelas instituições intermediadoras. Geralmente esse tipo de investimento tem a perspectiva de retorno em longo prazo, uma vez que o objetivo das empresas também é focado em horizontes mais longos.

Qual o modelo de investimento do crédito privado?

Um ponto importante é reconhecer o modelo de investimento que se pretende realizar. Basicamente existem dois modelos, renda fixa e renda variável. A seguir explicamos as diferenças e em quais deles o crédito privado se encaixa.

Renda variável

A renda variável apresenta justamente o oposto da renda fixa. Nesse modelo de investimento, o investidor não tem como saber previamente qual será seu retorno.

O principal exemplo de renda variável são as ações negociadas na Bolsa de Valores. Quem opta por esse tipo de aplicação não tem como saber qual será seu retorno exato.

Renda fixa

Já a renda fixa é um modelo de investimento no qual o investidor conta com um cálculo da remuneração previamente definido. Ou seja, antes de fazer a aplicação já é possível saber qual será o retorno previsto.

É importante compreender que as condições de aplicação são previamente estabelecidas. Nesse sentido, desde o início, são acordados, para a maior parte dos títulos dessa modalidade, os prazos, taxas, índices de referência e demais detalhes da negociação.

O crédito privado é um modelo de investimento de renda fixa. Isso significa que o investidor saberá exatamente qual será o retorno de seu investimento, assim como saberá quando isso acontecerá.

Quais os títulos de crédito privado?

Uma das maneiras de investir no crédito da categoria privada é por meio de títulos. Confira a seguir quais são os principais papéis nesse sentido.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por determinadas empresas atuantes nos mais diversos setores.

Quando o investidor aplica em uma debênture, ele fornece uma espécie de empréstimo à companhia que emitiu o título. Dessa forma, ao tornar-se uma espécie de credor da empresa, você financia os projetos dela em troca do recebimento de juros por isso.

Vale lembrar que os modelos mais comuns desse investimento têm cobrança de Imposto de Renda (IR), assim como outras aplicações de renda fixa, como CDB.

Contudo, existem debêntures isentas de IR para pessoas físicas, quando são aplicadas em projetos de infraestrutura, as chamadas incentivadas.

O maior risco desse tipo de investimento está na possibilidade de calote da empresa que emitiu o título. Por isso vale a pena averiguar a classificação dada por agências de risco (rating) sobre a empresa emissora antes de concluir a aplicação no título.

CRI e CRA

Outro modelo de título de crédito privado é o CRI e o CRA. As siglas referem-se, respectivamente ao Certificado de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio.

Nesse modelo de investimento, o investidor compra um determinado fluxo de rendimentos, ou seja, parcelas de financiamentos. É possível receber os retornos periodicamente ou apenas ao vencimento do título.

É importante notar que esse tipo de papel só pode ser emitido por empresas securitizadoras – instituições que não são financeiras, mas, sim, especializadas em “empacotar” créditos em forma de títulos para serem fornecidos a investidores.

Tanto o CRI quanto o CRA são ótimas opções para levantar fundos para empreendimentos e projetos no setor imobiliário e do agronegócio.

Assim como as debêntures incentivadas, esses papéis têm rentabilidade isenta de Imposto de Renda para investidores pessoas físicas.

FIDC

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) pertencem a uma modalidade de investimento cujo objetivo é alcançar rentabilidade a partir de direitos de crédito.

Dessa forma, quem opta por esse tipo de aplicação detém os direitos de receber valores por parte de determinada empresa, como contas a receber, duplicatas e cheques.

As empresas oferecem títulos aos investidores aumentando a liquidez de seu fluxo de caixa. Em contrapartida, no prazo predeterminado, ela faz o pagamento da rentabilidade acordada.

Esse modelo de investimento apresenta Imposto de Renda de acordo com a tabela regressiva. Ao manter investimento por 720 dias ou mais a alíquota chega a 15%.

Quais as vantagens em investir em títulos privados?

Como foi possível notar até aqui, investir no mercado de crédito privado por ser uma boa opção para quem quer obter maiores rentabilidades – visto que há maiores riscos  –, diversificando a carteira de investimento, sem abrir mão da previsibilidade da renda fixa.

A seguir, confira algumas das vantagens desse tipo aplicação.

Risco inferior ao da renda variável

Essa é uma modalidade de aplicação que apresenta um risco menor em comparação com o mercado de renda variável, por exemplo, visto que, no mercado secundário, os preços das ações das empresas sofrem constante oscilação.

Rentabilidade superior em relação a dos demais títulos de renda fixa

Por estarem sujeitos a maiores riscos de inadimplência por parte das empresas emissoras – e ao contrário da maior parte dos títulos emitidos por bancos, como CDBs, que possuem garantia pelo FGC, – os títulos de crédito privado costumam oferecer taxas de retorno mais atrativas.

Quais os riscos do investimento em crédito privado?

Inicialmente, é importante entender quais os riscos que envolvem ativos de renda fixa para poder decidir da melhor forma possível qual a estratégia de investimento adequada.

Além disso, é necessário perder o medo da palavra “risco”. Qualquer investimento financeiro apresenta risco, o que varia é o grau e os motivos que o compõem. Lembre-se que o retorno costuma ser proporcional ao risco.

Nesse sentido, apesar de serem classificados como renda fixa, é válido notar que os títulos de crédito privado apresentam certo risco. Isso ocorre principalmente porque esse tipo de investimento não conta com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Por isso, é necessário levar em conta o potencial de pagamento da empresa que emite os títulos. O indicado é avaliar bem as condições e histórico da companhia, evitando escolhas das quais você possa se arrepender no futuro.

É importante notar também que, em momentos de instabilidade de mercado, ou até mesmo por conta de problemas de gestão, o pagamento dos valores acordados pode ser prejudicado. Por isso, considere os riscos antes de tomar sua decisão.

O que considerar para fazer um bom investimento?

Antes de concluir a aplicação, vale a pena prestar atenção nos riscos apontados acima, além de levar em conta algumas questões, tais como:

  • rentabilidade de cada título;
  • liquidez;
  • vantagens e desvantagens específicas do investimento;
  • seu perfil de investidor;
  • situação atual do mercado.

Qual a importância de contar com uma boa instituição de investimentos?

Para evitar dores de cabeça com seu investimento, é necessário contar com uma instituição financeira, que apresente bom histórico e forneça planos e serviços adequados às suas condições e necessidades.

Nesse sentido, a melhor maneira de investir é por meio de instituições como bancos de investimento. Por isso, procure aquela que, além de ferramentas de investimento simples e eficientes, também forneça materiais e auxílio que ajudem você a aprimorar seus conhecimentos no mundo das finanças.

Investir em crédito privado é uma excelente opção para quem busca diversificar a carteira de investimento e conquistar rendimentos mais atrativos, se compararmos aos demais títulos de renda fixa.

Contudo, como foi possível notar ao longo do texto, antes de realizar a aplicação é necessário averiguar detalhes como liquidez, prazo, rentabilidade e, principalmente, rating da empresa emissora dos títulos.

Além disso, é indispensável que você invista por meio de uma instituição de investimentos que ofereça produtos e serviços adequados às suas necessidades e objetivos. Nesse sentido, o modalmais é a opção certa. Além de oferecermos uma plataforma de investimentos completa, temos também um time especializado para auxiliar você a alocar seus recursos de acordo com seus objetivos!

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