Você sabe como analisar uma ação? O investimento em papéis de empresas negociados na Bolsa de Valores depende de um estudo aprofundado sobre uma série de parâmetros publicados pela própria organização, além de questões que envolvem sua área de atuação e o próprio mercado financeiro.

Dessa forma, comprar ações costuma ter um risco maior. Isso porque, esses ativos estão muito expostos à volatilidade do mercado, que é muito sensível a possíveis alterações nos humores internacionais e desembaraços políticos e econômicos nacionais.

 

Como analisar uma ação?

Comprar uma ação pode parecer algo muito simples de se fazer: basta ter uma conta com saldo em uma instituição que ofereça uma plataforma de investimentos, informar a quantidade e enviar a ordem de compra.

Porém, no meio desse passo a passo, existe uma etapa que faz toda a diferença: a análise dos papéis

Portanto, sobre isso é o que vamos discorrer nos próximos tópicos. Ao final desta leitura, você estará apto a fazer a principal atividade na compra de ações – a análise das empresas. Continue lendo!

 

Pontos obrigatórios ao analisar uma ação

Calcule o índice Preço/Lucro (P/L)

O índice de preço por ação/lucro por ação (P/L) é um indicador muito utilizado por investidores no mercado de ações, na comparação entre empresas de mesmo setor. De certo modo, ele indica se uma ação está “cara” ou “barata”, pois quanto menor o P/L, mais barata ela está.

A análise de ações sob a ótica desse índice passa pelo processo de planejamento do tempo, em que o valor aplicado proporcionará retorno para o investidor, ou seja, qual será o tempo necessário para que a rentabilidade das ações cubra o valor inicialmente investido.

 

Dividend Yield (DY)
No Brasil, todas as empresas de capital aberto têm por obrigação distribuir aos seus acionistas, no mínimo, 25% dos seus lucros – dependendo do estatuto de cada empresa -, pagos proporcionalmente à quantidade de ações que o investidor possui, em formato de dividendos.

O Dividend Yield (DY) é um indicador que mede quanto a empresa paga aos seus investidores em dividendos e outros proventos em dinheiro. Apesar de ser comumente publicado pelas empresas, ele pode ser obtido pela aplicação da seguinte fórmula:

DY = (total em proventos em dinheiro [últimos 12 meses] ÷ preço atual da ação) x 100.

No geral, quando maior for o DY, maior será o pagamento de dividendos daquela empresa. Portanto, se você investe pensando na distribuição periódica de lucros, esse é um indicador ao qual você precisa ficar bem atento.

 

Faça o cálculo do PREÇO / Valor Patrimonial por Ação (P/VPA)

 

Outro ponto crucial dentro dessa análise, é aprender a fazer o cálculo do índice P/VPA (preço da ação/valor patrimonial). Muitos consideram esse um dos principais indicadores da avaliação e identificação de ações “baratas”, já que ele se baseia na comparação entre o preço das ações e o valor patrimonial dela.

Antes de mais nada, é necessário encontrar o VPA. O cálculo da VPA pode ser obtido na divisão do Patrimônio Líquido pela quantidade de ações da empresa, dados que podem ser extraídos das demonstrações financeiras do último período, que são públicas. Por si só, o mais recomendável é que o investidor opte por empresas que tenham VPA próximo ou até superior ao preço de uma ação.

A partir daí, vamos para o cálculo do P/VPA. Por exemplo: uma ação está sendo cotada a R$ 15 e seu VPA é de R$ 9. Assim, temos P/VPA = 15 ÷ 9 = 1,67. A interpretação desse cálculo é a seguinte:

Se o P/VPA fosse igual a 1, indicaria que o a ação estaria sendo negociada por um preço equivalente ao patrimônio líquido da empresa;

Se fosse superior a 1, indicaria que o a ação estaria sendo negociada por um preço superior ao patrimônio líquido da empresa, o que pode indicar que a empresa está com uma boa saúde financeira, com expectativas de crescimento, logo, com mais expectativas quanto à distribuição de dividendos.

Se fosse inferior a 1, indicaria que o a ação estaria sendo negociada por um preço inferior ao patrimônio líquido da empresa. Diferentemente dos dois resultados anteriores, a compra de uma ação com P/VPA inferior a 1 deve ser muito bem estudada, uma vez que, com o índice nesse patamar, a empresa pode estar sinalizando que não está indo bem, ou seja, com problemas corporativos, financeiros, etc.

 

Valor da firma/ Lucro antes de Juros, impostos, depreciação e amortização (EV/EBITDA)

O EV/EBITDA é um indicador financeiro originado a partir da relação de dois importantes indicadores: EV e EBITDA.

O EV, também chamado de Valor da Firma, é formado por três componentes:

  • Calcular o valor de mercado;
  • Somar o valor das dívidas (Dívida Bruta);
  • Subtrair disponíveis em caixa e equivalentes de caixa (Disponibilidades).

Já o EBITDA leva em consideração os resultados obtidos pela empresa exclusivamente relacionados à sua atividade fim.

Ou seja: representa o resultado financeiro antes dos descontos e acréscimos que podem fazer referência a investimentos, financiamentos e outras fontes de receitas e despesas que não tenham relação com o produto ou serviço oferecido.

Em resumo, o EBITDA é o lucro operacional (EBIT) acrescido dos custos com depreciações e amortizações.

EBITDA = lucro operacional + depreciações + amortizações
Analise os demonstrativos financeiros

Conhecer a saúde financeira da empresa que você pretende investir, é uma prioridade, afinal, não é nada recomendado investir em uma empresa sem conhecer as suas principais contas.

E isso é feito por meio de uma análise minuciosa de suas demonstrações financeiras, o que também é um dos pilares da análise fundamentalista.

Nessa análise, é possível avaliar a participação da empresa no mercado em que ela atua, seus lucros, seu endividamento, seus resultados em exercícios fiscais anteriores e outros elementos.

A partir desses dados, é possível identificar informações que indiquem, por exemplo, se a empresa ainda não ganhou a confiança do mercado ou se está passando por algum tipo de dificuldade financeira, o que não seria interessante para quem está pensando em se tornar acionista.

Essas demonstrações contábeis e operacionais, são facilmente encontradas nos sites das empresas de capital aberto, uma vez que há uma obrigatoriedade legal na divulgação periódica dessas informações.

Além da análise quantitativa da empresa, outros indicadores também devem ser considerados. Continue a leitura

 

Índice de Liquidez Corrente (ILC)

O ILC é um indicador contábil que demonstra quanto a empresa tem a receber no curto prazo em relação ao montante que ela tem a pagar no mesmo período. Para encontrar esse indicador, basta aplicar a seguinte fórmula:

ILC = Ativo Circulante (caixa, recebimentos de curto prazo, entre outros) ÷ Passivo Circulante (contas de curto prazo em aberto, fornecedores, entre outros).

Quanto maior for esse indicador, isso significa que a empresa tem capital suficiente para honrar com todas suas obrigações de curto prazo. Geralmente, um resultado que flutue em torno de 1,5 indica que a empresa está com uma boa saúde financeira, logo, pode ser boa uma oportunidade de compra – obviamente, aliado a outros índices já descritos.

 

PAYOUT RATIO

O Payout Ratio é um indicador utilizado para se conhecer o percentual do lucro líquido da empresa que foi distribuído entre os seus investidores, que geralmente ocorre na forma de dividendos, mas também como juros sobre capital próprio (JCP). O cálculo desse indicador é obtido com a aplicação desta fórmula:

Payout Ratio = (Dividendos pagos ÷ Lucro Líquido) x 100.

 

COMO INVESTIR EM AÇÕES?

Agora que você já conhece os principais indicadores utilizados na análise de ações, é importante saber como, de fato, fazer a compra. Inicialmente, você precisa abrir uma conta em uma instituição que forneça uma boa e segura plataforma de investimentos, como o modalmais, que oferece diversas opções, desde o mais simples Home Broker às mais robustas plataformas de negociação. Em seguida, deve enviar o seu dinheiro para lá.

Depois de fazer toda a análise e selecionar uma empresa de acordo com os seus objetivos, basta executar a operação enviando uma ordem de compra do seu Home Broker ou de outra plataforma que você tenha contratado.

Vale a pena ressaltar que esse não deve ser o último passo. Você precisa avaliar constantemente os fundamentos do mercado, indicadores e demonstrativos financeiros/contábeis da empresa para evitar ser pego de surpresa com uma desvalorização abrupta, ou, ainda, aproveitar possibilidades de adquirir mais papéis desta ou de outras instituições.

Agora que você sabe como analisar uma ação, a tarefa de investir na Bolsa de Valores ficou mais simples. Portanto, o próximo passo é seguir as orientações que deixamos no tópico anterior, aplicando sempre todos os elementos que foram mencionados neste artigo para conseguir diminuir seus riscos e obter o maior ganho possível com as operações.

Para começar a investir em ações, convidamos a abrir a sua conta no modalmais e aproveitar todas as vantagens que a nossa plataforma de investimento pode oferecer.

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