O IGP-M é um índice que mede a variação dos preços, isto é, se há inflação ou deflação no período de análise.

Ele tem o mesmo objetivo que o IPCA. Porém, esse último é considerado como o medidor oficial do comportamento dos preços no Brasil.

De forma geral, o IGP-M consiste em um índice mais abrangente para medir a inflação. Isso porque ele possui uma cesta de produtos e serviços atrelados à ele maior do que a do IPCA.

Se você já alugou um imóvel, provavelmente deve ter ouvido falar desse indicador. Ele costuma ser utilizado no reajuste dos aluguéis.

Além disso, o IGP-M pode ser o indexador de investimentos de renda fixa, como as LCIs. Portanto, é fundamental conhecê-lo antes de investir.

Em 2019, o índice fechou em 7,31%, decorrente da aceleração de 2,09% em dezembro. A expectativa é de que ele fique abaixo desse valor em 2020.

Diante disso, preparamos um guia completo com tudo o que você precisa saber sobre o IGP-M, além de dicas incríveis para você lucrar mais com segurança a partir de agora.

 

Veja o que você vai aprender:

 

  • O que é o índice IGP-M (ou Índice Geral de Preços do Mercado)?
  • Para que serve o IGP-M?
  • Como é calculado o IGP-M?
  • IGP-M: tabela com o histórico
  • IGP-M: projeções
  • Qual a diferença entre IGP-M e IPCA?
  • Quais os investimentos ligados ao IGP-M?

 

Boa leitura!

O que é o índice IGP-M (ou Índice Geral de Preços do Mercado)?

O IGP-M acompanha os valores de itens como combustíveis, tijolos e café. 

 

Ele é um índice de medição de preços que vai desde bens industriais, matérias-primas até produtos ligados ao consumidor final.

O IGP-M, criado em 1940 pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), é considerado um dos principais indicadores de inflação do país.

O que é IGP-M acumulado?

O IGP-M é calculado mensalmente. Portanto,  a sua média total consiste no somatório mensal dos IGP-Ms de um período considerado, como, por exemplo, em seis meses.

O índice acumulado em 2019, de janeiro até dezembro, de acordo com a FGV, foi de 7,31%.

O que compõe o IGP-M?

O IGP-M é resultado da união de três índices de inflação:

 

  • INCC-M: Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado. Abrange o custo dos materiais, mão-de-obra e equipamentos relacionados à construção habitacional.
  • IPA-M: Índice de Preços ao Produto Amplo – Mercado. Ele engloba desde as matérias-primas agrícolas, produtos agropecuários e bens industriais.
  • IPC-M: Índice de Preços do Consumidor – Mercado. Referente aos produtos e serviços de consumo habituais das famílias brasileiras.

Para que serve o IGP-M?

O preço das ações pode ser influenciado por esse indicador

 

O IGP-M vai muito além de um simples cálculo do comportamento dos preços.

Ele costuma ser utilizado como indexador para o reajuste de diversos serviços que consumimos diariamente, como fornecimento de energia, planos de saúde e mensalidades de escolas.

Geralmente, as instituições repassam aos consumidores os preços com base no IGP-M do ano anterior.

Importância para o mercado

Por se tratar de um índice de medição de inflação, o IGP-M funciona como um termômetro da atividade econômica.

Geralmente, quando o consumo aumenta, os preços tendem a subir. Assim, ocorre a inflação deles. Nada mais do que a lei da oferta e demanda.

O Banco Central (Bacen) acompanha e faz projeções sobre a inflação. Ela serve como um dos parâmetros para a taxa básica de juros (taxa Selic).

Caso a inflação aumente, a taxa Selic pode subir a fim de conter esse movimento e evitar acelerações abruptas.

Como sabemos, as taxas de juros são de fundamental importância no mercado não apenas na renda fixa.

Além disso, o IGP-M também pode influenciar no resultado das empresas. Um exemplo disso está no custo da energia elétrica.

Considere que essa despesa será reajustada em 7% no início do ano. Assim, os lucros obtidos tenderão a ser menores do que os do ano anterior.

Portanto, a empresa terá que obter uma receita maior para minimizar o aumento da energia elétrica.

Como funciona o índice de reajuste de aluguel?

Os preços dos aluguéis costumam ser corrigidos pelo IGP-M anualmente. Basicamente, ele é passado integralmente nas parcelas.

Para saber em quanto o seu aluguel será reajustado, você precisa considerar o índice acumulado no ano, por exemplo, 7,30%.

Agora, basta dividir 7,30 por 100 e somá-lo a 1,00. O resultado será de 1,0730.

Se o seu aluguel custa R$ 1.600, é só multiplicá-lo por 1,0730. Assim, a nova parcela será de R$ 1716,80 a partir da data de reajuste informada no contrato de locação.

Como é calculado o IGP-M?

O seu cálculo é feito a partir das prévias divulgadas pela FGV

 

O cálculo do IGP-M é realizado com base em cada um dos seus índices, que, por sua vez, possuem pesos diferentes.

O IPA-M corresponde a 60%, o IPC-M representa 30% e o INCC-M fica com a fatia de 10% do indicador. Portanto, a equação do IGP-M fica da seguinte forma:

Na qual, X significa o índice IPA-M, Y é o IPC-M e Z corresponde ao INCC-M.

Perceba que o IPC-M, referente aos produtos e serviços para o consumidor final, possui maior peso no IGP-M.

Quem é responsável por calcular e definir o IGP-M?

Desde 1989, o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) realiza o cálculo desse índice. A definição dos produtos e serviços que o compõe fica sob responsabilidade da FGV.

Qual o período do cálculo?

O cálculo do IGP-M é realizado com base nos preços dos produtos e serviços da sua cesta entre os dias 21 do mês anterior até o dia 20 do mês atual.

As pesquisas são realizadas para avaliar o comportamento dos valores no período. Assim, são divulgadas as prévias durante o mês de referência.

Após o dia 20, é feito o cálculo final do IGP-M e a sua divulgação pelo FGV.

IGP-M: tabela com o histórico

Esse índice acumula alta de 1.827,40% desde o início do Plano Real

 

O IGP-M pode afetar o seu poder de compra e os seus investimentos. Por isso, é fundamental conhecer o seu histórico nos últimos três anos.

IGP-M 2018

MêsIGP-M mensal (%)IGP-M acumulado (%)
Janeiro0,760,760
Fevereiro0,070,830
Março0,641,475
Abril0,572,054
Maio1,383,462
Junho1,875,397
Julho0,515,934
Agosto0,706,676
Setembro1,528,297
Outubro0,899,261
Novembro-0,498,726
Dezembro-1,087,552

IGP-M referente a 2018 – Fonte: FGV

 

Note que, em 2018, o IGP-M fechou o ano em 7,55%. Ele acelerou junho por conta da greve dos caminhoneiros.

Com o desabastecimento de, até mesmo, itens básicos, os preços ao consumidor final dispararam, em média, 1,87%.

Já nos meses de novembro e dezembro, o IGP-M ficou negativo, ou seja, houve deflação no período.

IGP-M 2019

MêsIGP-M mensal (%)IGP-M acumulado (%)
Janeiro0,010,01
Fevereiro0,880,89
Março1,262,161
Abril0,923,101
Maio0,453,565
Junho0,804,393
Julho0,404,811
Agosto-0,674,109
Setembro-0,014,098
Outubro0,684,806
Novembro0,305,120
Dezembro2,097,317

IGP-M referente a 2019 – Fonte: FGV

 

O IGP-M fechou 2019 com valor próximo do alcançado em 2018, isto é, em 7,31%.

Note que houve deflação dos preços entre agosto e setembro, principalmente pela diminuição dos valores praticados no atacado.

Enquanto que, no mês de dezembro, o IGP-M subiu 2,09%, puxado pelo IPC-M e IPA-M.

Os principais motivos foram a disparada da carne bovina (19,57%), do café (15,57%) e dos jogos lotéricos (23,33%).

IGP-M 2020

No dia 13 de janeiro de 2020, a FGV divulgou a prévia do IGP-M referente aos primeiros dez dias do ano, que variou 0,67%.

Já em dezembro de 2019, o índice havia subido 1,83% no primeiro decênio. Ou seja, a divulgação indica menor aceleração da inflação no início de 2020.

As passagens aéreas e a carne bovina estão entre os maiores responsáveis pelo recuo do IGP-M, com deflações de -9,58% e -5,63%, respectivamente.

IGP-M: projeções

De acordo com o Boletim Focus, referente ao dia 17 de janeiro de 2020, o IGP-M projetado para o ano é de 4,32%, ligeiramente mais baixo do publicado no relatório anterior.

O IPCA, por sua vez, deverá ficar em torno de 3,50%. Ele também sofreu uma pequena queda em relação à semana anterior.

Para 2021 e 2022, o Banco Central prevê o IGP-M em 4,00%, com queda para 3,90% em 2023. Já o IPCA projetado está em 3,75% e 3,50%, nos respectivos anos.

Note que as expectativas são de inflação controlada e baixa em 2020 e também para os próximos.

Portanto, os juros da economia também tendem a permanecer nos mesmos patamares.

Essas projeções podem indicar um próximo corte na taxa Selic ainda em 2020. E, até mesmo, um crescimento econômico em ritmo menor.

É importante destacar que a inflação baixa também consiste no controle dos juros, o que possibilita maior estabilidades às famílias e às empresas.

Assim, elas podem realizar os seus planos futuros sem o fantasma da inflação que assombrou o Brasil por tantos anos, principalmente na década de 90.

Qual a diferença entre IGP-M e IPCA?

Além deles, há outros indicadores da variação dos preços no país

 

Ambos os índices medem a inflação do Brasil. Porém, o IGP-M é medido por uma instituição independente do governo. Já o IPCA fica sob a responsabilidade do IBGE.

Outra diferença fundamental está na cesta de produtos que cada um dos índices considera no cálculo.

No IPCA, são acompanhados cerca de 350 produtos e serviços, enquanto que, no IGP-M, há em torno de 1.400 itens.

Portanto, o IGP-M possui maior variedade, o que pode tornar a medição mais abrangente e realista da oscilação dos preços.

Mas, é preciso considerar que a metodologia do IPCA é focada nos produtos e serviços voltados ao consumidor final.

Por fim, esse índice é utilizado pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) para avaliar o comportamento da inflação em relação à meta e, assim, subir ou cortar a taxa Selic.

O IGP-M, por sua vez, costuma estar presente em reajustes de preços, conforme mostrado neste artigo.

Quais os investimentos ligados ao IGP-M?

Os FIIs tendem a ser boas alternativas para lucrar mais em 2020

 

Os investimentos de renda fixa podem utilizar o IGP-M como indexador de rentabilidade. A ideia é semelhante ao uso do IPCA, ou seja, manter o poder de compra no futuro.

Assim, caso o índice suba, os rendimentos também aumentam.

Geralmente, a rentabilidade atrelada ao IGP-M consiste no pagamento da sua variação mais uma taxa fixa, por exemplo, IGP-M + 3,0% ao ano.

Os ativos que costumam utilizá-los são:

 

 

Na renda variável, os Fundos Imobiliários (FIIs), principalmente os de papel, podem ter a rentabilidade atrelada ao IGP-M, caso invistam em CRIs e LCIs com este indexador.

Perceba que o índice tende a apresentar valor maior do que o IPCA, o que é ideal para os investidores que desejam investir com foco no longo prazo, como aposentadoria.

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Conclusão

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Desde 2015, o IGP-M saiu da trajetória de alta, com pico de 10,54%, para a estabilidade próxima de 7,50%.

Isso foi possível graças à mudança na política econômica do governo Temer e continuada até o momento pela equipe de Paulo Guedes.

A estabilização permitiu o corte da taxa Selic, que chegou a 14,25%, em 2016, até 4,50%, que é a sua mínima histórica.

Do ponto de vista do IGP-M, os juros baixos da economia podem beneficiar o consumidor final, que terá reajustes menores e preços mais estáveis.

Além disso, eles tendem a favorecer o fornecimento de crédito mais barato e financiamentos com prazos maiores.

Assim, é possível que as empresas emitam mais ativos atrelados ao IGP-M como CRIs e LCIs. E os financiamentos habitacionais voltem a se popularizar.

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Lembre-se que muitos ativos de renda variável, como as ações e, principalmente, os fundos imobiliários, são afetados pelo IGP-M.

Caso ele permaneça nos patamares atuais, os resultados desses investimentos tendem a melhorar ainda mais em 2020.

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