Muitas pessoas, ao ouvirem o termo renda variável, associam os investimentos dessa modalidade a riscos e grandes possibilidades de perda de recursos. Entretanto, com a queda acentuada da taxa de juros, os investimentos de renda fixa passaram a ser desinteressantes do ponto de vista da lucratividade.

Isso fez com que muitas pessoas migrassem para a renda variável, optando pelos mais diversos tipos de investimentos dessa modalidade, tais como: ações de empresas, fundos de investimento imobiliário (FII), mercado futuro, entre outros.

Neste artigo, mostraremos tudo o que você precisa saber sobre a renda variável e suas principais características. Acompanhe-nos nesta leitura!

 

O que é e como funciona a renda variável?

A definição do termo renda variável é muito simples de ser entendida. Basicamente, a rentabilidade das aplicações dessa modalidade, não pode ser dimensionada, e sofre variações de acordo com a oscilação e a volatilidade do mercado.

Por fim, temos um conceito que cria um contraponto aos produtos de renda fixa em que a sua rentabilidade, na maioria dos casos, é definida e conhecida antes mesmo da execução da aplicação.

Esse tipo de característica não é encontrado nos ativos de renda variável, com efeito, alguns investidores consideram essa classe de aplicações como sendo de altíssimo risco e destinada apenas para o perfil arrojado.

Mas ao entender melhor sobre como funciona a renda variável, você verá que esse tipo de pensamento não está totalmente fundamentado.

Um dos motivos para que essa ideia fosse disseminada pode ter sido pelo fato de que, durante muitos anos, a renda fixa proporcionou rentabilidades interessantes — e como elas têm um grau de segurança muito alto, a maioria dos investidores optava em deixar o seu dinheiro nesses títulos.

Entretanto, nos últimos anos, testemunhamos uma queda abrupta da rentabilidade dessas aplicações, e isso vem acontecendo devido aos cortes acentuados que vêm sendo feitos na taxa SELIC em cada uma das reuniões do Copom que ocorreram nos últimos meses. Em junho de 2020, por exemplo, esse percentual da taxa básica de juros chegou a incríveis e históricos 2,25% ao ano.

Consequentemente, muitos investidores passaram a olhar de forma diferente para a renda variável, pois essa seria a única forma de voltar a ter rentabilidades mais interessantes, apesar dos riscos inerentes a essas aplicações.

Ao longo desse artigo, você saberá quais são os investimentos desse segmento, que passaram a chamar a atenção dos investidores nos últimos anos. Continue lendo!

 

Quais são os tipos de investimento em renda variável?

Agora que você já conhece o conceito de renda variável, dedicaremos este tópico inteiro para mostrar os principais produtos que compõem essa classe de investimentos.

 

Ações

Ações podem ser conceituadas como pequenas frações do capital de uma empresa. Nesse sentido, ao adquirir uma ação, você está comprando uma pequena parte de uma companhia, vindo a se tornar sócio dela. Caso a companhia venha a ter lucro, o acionista também o recebe de acordo com sua participação.

Mas existem algumas limitações acerca da tomada de decisões dentro do negócio.

Os papéis (como as ações também são chamadas) são identificados por códigos dentro da Bolsa de Valores. Por exemplo, a Petrobras é negociada sob os códigos PETR3 e PETR4.

As ações podem ser ordinárias (ON), terminadas sob o código 3, e preferenciais (PN), terminadas sob o código 4. No primeiro caso, o investidor que possui esse tipo de ação tem o poder de voto em assembleias, podendo de certo modo, interferir na administração do negócio. É claro que, o peso que esse voto terá, é proporcional à participação do acionista, ou seja, à quantidade de ações que ele detém.

Já as preferenciais (PN) – que, inclusive, costumam ter maior liquidez (são mais fáceis de comprar e vender) – recebem esse nome porque os investidores que as detêm, terão preferência na hora da distribuição dos lucros. Caso a empresa não distribua lucros por três anos consecutivos, os acionistas preferenciais passam a ter direito de voto em assembleia.

As ações são negociadas em mercado fracionário ou de lote padrão. No caso de lote padrão, as ações são negociadas, geralmente, em múltiplos de 100 – ou seja, você pode negociar 100, 200, 300, assim por diante. Por exemplo, a PETR4 exige um lote mínimo de 100 ações. Logo, se o papel dessa empresa estiver sendo cotada a R$ 20,00, será necessário um montante de R$ 2.000,00 para entrar em uma operação.

No entanto, como mencionamos, também existe o mercado fracionário, em que o investidor pode adquirir até mesmo uma única ação da empresa.

 

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são um tipo de aplicação em que o investidor compra uma cota de um patrimônio que é administrado por um gestor, que tem a autonomia para escolher diversos instrumentos financeiros – que estejam de acordo com a modalidade e regulamento do fundo – visando sempre o maior retorno para os investidores Discorreremos com mais detalhes sobre esse tipo de investimento em outro tópico deste artigo.

Existem diversos tipos de fundos de investimento, e dentre os que têm carteira composta majoritariamente por ativos de renda variável, estão:

Há também os Fundos de Investimento Imobiliários (também conhecidos apenas como Fundos Imobiliários ou FIIs), que têm suas cotas negociadas em Bolsa de Valores. Esse tipo de fundo aplica os recursos dos cotistas em empreendimentos ou ativos ligados ao setor imobiliário, como imóveis, shoppings, galpões logísticos e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs). O objetivo do fundo, em geral, é conseguir retorno proveniente das atividades do setor.

Os lucros captados por meio de alugueis desses imóveis pertencentes aos fundos, são distribuídos, quase que integralmente, aos cotistas. Esses rendimentos são isentos de Imposto de Renda (IR) para Pessoas Físicas.

 

Exchange Traded Fund (ETF)

O ETF é um fundo de ações – conhecido também como fundo de índices – que, assim como os fundos imobiliários, negocia suas cotas em Bolsa de Valores. O ETF é composto por um conjunto de ações de empresas que compõem a carteira de determinado índice. Então, o objetivo é replicar o desempenho desse mesmo índice de referência.

Assim como outros fundos, ele também necessita da gestão especializada de um profissional do mercado.

 

Opções 

O mercado de opções é basicamente, onde se negociam direitos (e não a ação em si) de compra ou venda de ações, até uma determinada data. As opções são muito utilizadas como instrumento de hedge, um conceito que visa a proteção do patrimônio de um investidor.

As opções são um dos derivativos mais conhecidos do mercado. Como sugere o conceito, as opções derivam das ações, logo, seu preço de negociação (conhecido como prêmio) oscila de acordo com o comportamento do preço das ações.

Para melhor compreensão, imagine que você deseja adquirir ações da Vale. A cotação dessa opção variará de acordo com as oscilações do preço da ação dessa empresa durante o pregão. Nesse caso, em vez de adquirir o papel, você faz a aquisição de uma opção de compra para exercer o seu direito a um determinado preço (chamado de strike), até a data de vencimento da opção.

Quando esse dia chegar, escolhe se vai exercer o direito de compra ou não. Caso o preço da ação esteja cotado acima do strike da opção, vale a pena exercer a opção. Se, ainda assim, você não achar que vale a pena ou simplesmente não quiser exercer suas opções, apenas perderá o valor pago na montagem da operação (já que, quando as opções vencem, viram pó, ou seja, deixam de existir).

Existem diversos tipos de operações com opções. Mas, no caso do exemplo em especial, o risco da operação foi limitado ao preço pago pela opção (chamado de prêmio).

 

Mercado Futuro

O mercado futuro é o ambiente de negociações de compra e venda de contratos de instrumentos financeiros ou commodities que serão realizadas em uma data futura, como o próprio termo nos sugere. Existem diversos ativos que podem ser negociados nesse tipo de mercado, os principais são: dólar, Índice Bovespa, ouro, milho, café, soja, boi, etc.

O fato de um investidor adquirir um contrato de mercado futuro não significa que ele receberá a moeda ou as commodities. Na verdade, são negociadas as oscilações do seu valor de mercado.

Veja abaixo outras características desses contratos:

  • Sofrem ajustes diários, de acordo com a média ponderada de preços negociados no dia;
  • Podem ser liquidados antes do vencimento.

 

Derivativos

Por fim, temos os derivativos, que são instrumentos financeiros representados por contratos que possuem vencimento em uma data futura predeterminada. Eles recebem esse nome pois têm preço derivado nas oscilações dos preços de outro ativo, podendo ser esse ativo financeiro (como um contrato de Dólar) ou físico (como um contrato de commodity de boi).

Um exemplo clássico de derivativo são as opções, que detalhamos anteriormente, e os contratos negociados no mercado futuro, que você também já conhece. Esse instrumento financeiro é amplamente utilizado para a realização de operações de hedge e alavancagem.

Como você pôde perceber, estamos diante de um mercado extremamente amplo, que proporciona oportunidades gigantescas para diversos perfis de investidor e todos os objetivos que ele pode visar. Tudo dependerá do nível de conhecimento e da quantidade de riscos que está disposto a correr.

 

Quais são as vantagens e desvantagens da renda variável?

Agora, discorreremos sobre as principais vantagens e desvantagens que a renda variável pode proporcionar para o investidor. Acompanhe!

 

Potencialização de lucros
Sem dúvidas, a vantagem mais impactante dos investimentos de renda variável está no grande potencial de lucros que esses ativos podem gerar no curto e longo prazos

Além disso, existe a possibilidade da obtenção de lucros consideráveis em um curtíssimo espaço de tempo. Entretanto, para chegar a esse nível, o investidor precisa estudar muito e adquirir uma boa experiência até realizar esse tipo de operação com segurança.

 

Diversificação de investimentos
Outra grande vantagem da renda variável é a possibilidade de diversificação dos investimentos. Como você viu em tópicos anteriores, existem vários ativos que podem ser negociados nesse mercado, e cada um deles ainda possui diversas ramificações à disposição do investidor.

Nesse sentido, você pode diversificar bastante as suas aplicações, aumentar seus rendimentos e reduzir consideravelmente os riscos. Como isso ocorre? Pense na seguinte situação: suponhamos que você tenha uma carteira de investimento composta por ações de uma empresa que vamos chamar de X, e o restante do capital em Fundos Imobiliários.

Imaginemos que devido a fatores alheios à sua vontade, as ações de X desvalorizaram cerca de 3% durante um ano. Por outro lado, o seu Fundo Imobiliário proporcionou uma rentabilidade de 15% no mesmo período. Logo, esse percentual foi capaz de absorver todo o prejuízo obtido com as ações e ainda proporcionou um grande lucro para a sua carteira.

Obviamente, esse é apenas um exemplo extremamente simples utilizando dois produtos do mercado financeiro. O ideal é que você diversifique também entre produtos de diferentes segmentos, aplicando tanto em renda variável, quanto renda fixa. Quanto mais diversificada estiver sua carteira, mais protegido estará o seu patrimônio.

A diversificação de investimentos que existe no mercado financeiro é a tradução exata daquele velho ditado que diz que você jamais deve colocar todos os seus ovos em uma única cesta.

 

Liberdade para a tomada de decisão

Por fim, dependendo da operação, o investidor tem total liberdade na tomada de decisão sobre os ativos em que pretende investir ou nas operações das quais deseja se desfazer. Tudo o que ele precisa fazer é entrar na sua plataforma de investimentos e realizar a operação que julgar ser a ideal para aquele momento do mercado.

Por exemplo, se você desejar comprar ações de determinada empresa e, no momento seguinte, vender por um preço um pouco acima do seu valor de entrada, basta apertar um botão que a plataforma enviará a sua ordem para o mercado.

Isso se dá graças à alta liquidez do mercado de ações. Esse nível de liberdade nem sempre pode ser alcançado nos produtos de renda fixa.

Além disso, o investidor que opta pela renda variável, dependendo do tipo de operação, pode obter bons rendimentos mesmo em momentos de crise.

Na Bolsa de Valores, especialmente no mercado futuro, milhares de investidores fazem operações de compra para vender a um preço maior, bem como vendem ativos para comprar a um valor inferior, lucrando nessa oscilação negativa.

 

Desvantagens da renda variável

A renda variável também possui algumas desvantagens que você precisa conhecer. A principal delas, sem dúvida, é o risco em que o investidor fica exposto em algumas operações.

Momentos de crise política, por exemplo, podem causar instabilidades econômicas que geram impactos quase que imediatos no mercado financeiro.

Além disso, outros problemas envolvendo saúde pública também podem impactar negativamente na análise dos grandes investidores institucionais, que podem derrubar o mercado e prejudicar pessoas físicas que estejam realizando algumas operações de compra.

Isso pôde ser percebido, por exemplo, durante o mês de março de 2020, com a expansão da pandemia de coronavírus no Brasil — e a Bolsa de Valores despencou mais de 30% em pouquíssimos dias.

Além disso, também existe a necessidade de estudo constante sobre o mercado financeiro, além claro, da incerteza sobre a rentabilidade que se pode ter.

 

Onde investir em renda variável?

Entendidos os principais conceitos sobre renda variável, suas vantagens e desvantagens, mostraremos como você pode investir nesse tipo de mercado. Basicamente, é possível negociar ativos na Bolsa de Valores ou por meio dos fundos de investimento dos mais variados que existem no mercado atualmente. Conheça um pouco mais sobre esses dois caminhos.

 

Bolsa de Valores

Na Bolsa de Valores é possível negociar ações, contratos futuros de moedas, índices, taxas de juros e algumas commodities. Nesse formato de negociação, você pode comprar ou vender esses ativos durante o horário de funcionamento do pregão, em dias úteis.

A Bolsa de Valores desperta muita curiosidade na mente das pessoas que não a conhecem. Muitos a enxergam como um ambiente hostil, que só recebe pessoas extremamente experientes.

Entretanto, a época em que a Bolsa de Valores era restrita apenas a esse grupo seleto de pessoas ficou para trás, e já faz muito tempo que os investimentos desse mercado são feitos a partir do conforto de lares ou escritórios.

Obviamente, existem mesas operacionais que fazem grandes movimentações, com milhões de reais, todos os dias. Por outro lado, também existem milhares de brasileiros comprando e vendendo ativos financeiros em um simples notebook ou, até mesmo, no celular, utilizando as tecnologias mobile que muitas instituições oferecem para os seus clientes nos dias atuais.

 

Fundos de investimento

Os fundos de investimento também podem oferecer a diversidade da renda variável, como os fundos de ações, fundos cambiais e os FIIs. Entretanto, os separamos aqui, pois se trata de uma forma diferenciada de aplicação. Nesse caso, você adquire cotas desse fundo, e o gestor responsável utiliza todo esse capital acumulado para realizar diversos tipos de operação de acordo com a política com a qual ele foi fundado.

Isso significa, por exemplo, que um Fundo de Investimento Imobiliário deve centralizar a maior parte das suas aplicações nesse tipo de mercado. Funciona basicamente como um condomínio, em que todo morador possui uma cota e paga uma taxa de administração para quem faz toda a gestão do imóvel.

A vantagem dos fundos de investimento está, especialmente, no fato de existir uma administração profissional nos ativos, promovendo um fracionamento interessante de riscos, pois o patrimônio do fundo é aplicado em operações extremamente diversificadas.

 

Como investir em renda variável?

Investir em renda variável é um procedimento muito simples. Com o crescimento da utilização do home broker e outras plataformas de negociação, tudo ficou mais fácil e intuitivo.

Logo, o ponto mais importante sobre investir em renda variável é o estudo feito antes da tomada de decisão. Isso pode ser decisivo quando o assunto é se você terá bons resultados ou prejuízos no mercado financeiro.

Entretanto, independentemente dessa parte educacional, é fundamental que você conte com a intermediação de um banco de investimentos de confiança e que tenha uma plataforma extremamente estável;

A renda variável demanda agilidade para conseguir entrar em movimentos acentuados nos melhores níveis de preço possíveis, e, para isso, uma boa plataforma deve ser sua maior aliada. Por isso, é muito importante escolher a instituição de investimentos com cuidado.

Por fim, podemos concluir que os investimentos de renda variável podem trazer resultados positivos muito superiores aos da renda fixa. Porém, investir nesse segmento requer bastante estudo e ciência de que os riscos são mais elevados.

Por isso, conhecer o seu perfil de investidor e os investimentos ideais para ele, é um ponto indispensável.

Se você quer ter acesso a investimentos desse segmento e de outros, além de a uma plataforma de investimentos completa e estável, abra sua conta no modalmais e aproveite todas as vantagens que só o banco digital dos investidores pode oferecer.

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